A vitamina D e a fertilidade feminina


Além dos efeitos conhecidos da vitamina D na manutenção da homeostase do cálcio e da imagespromoção da mineralização óssea, existem algumas evidências que sugerem que a vitamina D também module processos reprodutivos humanos. Neste estudo, publicado este mês no Current Opinion in Obstetrics and Gynecology, pesquisadores da Áustria e da Alemanha revisaram os estudos mais interessantes e relevantes sobre a vitamina D e a fertilidade feminina, publicados ao longo do ano passado.

Segundo eles, vários estudos observacionais relataram um melhor resultado da fertilização in-vitro em mulheres com níveis suficientes de vitamina D (≥ 30 ng/ml), que foram atribuídos principalmente aos efeitos da vitamina D sobre o endométrio. Um estudo controlado randomizado constatou um aumento da espessura endometrial em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) recebendo vitamina D durante os ciclos de inseminação intra-uterina.

Além disso, a suplementação de vitamina D teve um efeito benéfico sobre os lipídios séricos em mulheres com SOP. O tratamento da vitamina D melhorou a endometriose em ratos e o aumento da ingestão de vitamina D foi relacionado a uma diminuição do risco de endometriose incidente.

A vitamina D também foi associada positivamente com a dismenorréia primária, leiomioma uterino e a reserva ovariana em mulheres em idade reprodutiva final.

Os autores concluíram:

“Em mulheres submetidas a fertilização in vitro, um nível suficiente de vitamina D (≥ 30 ng/mL) deve ser obtido. A suplementação de vitamina D pode melhorar os parâmetros metabólicos em mulheres com SOP. A alta ingestão de vitamina D pode proteger contra a endometriose.”

Fonte

Vitamin D and female fertility. Abr 2014.

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Coelhos mantidos confinados podem ser deficientes em vitamina D


Coelhos que permanecem em ambientes fechados podem sofrer com a falta de vitamina D, relatam rabbitspesquisadores em um novo estudo. Em coelhos mantidos como animais de estimação ou usados ​​em estudos de laboratórios a deficiência pode levar a problemas dentários, prejudicar suas saúde cardiovascular, enfraquecer o sistema imunológico e distorcer resultados científicos.

O estudo descobriu que a exposição regular aos raios ultravioleta B artificiais por duas semanas duplicou os níveis séricos de vitamina D de coelhos – aumento não visto em animais criados à luz artificial sem radiação UVB. Futuros estudos tentarão determinar os níveis ótimos de exposição UVB e de vitamina D em coelhos, porquinhos da índia, chinchilas e outros animais. 

Um relatório do estudo foi publicado na revista American Journal of Veterinary Research

 “Nós sabemos que a vitamina D é importante para os vertebrados na medida em que contribui com a absorção do cálcio, mas também foi demonstrada beneficiar a saúde cardiovascular e a função imunológica”, disse Mark Mitchell , professor da Universidade de medicina clínica veterinária de Illinois, que liderou a pesquisa. “Nós sabemos de vários tipos de doenças que podem se desenvolver com a deficiência de vitamina D. Alguns dos problemas crônicos que vemos estão relacionado aos dentes.” 

Outros pesquisadores propuseram que baixos níveis de vitamina D desempenham um papel em doenças dentárias em coelhos de estimação, disse Mitchell.

“Estamos fazendo o condicionamento e a gestão de doenças dentárias em coelhos, chinchilas e porquinhos da índia regularmente”, disse Mitchell. “Semanalmente, vemos estes tipos de casos em nossos serviços de medicina clínica zoológicaÉ algo que também é visto em todo o país e internacionalmente. É um problema comum.” 

A maioria dos animais de laboratório e muitos coelhos de estimação não são deixados ao ar livre por causa dos riscos de exposição a predadores e a doenças, disse Mitchell. As janelas bloqueiam a maior parte da radiação UVB. Se os animais não recebem suficiente vitamina D de suas dietas e nunca são expostos à luz ultravioleta, eles podem tornar-se deficientes, disse ele. “Como médico, eu quero gerenciar melhor estes animais, dar-lhes uma mais longa e melhor qualidade de vida”, disse Mitchell.

A deficiência de vitamina D também pode prejudicar a validade de estudos utilizando coelhos, em pesquisas para melhorar a saúde animal e humana, disse ele. 

“Na medicina humana, estão começando a medir os níveis de vitamina D, como parte de nossa rotina médica de exames”, disse ele. “Mas se nós não estamos fazendo isso com os animais que estamos usando em pesquisas, pode estar faltando uma etapa.”

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Universidade de Illinois

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Evitar a exposição solar é um fator de risco para a mortalidade: estudo


A exposição à luz solar e a pele clara são os principais determinantes da produção de vitamina OS-raios-de-sol-criam-um-efeito-especial-no-lemeD humana, mas eles também são fatores de risco para câncer de pele. Existem na literatura evidências epidemiológicas de que a mortalidade por todas as causas esteja relacionada a baixos níveis de vitamina D.

Em um estudo coorte prospectivo de 20 anos de acompanhamento, recém publicado no Journal of Internal Medicine, pesquisadores do Hospital Universitário Karolinska, em Estocolmo, Suécia, avaliaram a evitação à exposição ao sol como fator de risco para a mortalidade por todas as causas, em 29.518 mulheres suecas. As mulheres foram recrutadas entre 1990 e 1992 e tinham entre 25 e 64 anos no início do estudo. Eles obtiveram informações detalhadas sobre seus hábitos de exposição solar e potenciais fatores de confusão e então uma análise de sobrevivência foi aplicada aos dados.

Como resultado, houveram 2.545 mortes entre as 29.518 mulheres que responderam ao questionário inicial. O estudo constatou que a mortalidade por todas as causas foi inversamente relacionada com hábitos de exposição ao sol e a taxa de mortalidade entre os que evitam a exposição solar foi aproximadamente duas vezes mais elevada em comparação com o grupo de exposição solar mais elevada, resultando em um excesso de mortalidade.

Os autores concluíram:

“Os resultados deste estudo fornecem evidências observacionais de que evitar a exposição ao sol seja um fator de risco para a mortalidade por todas as causas. Seguir conselhos de exposição solar que sejam muito restritivos, em países com baixa intensidade solar, pode de fato ser prejudicial para a saúde das mulheres”.

Fonte

Avoidance of sun exposure is a risk factor for all-cause mortality: results from the MISS cohort. Abr 2014.

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A vitamina D e o risco de morte: uma nova revisão sistemática e meta-análise


Um grande estudo publicado ontem no BMJ, avaliando a relação entre níveis Martin-Dec-2010de vitamina D e a mortalidade por doenças cardiovasculares, câncer e outras condições de saúde, em diferentes circunstâncias, mais uma vez sugere fortemente que níveis ideais de vitamina D sejam cruciais para a boa saúde.

Uma revisão sistemática e meta-análise de estudos observacionais e de ensaios clínicos randomizados foi realizada por pesquisadores de diversos países distintos, entre eles a pesquisadora brasileira Cristina Baena, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Os pesquisadores consultaram as bases de dados Medline, Embase e Cochrane Library por trabalhos relevantes até agosto de 2013, selecionando estudos coorte observacionais e ensaios clínicos randomizados em adultos, que relataram a associação entre vitamina D e resultados específicos de mortalidade. Ao todo foram incluídos 73 estudos coorte, com 849.412 participantes e 22 ensaios clínicos randomizados (vitamina D versus placebo), com 30.716 participantes.

Como resultado da análise, eles constataram que adultos com níveis mais baixos de vitamina tiveram um aumento de 35 por cento do risco de morte por doenças cardíacas, 14 por cento maior probabilidade de morte por câncer e um maior risco da mortalidade geral. Os efeitos observados para a suplementação de vitamina D3 permaneceram inalterados quando agrupados por várias características. No entanto, para a suplementação de vitamina D2, um aumento no risco de mortalidade foi observado em estudos com doses mais baixas e mais curtos períodos de intervenção.

Os autores concluíram:

“As evidências de estudos observacionais indicam associações inversas de 25-hidroxivitamina D circulante com riscos de morte devido a doenças cardiovasculares, câncer e outras causas. A suplementação com vitamina D3 reduz significativamente a mortalidade geral entre os adultos mais velhos, no entanto, antes de qualquer suplementação generalizada, mais pesquisas são necessárias para estabelecer a dose e duração ideais e se a vitamina D3 e D2 teriam efeitos diferentes sobre o risco da mortalidade.”

Fonte

Vitamin D and risk of cause specific death: systematic review and meta-analysis of observational cohort and randomised intervention studies. Abr 2014.

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Vitamina D: um agente anti-infeccioso universal


Antes da era dos antibióticos, o tratamento de pacientes com tuberculose era restrito à gripeexposição solar em sanatórios. Anos mais tarde, verificou-se que a vitamina D estimula a produção de catelicidinas, uma família de polipéptidos encontrados nos lisossomos de macrófagos e leucócitos. As catelicidinas desempenham um papel crítico na defesa imunitária inata, a qual cumpre uma função importante na supressão das infecções.

Pesquisadores acreditam que o aumento da incidência do resfriado comum e da pneumonia durante o inverno esteja relacionado a diminuição da exposição à luz solar, o qual resulta em uma diminuição da síntese de vitamina D. Um estudo conduzido por pesquisadores da Itália e de Israel, publicado este mês no Annals of the New York Academy of Sciences, destaca o papel da vitamina D como um novo agente anti-infeccioso para uma ampla gama de doenças.

“Uma associação foi estabelecida entre baixos níveis de vitamina D e infecções entéricas e das vias respiratórias superiores, pneumonia, otite média, infecções por Clostridium, vaginoses, infecções do trato urinário, sepse, gripe, dengue, hepatite B, hepatite C e infecções por HIV. Acumulando evidências que sugerem que vitamina D exerça efeitos protetores durante as infecções por regulação positiva da expressão de catelicidinas e β-defensinas 2 nos fagócitos e nas células epiteliais. A vitamina D pode atuar como um agente antibiótico panaceal e, assim, ser útil como uma terapia adjuvante em diversas infecções”, resumem os autores. 

Fonte

Vitamin D: a new anti-infective agent? Mar 2014.

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O risco de hipercalcemia em negros tomando hidroclorotiazida e vitamina D


A hidroclorotiazida (HCTZ), um medicamento anti-hipertensivo eficaz frequentemente bulaprescrito para negros, reduz a excreção urinária do cálcio. Os negros têm taxas significativamente maiores de hipertensão e menores níveis de vitamina D. Assim, eles são mais propensos a serem expostos a suplementação de vitamina D e a diuréticos tiazídicos. O risco de hipercalcemia entre os negros que usam a vitamina D e a hidroclorotiazida ainda é indefinido. Um estudo recém publicado no American Journal of Medicine avaliou o risco de hipercalcemia em negros tomando hidroclorotiazida e vitamina D.

Os pesquisadores avaliaram a freqüência da hipercalcemia em usuários de HCTZ em uma análise post-hoc de um estudo duplo-cego, randomizado, de determinação de dose em 328 negros (idade média, 51 anos) atribuídos ao placebo ou a 1.000, 2.000 ou 4.000 UI de colecalciferol (vitamina D3) por dia, por 3 meses, durante o inverno. Dos 328 participantes, 84 relataram o uso de hidroclorotiazida e tiveram os níveis séricos de cálcio avaliados. Além disso, um grupo de comparação de 44 participantes inscritos que não estavam tomando hidroclorotiazida tiveram as medidas de cálcio sérico em 3 meses, mas não no início do estudo. Aos 3 meses, os participantes da hidroclorotiazida tiveram níveis mais elevados de cálcio que os participantes não hidroclorotiazida, mas apenas um participante no grupo hidroclorotiazida teve hipercalcemia. Em contrapartida, nenhum dos participantes não hidroclorotiazida teve hipercalcemia. No modelo de regressão linear, ajustada para idade, sexo, 25-hidroxivitamina D, em 3 meses e outras variáveis, somente uso de hidroclorotiazida previu níveis séricos de cálcio em 3 meses.

Os autores concluíram:

“Em resumo, a suplementação de vitamina D3 até 4.000 UI em usuários de hidroclorotiazida está associada a um aumento do cálcio sérico, mas uma baixa freqüência de hipercalcemia. Estes resultados sugerem que os participantes desta população podem usar HCTZ com até 4.000 UI de vitamina D3 por dia e experimentar uma baixa freqüência de hipercalcemia”.

Este e outros estudos demonstram que a hidrocloritiazida interfere com a excreção do cálcio e que as pessoas nesta situação devem ser cuidadosas quando à suplementação com vitamina D, pois estão em maior risco de contrair hipercalcemia. Assim se você está nesta condição, fazendo uso da hidroclorotiazida, não tome doses elevadas de vitamina D. Isso não deve desanimá-lo de tomar a vitamina D, mas sim encorajá-lo a consultar seu médico antes de fazer isso.

Fonte

Risk of Hypercalcemia in Blacks Taking Hydrochlorothiazide and Vitamin D. Fev 2014.

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Baixos níveis de vitamina D associados à força de aperto ruim em centenários


De acordo com um novo estudo publicado no Journal of Nutrition em Gerontologia e Geriatria, elderly-woman-walking-in-sun-e1394749602186-620x412baixos níveis de vitamina D estão associados com a força de aperto ruim em centenários.

Há uma ligação bem estabelecida entre a vitamina D e força muscular. Os pesquisadores descobriram que os níveis consistentemente baixos de vitamina D estão associados à fragilidade e a força de aperto ruim de adultos para as populações mais velhas. Além disso, alguns estudos constataram que a suplementação de vitamina D melhora a força de aperto se comparada com placebo.

No entanto, até à data, ninguém observou se a vitamina D ainda está associada com a força de aperto nos “mais antigos de idade.” No presente estudo, pesquisadores da Universidade da Geórgia examinaram centenários (idosos com idade superior a 100 anos) e quase centenários (com mais de 98 anos de idade).

Os pesquisadores analisaram uma coorte de 244 centenários e quase centenários inscritos no Estudo dos Centenários de Geórgia. Eles observaram seus níveis de vitamina D e suas força de aperto, medida por um dinamômetro de aperto manual.

O que eles descobriram é que as pessoas com um nível de vitamina D acima de 20 ng/ml apresentaram uma força de aperto maior que os que estavam abaixo. Quando eles elevaram este limite, esta relação ainda se manteve verdadeira. Aqueles com um nível maiores que 32 ng/ml apresentaram força de aperto maior que os que estavam abaixo.

“Baixo status da vitamina D foi associado com a força de de aperto ruim, um indicador da função física, em centenários”, afirmaram os pesquisadores. “Em uma população onde o estado funcional é uma preocupação, é importante entender os fatores associados à má função física, a fim de implementar programas que possam ajudar a prevenir ou minimizar o declínio da função física entre os mais velhos.”

Referências

Haslam A et al. Vitamin D Status Is Associated With Grip Strength in Centenarians. Journal of Nutrition in Gerontology and Geriatrics, 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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