Quanto de vitamina D precisamos tomar?

Uma nova pesquisa constatou que as recomendações atuais de ingestão de vitamina D são muito baixas e que o vitaminspeso corporal deve ser levado em conta para se determinar a dose adequada para cada indivíduo.

O estudo foi realizado pela The Pure North S’Energy Foundation, uma ONG canadense que utiliza suplementos nutricionais baseados em evidências científicas, para a prevenção de doenças crônicas. Atualmente ela é a maior organização sem fins lucrativos do Canadá, focada na prevenção primária.

Eles estudaram o efeito combinado da suplementação da vitamina D e do peso corporal sobre a vitamina D e o cálcio séricos em uma grande população, com 17.614 adultos saudáveis.  Os participantes relataram a suplementação de vitamina D variando de 0 a 55.000 UI por dia e tinham níveis séricos variando de 4 a 157,6 ng/mL.

Nenhum aumento no risco de hipercalcemia foi observado com o aumento da suplementação de vitamina D. Os autores recomendam que as diretrizes clínicas para a suplementação de vitamina D sejam específicas para o peso normal, sobrepeso e obesos.

Intervalo do IMC Suplementação necessária para atingir níveis de 60 ng/mL
Baixo peso (<18,5) 5.000 a 9.000 UI/d
Normal (18,5 a 24,9) 9.000 a 10.500 UI/d
Sobrepeso (25 a 29,9) 12.500 a 14.000 UI/d
Obeso (30 a 35) 19.500 a 24.000 UI/d
Excessivamente obeso (> 35) > 20.000 UI/d

Eles concluíram dizendo:

“As recomendações nacionais atuais sobre as doses de vitamina D3 são demasiadamente baixas para atingir níveis séricos de 25(OH)D acima de 60 ng/mL. Nossa pesquisa usou valores de doses para atingir níveis  séricos alvos de 25(OH)D de 60 ng/mL, que são mais altos que o nível de ingestão tolerável pela Saúde do Canadá, de 4.000 UI/dia. Isso demonstra que a suplementação de vitamina D3 de pelo menos 15.000 UI/dia não representa um risco aumentado para efeitos adversos.”

Fontes

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Finalmente: o elo perdido entre a vitamina D e câncer de próstata

Um estudo do Centro de Câncer da Universidade do Colorado, publicado recentemente na revista Prostate oferece evidências convincentes de que a prostatecancerinflamação pode ser o elo entre a vitamina D e câncer de próstata. Especificamente o estudo demonstra que o gene GDF-15, conhecido por ser regulado pela vitamina D, é notoriamente ausente em amostras de câncer de próstata humano impulsionado pela inflamação.

 “Quando você tomar vitamina D e a coloca nas células do câncer de próstata, inibe o seu crescimento. Mas não foi comprovada como um agente anti-câncer. Queríamos entender quais genes a vitamina D liga ou desligar no câncer de próstata para oferecer novos alvos”, diz James R. Lambert, PhD, pesquisador do CU Cancer Center e professor associado na CU School of Medicine Department of Pathology.

Uma vez demonstrado que a vitamina D regula positivamente a expressão do GDF-15, Lambert e seus colegas, incluindo Scott Lucia, MD, perguntaram-se se este gene poderia ser um mecanismo pelo qual a vitamina D funciona no câncer de próstata. Inicialmente, parecia que a resposta seria negativa.

“Nós pensamos que poderia haver altos níveis de GDF-15 nos tecidos normais e baixos níveis no câncer de próstata, mas descobrimos que em um grande grupo amostras humanas de tecido da próstata, a expressão do GDF-15 não controla o tecido da próstata normal ou canceroso”, diz Lambert.

Mas, em seguida, a equipe notou um padrão interessante: o GDF-15 foi uniformemente baixo em amostras de tecidos da próstata que continham inflamação.

“A inflamação é pensada em conduzir muitos cânceres, incluindo o de próstata, estômago e cólon. Portanto, o GDF-15 pode ser uma coisa boa para manter o tecido da próstata saudável  – Ele suprime a inflamação, que é um agente ruim  que potencialmente conduz ao câncer de próstata”, diz Lambert.

O estudo utilizou um sofisticado algoritmo de computação para analisar os dados imuno-histoquímica (IHQ), uma tarefa que em estudos anteriores havia sido feita um tanto subjetivamente por patologistas. Com esta nova técnica, Lambert, Lucia e colegas conseguiram quantificar a expressão da proteína GDF-15 e células inflamatórias por coloração IHC, em lâminas tiradas destas amostras de próstata humana.

Além disso, é animador que o gene GDF-15 tenha sido demonstrado suprimir a inflamação inibindo outro alvo, o NFkB. Este alvo, o NFkB, tem sido o foco de muitos estudos anteriores em que foi demonstrado promover a inflamação e contribuir para a formação e para o crescimento de tumores; No entanto, os pesquisadores anteriormente não tem sido capazes de ministrar medicamentos NFkB  para diminuir o seu comportamento indutor de tumores.

“Tem havido uma grande quantidade de trabalhos na inibição do NFkB”, diz Lambert.”Agora, a partir deste ponto de partida da vitamina D no câncer de próstata, percorremos um longo caminho para a compreensão de como podemos usar o GDF-15 para atingir NFkB, que pode ter implicações em tipos de câncer muito além dos de próstata.”

Tradução Vitamina D – Brasil

Hipovitaminose D: estudantes de medicina estão em risco?

A deficiência de vitamina D é um problema pandêmico, diagnosticado especialmente em idosos. Alguns estudos também estão disponíveis, feitos 784dc674370fc01bf75490f0f464015aexclusivamente sobre o tema entre os jovens adultos. Profissões específicas, como estudantes de medicina também podem ter maior risco de desenvolver hipovitaminose D.

Em em estudo que acaba de ser publicado, pesquisadores do Irã tiveram como objetivo avaliar os níveis de vitamina D em estudantes de medicina da Universidade de Ciências Médicas. O estudo transversal foi realizado com 100 estudantes de medicina, no mês de outubro de 2012. Eles mediram a vitamina D sérica, o paratormônio (PTH) e o cálcio. Também foram registrados dados sobre a idade, sexo, índice de massa corporal, consumo diário de peixes e ovos, exposição solar e o uso de protetor solar.

Os nível de vitamina D foram abaixo de 30 ng/ml em 99% dos participantes e abaixo de 20 ng/ml em 77%. A média geral dos níveis séricos foi de 16,8 ng/ml. Os pesquisadores também constataram uma correlação linear inversa significativa entre os níveis séricos de PTH e de vitamina D.

Em conclusão eles afirmaram:

“Para melhorar o status de vitamina D na comunidade, além de programas de fortificação de alimentos, programas educacionais parece serem essenciais; não somente para a população em geral, mas também para os grupos mais educados.”

Fonte

Hypovitaminosis d: are medical students at risk? Int J Prev Med, 2014.

Níveis de vitamina D e o risco de doenças cardiovasculares: uma avaliação à luz dos critérios de Hill

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade em todo o mundo. Recentemente a deficiência de vitamina D criteriatem sido identificada como um potencial fator de risco, com muitas evidências sugerindo uma associação entre baixos níveis de vitamina D e as doenças cardiovasculares, e seus possíveis mecanismos de ação.

Embora muitas estudos suportem o potencial papel da vitamina D, estudos randomizados controlados ainda são necessários para confirmar esta associação. No entanto, uma outra maneira apropriada para examinar a causalidade em relação à vitamina D é a aplicação dos critérios de Hill para causalidade em um sistema biológico. E é isso que pesquisadores da Universidade da Califórnia se propuseram a fazer.

Os critérios de Hill foram propostos pelo epidemiologista e estatístico britânico Sir Austin Bradford Hill e buscam caracterizar como causal uma associação entre uma exposição e uma doença ou condição de saúde. Ao todo, são nove critérios, onde quanto maior número atendido, maiores as possibilidades da associação ser efetivamente de “causa e efeito”. Nem todos os critérios precisam ser satisfeitos, mas quanto mais o são, mais forte será a associação.

No novo estudo, publicado na revista Nutrients, os pesquisadores procuraram na literatura por evidências de uma associação causal entre os baixos níveis de vitamina D e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, à luz de critérios de Hill.

Resumidamente são eles:

  • Relação temporal: A causa deve preceder a doença;
  • Força: A força da associação é medida por ensaios estatísticos apropriados. Quanto mais forte, mais provável que seja causal;
  • Relação dose-resposta: Uma crescente exposição aumenta o risco. Se uma relação dose-resposta está presente, é uma forte evidência de uma relação causal.
  • Consistência: Uma associação é consistente quando os resultados forem replicados em estudos em diferentes configurações usando métodos diferentes. Ou seja, se a relação é causal, seria de esperar para encontrá-lo de forma consistente em diferentes estudos e entre diferentes populações.
  • Plausibilidade: A associação deve ter uma explicação plausível, concordante com o entendimento biológico aceito atualmente;
  • Consideração de explicações alternativas: Para avaliar se a associação é causal, é necessário determinar até que ponto os pesquisadores levaram em conta outras possíveis explicações e efetivamente as descartaram.
  • Experiência:  A condição pode ser alterada (prevenida ou melhorada) por um esquema experimental adequado.
  • Especificidade: a exposição específica leva a doença;
  • Coerência: A associação deve ser compatível com a teoria e o conhecimento atual existente.

Os autores concluíram dizendo:

“Todos os critérios de Hill relevantes para uma associação causal em um sistema biológico foram satisfeitos, para indicar os baixos níveis de 25(OH)D como um fator de risco para as doenças cardiovasculares.”

Fonte

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Nova interação descoberta entre a vitamina D e determinada proteína na tuberculose

Uma pesquisa recente revelou que níveis suficientes de vitamina D podem ser necessários para que uma proteínapetri-dish-with-red-fluid-620x412 específica seja capaz de se defender contra as bactérias da tuberculose.

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que infecta principalmente os pulmões. Ela pode ser transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

Pode ser latente ou ativa. A TB latente é quando uma pessoa está infectada com a bactéria, mas pode não ficar doente. A TB torna-se ativa quando as bactérias começam a crescer e não podem ser detida pelo sistema imunológico. As pessoas com tuberculose ativa, muitas vezes adoecem e podem transmitir a bactéria para outras pessoas.

Historicamente a terapia de sol foi usada para ajudar a tratar a tuberculose. Os médicos faziam com que os pacientes ficassem sob a radiação ultravioleta-B, o que ajudaria a curar a doença. Pelo motivo dos comprimentos de ondas ultravioleta B do sol serem responsáveis ​​pela produção de vitamina D na pele humana, os pesquisadores acreditam que a vitamina D possa desempenhar um papel.

Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles constataram que uma proteína específica chamada interleucina-32 (IL-32), desempenha um papel fundamental na prevenção da TB latente de tornar-se ativa. A IL-32 é uma proteína que inicia a inflamação para ajudar a combater as bactérias invasoras.

“Até agora, não havia nenhuma maneira de predizer, com base em fatores biológicos, porque indivíduos com infecção latente não desenvolvem a tuberculose ativa”, disse o pesquisador Dr. Dennis Montoya.

Para descobrir a importância desta proteína, os pesquisadores analisaram os genes de células do sistema imunológico anteriormente associados com a morte de bactérias da tuberculose em pacientes com tuberculose latente.

Eles descobriram que as pessoas eram mais propensas a ter TB latente se tivessem níveis mais elevados de IL-32, mas que a IL-32 só foi capaz de destruir as bactérias que causam a tuberculose se os pacientes também tivessem níveis suficientes de vitamina D.

“Quando os níveis de vitamina D foram baixos, a IL-32 não foi capaz de matar as bactérias”, declarou Dr. Robert Modlin, pesquisador principal do estudo.

“No entanto, quando nós simulamos o efeito de indivíduos que suplementaram, pela adição de vitamina D para a cultura das células imunes ativadas que tinham baixos níveis, a IL-32 recuperou a sua capacidade de provocar a morte. Nossos resultados sugerem que o aumento do padrão de ingestão diária de vitamina D pode ajudar a proteger contra uma pandemia de tuberculose. “

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Sociedade Brasileira de Endocronologia publica consenso para tratamento da deficiência de vitamina D

A hipovitaminose D é altamente prevalente e constitui um problema mundial de saúde pub-generic-guidelinespública. Estudos demostram uma elevada prevalência dessa doença em diversas regiões geográficas, incluindo o Brasil. Pode acometer mais de 90% dos indivíduos, dependendo da população estudada.
Com objetivo de apresentar uma atualização sobre o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D baseada nas evidências científicas mais recentes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) concebeu as novas diretrizes. A SBEM é composta por membros especialistas no tratamento da deficiência de vitamina D e este documento tende a auxiliar grandemente os profissionais de saúde atuais.
Embora reconheçamos a inegável importância, ainda consideremos que, em muitos pontos, as recomendações sejam demasiadamente conservadoras. Como neste exemplo, a recomendação de níveis superiores a 30 (nível mínimo atualmente no Brasil) para grupos de maior risco:

“Concentrações de 25(OH)D acima de 30 ng/mL são desejáveis e devem ser as metas para populações de maior risco, pois, acima dessas concentrações, os benefícios da vitamina D são mais evidentes, especialmente no que se refere a doenças osteometabólicas e redução de quedas.”

As ações extra esqueléticas da vitamina D, por sua vez, são definidas como “recomendações grau B”, o que equivale a dizer que são evidências baseadas em estudos prospectivos não randomizados. Os tópicos abordados incluem:

  • Vitamina D e doença cardiovascular;
  • Vitamina D e diabetes;
  • Vitamina D e câncer;
  • Vitamina D e doença autoimune;
  • Vitamina D e imunidade inata;
  • Vitamina D e psoríase;
  • Vitamina D e doenças respiratórias;
  • Vitamina D e função física e cognitiva em idosos;
  • Vitamina D e obesidade.

Muitas das recomendações parecem até bem razoáveis, demonstrando uma certa experiência com o uso de vitamina D e bom senso clínico. Sem dúvida a elaboração deste consenso representa um passo importante para o tratamento desta séria condição de saúde, ainda não devidamente reconhecida e tratada.

 Você pode ler o documento na íntegra aqui.

Novo estudo constata que a vitamina D pode ajudar pacientes internados em UTIs

A prevalência de deficiência de vitamina D em pacientes criticamente enfermos tem sido relatada ser em UTItorno de 80%. Pesquisadores da Índia conduziram um estudo com o objetivo de avaliar a prevalência de deficiência de vitamina D nas unidades de terapia intensiva (UIT) e sua relação com os desfechos de saúde.

O estudo retrospectivo foi realizado em uma UTI de um hospital escola na Índia. Todos os pacientes internados que tinham níveis de vitamina D disponíveis foram incluídos. Dos 300 pacientes internados durante o período do estudo, os níveis de vitamina D estavam disponíveis em 152. Destes 152 pacientes, 15 tinham insuficiência, 79 tinham deficiência e os níveis estavam normais em 58. A maioria dos pacientes com deficiência de vitamina D era do sexo feminino. 

Como resultado do estudo os autores concluíram:

“Pacientes com deficiência de 25(OH)D nas UTIs aumentaram a mortalidade hospitalar, o tempo de ventilação mecânica e o tempo de internação.”

Fonte

Vitamin D status in adult critically ill patients in Eastern India: An observational retrospective study. Lung India, 2014.

Deficiência de vitamina D pode reduzir as taxas de gravidez na fertilização in vitro

A deficiência de vitamina D tem sido demonstrada anteriormente afetar a fertilidade. Agora um grande estudo Beautiful pregnant woman relaxing in the parktransversal, prospectivo, realizado por pesquisadores na Itália e recém publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, avaliou os resultados da suplementação de vitamina D na fertilização in vitro (FIV), demonstrando que as mulheres com níveis mais elevados obtiveram maiores chances de engravidar em comparação com as mulheres com níveis mais baixos. 

Os critérios de inclusão no estudo foram os seguintes:

  1. indicação de fertilização in vitro;
  2. idades entre 18 e 42 anos;
  3. IMC entre 18 e 25 kg/ m2;
  4. reserva ovariana adequada, de acordo com critérios da Bolonha.

O número de mulheres recrutadas com níveis séricos de vitamina D abaixo de 20 ng/mL e acima de 20 ng/mL foi de 154 e 181, respectivamente. As taxas de gravidez clínica foram de 20% e 31%, respectivamente.

O estudo demonstrou que as mulheres com os mais altos níveis séricos (> 30 ng/mL) apresentaram o dobro de chances de gravidez bem sucedida em comparação com as mulheres com níveis mais baixos.

Os pesquisadores concluíram:

 “A vitamina D é um fator emergente que influencia a fertilidade feminina e os resultados da FIV . Estudos adicionais são necessários para confirmar imperiosamente uma relação causal e para investigar os potenciais benefícios terapêuticos da suplementação de vitamina D.”

Fonte

Vitamin D Deficiency and Infertility: Insights From in vitro Fertilization Cycles. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2014.

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Vitamina D pode melhorar o controle da asma, afirma nova pesquisa

A asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas e comum na população em geral, muitas vezes tratada com asmaglicocorticóides inalados (hormônios esteroides que reduzem a inflamação). Muitos estudos atuais tem sugerido que a vitamina D possui alguns papéis nas imunidades inata e adaptativa, assim como na redução da inflamação, e desta forma ela poderia afetar o manifestação da doença, bem como a sua gravidade e resposta aos medicamentos.

Para explorar os efeitos da suplementação de vitamina D somados aos medicamentos para o controle da doença, pesquisadores no Irã conduziram um ensaio clínico randomizado, recém publicado no Annals of Allergy, Asthma & Immunology, em 130 indivíduos com idades entre 10 a 50 anos durante um período de 24 semanas.

Dados sobre idade, sexo, índice de massa corporal, estágio de asma, IgE sérica total, histórico de rinite alérgica, dermatite atópica, alergia alimentar e urticária foram coletados. Para para avaliação da função pulmonar os parâmetros da espirometria (volume expiratório forçado em um segundo [VEF1] e razão de VEF1 para a capacidade vital forçada) foram obtidos, além da vitamina D sérica, antes após a intervenção.

Os pacientes foram divididos em dois grupos de forma aleatória. Ambos receberam as medicações para a asma, mas o grupo de intervenção recebeu também a suplementação de vitamina D (100.000 UI via intramuscular,  mais 50.000 UI por semana via oral). Os pesquisadores puderam constatar que o VEF1 foi significativamente melhor no grupo da vitamina D que no outro grupo, após 24 semanas.

Eles concluíram dizendo:

“A suplementação de vitamina D associada aos medicamentos controladores da asma poderia melhorar significativamente o VEF1 na asma persistente leve a moderada, após 24 semanas.”

Fonte

The effects of vitamin D supplementation on airway functions in mild to moderate persistent asthma. Annals of Allergy, Asthma & Immunology, 2014.

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Consumo de refrigerantes pode levar à deficiência de vitamina D?

A ingestão de bebidas adoçadas com açúcar vem se tornando um hábito cada vez mais comum, com vários efeitos nocivos para a saúde. drinkPesquisadores do Canadá agora constataram que possivelmente o  alto consumo de refrigerantes esteja relacionado à deficiência de vitamina D em mulheres na pré-menopausa.

A ingestão de bebidas adoçadas com açúcar, refrigerantes de cola ou outros e de bebidas doces de frutas foi avaliada através de um questionário de freqüência alimentar, aplicado a 741 mulheres na pré-menopausa. As concentrações séricas de vitamina D foram quantificadas e a associação com a ingestão de bebidas adoçadas foi então avaliada.

Os pesquisadores constataram que as mulheres com maior ingestão de refrigerantes de cola (três porções por semana ou mais) apresentaram níveis de vitamina D 12,7%  menores, em comparação com as que não consumiam. Observou-se uma correlação entre outras bebidas gasosas e os níveis de vitamina D, mas não foi significativa. Não houve associação entre as bebidas doces de fruta.

Como conclusão eles afirmaram:

“Este estudo sugere que a alta ingestão de refrigerantes pode diminuir os níveis de 25(OH)D em mulheres na pré-menopausa. Considerando-se o alto consumo destas bebidas na população em geral e as possíveis consequências da deficiência de vitamina D na saúde, esta descoberta precisa de mais investigações.”

Fonte

Association between Intake of Sugar-Sweetened Beverages and Circulating 25-Hydroxyvitamin D Concentration among Premenopausal Women. Nutrients, 2014.

Leia também: