Aprenda como ganhar passagens aéreas para tratamento médico

O tratamento com vitamina D, em especial para as condições auto-imunes, tem sido uma grande esperança para Passagemmuitos pacientes privilegiados por terem acesso a essa nova terapia. No entanto, a realidade é que vivemos em um país com dimensões continentais e este tratamento ainda não está disponível em todos os estados e cidades brasileiras.

Uma boa notícia é que a empresa TAM possui um programa de passagem social, destinado exclusivamente às pessoas que precisam viajar, somente nos trechos nacionais operados pela TAM, com a finalidade de realizar tratamento médico de urgência, especializado e comprovado, através de relatórios médicos e dos agendamentos de consultas/procedimentos, devido à carência de recursos na localidade onde residem.

Apenas em 2010 a TAM doou o equivalente a mais de R$ 1 milhão em passagens para o transporte de pacientes em tratamento médico.

Para efetuar a solicitação é necessário o preenchimento de formulário, que deverá ser preenchido pela instituição ou hospital que estiver solicitando a concessão da passagem ou pelo próprio paciente que necessite viajar para realização de tratamento médico.

Importante salientar que, além do envio do formulário devidamente preenchido, será necessário apresentar:

  • Relatório médico do caso comprovando a necessidade da viagem;
  • Comprovação do agendamento da consulta ou procedimento médico a ser realizado na localidade desejada;
  • Documentos (RG) do paciente e do acompanhante;
  • Comprovante de residência do paciente.

Formulário para Apoio com Passagem para Tratamento Médico

Em seguida, envie o Formulário para Apoio com Passagem Aérea para Tratamento Médico devidamente preenchido para o endereço de e-mail passagem.social@tam.com.br, com o assunto “Passagem para Tratamento Médico”.

Existe um prazo para a análise das solicitações, assim o melhor é que sejam feitas com antecipação de ao menos 20 ou 30 dias. No mais, é só ter paciência e aguardar!

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Cientistas confirmam que as recomendações do Institute of Medicine para o consumo de vitamina D foram mal calculadas e são muito baixas

Pesquisadores da UC San Diego e da Universidade de Creighton têm contestado as recomendações de ingestão de Calculovitamina D pela National Academy of Sciences (NAS) Institute of Medicine (IOM), afirmando que a sua Recommended Dietary Allowance (RDA) para a vitamina D subestima as necessidades por um fator de dez.

Em uma carta 1 publicada na semana passada na revista Nutrientes os cientistas confirmaram um erro de cálculo observado por outros pesquisadores, usando um conjunto de dados de uma população diferente. Dr. Cedric Garland F., Dr.PH, professor adjunto do Departamento de Medicina da Família e Saúde Pública da UC San Diego disse que seu grupo foi capaz de confirmar os resultados publicados pelo Dr. Paul Veugelers 2 da Escola de Saúde Pública da Universidade de Alberta, que foram relatados em outubro passado na mesma revista.

“Ambos os estudos sugerem que o IOM subestimou substancialmente as exigências”, disse Garland. “O erro tem amplas implicações para a saúde pública em matéria de prevenção de doenças e alcançar o objetivo declarado de garantir que toda a população tenha vitamina D suficiente para manter a saúde dos ossos.”

A ingestão recomendada de vitamina D especificada pelo IOM é de 600 UI/dia até a idade de 70 anos, e 800 UI/dia para idades mais avançadas. “Os cálculos feitos por nós e outros pesquisadores demonstraram que essas doses são apenas cerca de um décimo aquelas necessárias para reduzir a incidência de doenças relacionadas com a deficiência de vitamina D”, explicou Garland.

Robert Heaney , MD, da Universidade de Creighton escreveu: “Solicitamos ao NAS-IOM e a todas as autoridades de saúde pública relacionadas com a transmissão de informações nutricionais precisas ao público para designar, como RDA, um valor de cerca de 7.000 UI/dia por todas as fontes.”

“Este consumo está bem abaixo do nível de ingestão superior especificado pelo IOM como seguro para adolescentes e adultos, de 10.000 UI/dia”, disse Garland. Outros autores foram C. Baggerly e C. French, da GrassrootsHealth, uma organização voluntária em San Diego CA, e ED Gorham, Ph.D., da UC San Diego.

Sobre GrassrootsHealth : GrassrootsHealth é uma organização de pesquisa em saúde pública sem fins lucrativos dedicada a transmitir mensagens de saúde pública em relação a vitamina D a partir da ciência em prática. A GrassrootsHealth está atualmente executando o programa de intervenção populacional D*action para resolver a epidemia de vitamina D em todo o mundo. Sob ao guarda-chuva do D*action, existem programas que focam a toda a população, bem como programas direcionados para a prevenção do câncer de mama e um recém anunciado programa  ‘Protect Our Children NOW!’’ para reduzir as complicações da deficiência de vitamina D encontradas durante a gravidez e na infância.

Referências

1Heaney, R.P. et al. 2015. Letter to Veugelers, P.J. and Ekwaru, J.P., A Statistical Error in the Estimation of the Recommended Dietary Allowance for Vitamin D. Nutrients 2014, 6, 4472–4475; doi:10.3390/nu6104472 URL:http://www.mdpi.com/2072-6643/7/3/1688

2Veugelers, P.J. et al. 2014. A Statistical Error in the Estimation of the Recommended Dietary Allowance for Vitamin D. Nutrients 2014, 6(10), 4472-4475; doi:10.3390/nu6104472
URL: http://www.mdpi.com/2072-6643/6/10/4472/htm.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte newswise.com

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Leia também

Importante para as mulheres! Evitar completamente a luz solar está associado a um aumento de 1.000% no câncer de mama

(Por Marc Sorenson, EdD, Sunlight Institute) – Enquanto eu estava pesquisando na National Library of Medicine Womens_health(PubMed) para obter informações sobre a luz solar e sua relação com o câncer de mama, uma peça profundamente importante da pesquisa surgiu. Uma pesquisa do Irã sobre a associação entre o risco de câncer e a vitamina D mostrou que baixos níveis de vitamina D previram apenas um risco ligeiramente aumentado de câncer de mama. No entanto, entre as mulheres que se cobrem totalmente, assim, não tem exposição à luz solar, havia mais de 10 vezes o aumento do risco da doença. [1]

A mensagem do estudo é que evitar a luz solar, como promulgado pela indústria dos protetores solares e sociedades dermatológicas, é uma das maiores fraudes já praticadas. Juntamente com os nossos hábitos alimentares lamentáveis, garante que o câncer de mama permaneça desenfreado. Mulheres (e homens), por favor, cuidem de si mesmos, obtendo a exposição à luz solar regular, que não queime. Esse hábito se correlaciona com uma redução não só no câncer de mama, mas também o câncer de próstata e cerca de 20 outros tipos de cânceres importantes. O sol não é seu inimigo. Basta usá-lo com sabedoria e não se queimar. E enquanto você faz isso, por favor, coma boas quantidades de bagas, frutas escuras e vegetais verdes.

Tenho escrito muitos artigos neste site sobre a luz solar e o câncer. Use a barra de busca para procurar e lê-los. Vou postar em breve mais um artigo sobre o câncer de próstata e a luz solar. Até então, feliz e seguro banho de sol!

Referências

[1] Bidgoli SA, Azarshab H. Role of vitamin D deficiency and lack of sun exposure in the incidence of premenopausal breast cancer: a case control study in Sabzevar, Iran. Asian Pac J Cancer Prev. 2014;15(8):3391-6.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Sunlight Institute

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Leia também

Diretrizes para os níveis séricos de vitamina D segundo várias organizações

Fazer exames de sangue para medir a quantidade de vitamina D é a única maneira de saber se você está recebendowidget_boy
a quantidade suficiente ou não. O exame de sangue que você precisa é chamado de exame de sangue 25(OH)D.

Você pode fazer um exame de sangue em seu médico, um exame doméstico ou em um laboratório. Todos estes métodos de ensaio devem lhe dar resultados precisos.

Os seus resultados do exame irão mostrar se você está recebendo a quantidade suficiente de vitamina D ou não, e se você pode precisar tomar suplementos ou expor mais a sua pele ao sol. Diferentes organizações nos Estados Unidos recomendam diferentes níveis ideais de vitamina D.

Diretrizes para o intervalo da vitamina D (25(OH)D) por várias organizações:
Vitamin D Council Endocrine Society Food and Nutrition Board Laboratórios de exames
Deficiente 0 a 30 ng/mL 0 a 20 ng/mL 0 a 11 ng/mL 0 a 31 ng/ml
Insuficiente 31 a 39 ng/mL 21 a 29 ng/mL 12 a 20 ng/mL
Suficiente 40 a 80 ng/mL 30 a 100 ng/mL > 20 ng/mL 32 a 100 ng/ml
Tóxico > 150 ng/mL

O Vitamin D Council  sugere que um nível de 50 ng/mL seja o ideal a se atingir. É por isso recomenda que os adultos devem tomar 5.000 UI/dia de suplemento de vitamina D, a fim de alcançar e permanecer neste nível.

Para se aprofundar mais neste assunto, recomendamos também a leitura dos seguintes artigos:

E você, já solicitou ao seu médico o seu exame de sangue da vitamina D?

Fonte

Testing for vitamin D  – Vitamin D Council.

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Deficiência de vitamina D e o risco de AVC e de mortalidade em pacientes com coração artificial

O acidente vascular cerebral (AVC) e o risco de mortalidade em pacientes com implantes de coração artificial auxiliar (DAVE),coração-artificial continuam a ser elevados.  Em um novo estudo publicado no European Journal of Nutrition, pesquisadores da Alemanha tiveram como objetivo avaliar se marcadores de risco cardiovascular não clássicos, tais como a vitamina D e o FGF-23, poderiam contribuir para estes riscos.

Eles mediram a vitamina D sérica em 154 pacientes, assim como o calcitriol, o PTH e o FGF-23, pouco antes da implantação do DAVE e investigaram a associação com o risco de AVC e de mortalidade, durante um ano de acompanhamento.

Como resultado do estudo, os pesquisadores constataram uma alta prevalência da deficiência de vitamina D entre os pacientes. Maiores níveis séricos foram associados com menor risco de AVC e com a maior sobrevida. O PTH, o FGF-23 e o calcitriol não tiveram nenhuma associação significativa.

Os autores concluíram:

“Em pacientes com DAVE, níveis deficientes de 25(OH)D estão associados de forma independente com o alto riso de acidente vascular cerebral e de mortalidade. Se confirmados em estudos controlados e randomizados, a correção pré-operatória do status deficiente da vitamina D poderia ser uma medida promissora para reduzir o risco de acidente vascular cerebral e da mortalidade em pacientes com DAVE.”

Fonte

Vitamin D metabolites and fibroblast growth factor-23 in patients with left ventricular assist device implants: association with stroke and mortality risk. Eur J Nutr. 2015.

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Leia também:

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 770.000 vezes em 2014. Se fosse o Louvre, eram precisos 33 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

Quanto de vitamina D precisamos tomar?

Uma nova pesquisa constatou que as recomendações atuais de ingestão de vitamina D são muito baixas e que o vitaminspeso corporal deve ser levado em conta para se determinar a dose adequada para cada indivíduo.

O estudo foi realizado pela The Pure North S’Energy Foundation, uma ONG canadense que utiliza suplementos nutricionais baseados em evidências científicas, para a prevenção de doenças crônicas. Atualmente ela é a maior organização sem fins lucrativos do Canadá, focada na prevenção primária.

Eles estudaram o efeito combinado da suplementação da vitamina D e do peso corporal sobre a vitamina D e o cálcio séricos em uma grande população, com 17.614 adultos saudáveis.  Os participantes relataram a suplementação de vitamina D variando de 0 a 55.000 UI por dia e tinham níveis séricos variando de 4 a 157,6 ng/mL.

Nenhum aumento no risco de hipercalcemia foi observado com o aumento da suplementação de vitamina D. Os autores recomendam que as diretrizes clínicas para a suplementação de vitamina D sejam específicas para o peso normal, sobrepeso e obesos.

Intervalo do IMC Suplementação necessária para atingir níveis de 60 ng/mL
Baixo peso (<18,5) 5.000 a 9.000 UI/d
Normal (18,5 a 24,9) 9.000 a 10.500 UI/d
Sobrepeso (25 a 29,9) 12.500 a 14.000 UI/d
Obeso (30 a 35) 19.500 a 24.000 UI/d
Excessivamente obeso (> 35) > 20.000 UI/d

Eles concluíram dizendo:

“As recomendações nacionais atuais sobre as doses de vitamina D3 são demasiadamente baixas para atingir níveis séricos de 25(OH)D acima de 60 ng/mL. Nossa pesquisa usou valores de doses para atingir níveis  séricos alvos de 25(OH)D de 60 ng/mL, que são mais altos que o nível de ingestão tolerável pela Saúde do Canadá, de 4.000 UI/dia. Isso demonstra que a suplementação de vitamina D3 de pelo menos 15.000 UI/dia não representa um risco aumentado para efeitos adversos.”

Fontes

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Leia também:

Finalmente: o elo perdido entre a vitamina D e câncer de próstata

Um estudo do Centro de Câncer da Universidade do Colorado, publicado recentemente na revista Prostate oferece evidências convincentes de que a prostatecancerinflamação pode ser o elo entre a vitamina D e câncer de próstata. Especificamente o estudo demonstra que o gene GDF-15, conhecido por ser regulado pela vitamina D, é notoriamente ausente em amostras de câncer de próstata humano impulsionado pela inflamação.

 “Quando você tomar vitamina D e a coloca nas células do câncer de próstata, inibe o seu crescimento. Mas não foi comprovada como um agente anti-câncer. Queríamos entender quais genes a vitamina D liga ou desligar no câncer de próstata para oferecer novos alvos”, diz James R. Lambert, PhD, pesquisador do CU Cancer Center e professor associado na CU School of Medicine Department of Pathology.

Uma vez demonstrado que a vitamina D regula positivamente a expressão do GDF-15, Lambert e seus colegas, incluindo Scott Lucia, MD, perguntaram-se se este gene poderia ser um mecanismo pelo qual a vitamina D funciona no câncer de próstata. Inicialmente, parecia que a resposta seria negativa.

“Nós pensamos que poderia haver altos níveis de GDF-15 nos tecidos normais e baixos níveis no câncer de próstata, mas descobrimos que em um grande grupo amostras humanas de tecido da próstata, a expressão do GDF-15 não controla o tecido da próstata normal ou canceroso”, diz Lambert.

Mas, em seguida, a equipe notou um padrão interessante: o GDF-15 foi uniformemente baixo em amostras de tecidos da próstata que continham inflamação.

“A inflamação é pensada em conduzir muitos cânceres, incluindo o de próstata, estômago e cólon. Portanto, o GDF-15 pode ser uma coisa boa para manter o tecido da próstata saudável  – Ele suprime a inflamação, que é um agente ruim  que potencialmente conduz ao câncer de próstata”, diz Lambert.

O estudo utilizou um sofisticado algoritmo de computação para analisar os dados imuno-histoquímica (IHQ), uma tarefa que em estudos anteriores havia sido feita um tanto subjetivamente por patologistas. Com esta nova técnica, Lambert, Lucia e colegas conseguiram quantificar a expressão da proteína GDF-15 e células inflamatórias por coloração IHC, em lâminas tiradas destas amostras de próstata humana.

Além disso, é animador que o gene GDF-15 tenha sido demonstrado suprimir a inflamação inibindo outro alvo, o NFkB. Este alvo, o NFkB, tem sido o foco de muitos estudos anteriores em que foi demonstrado promover a inflamação e contribuir para a formação e para o crescimento de tumores; No entanto, os pesquisadores anteriormente não tem sido capazes de ministrar medicamentos NFkB  para diminuir o seu comportamento indutor de tumores.

“Tem havido uma grande quantidade de trabalhos na inibição do NFkB”, diz Lambert.”Agora, a partir deste ponto de partida da vitamina D no câncer de próstata, percorremos um longo caminho para a compreensão de como podemos usar o GDF-15 para atingir NFkB, que pode ter implicações em tipos de câncer muito além dos de próstata.”

Tradução Vitamina D – Brasil

Hipovitaminose D: estudantes de medicina estão em risco?

A deficiência de vitamina D é um problema pandêmico, diagnosticado especialmente em idosos. Alguns estudos também estão disponíveis, feitos 784dc674370fc01bf75490f0f464015aexclusivamente sobre o tema entre os jovens adultos. Profissões específicas, como estudantes de medicina também podem ter maior risco de desenvolver hipovitaminose D.

Em em estudo que acaba de ser publicado, pesquisadores do Irã tiveram como objetivo avaliar os níveis de vitamina D em estudantes de medicina da Universidade de Ciências Médicas. O estudo transversal foi realizado com 100 estudantes de medicina, no mês de outubro de 2012. Eles mediram a vitamina D sérica, o paratormônio (PTH) e o cálcio. Também foram registrados dados sobre a idade, sexo, índice de massa corporal, consumo diário de peixes e ovos, exposição solar e o uso de protetor solar.

Os nível de vitamina D foram abaixo de 30 ng/ml em 99% dos participantes e abaixo de 20 ng/ml em 77%. A média geral dos níveis séricos foi de 16,8 ng/ml. Os pesquisadores também constataram uma correlação linear inversa significativa entre os níveis séricos de PTH e de vitamina D.

Em conclusão eles afirmaram:

“Para melhorar o status de vitamina D na comunidade, além de programas de fortificação de alimentos, programas educacionais parece serem essenciais; não somente para a população em geral, mas também para os grupos mais educados.”

Fonte

Hypovitaminosis d: are medical students at risk? Int J Prev Med, 2014.

Níveis de vitamina D e o risco de doenças cardiovasculares: uma avaliação à luz dos critérios de Hill

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade em todo o mundo. Recentemente a deficiência de vitamina D criteriatem sido identificada como um potencial fator de risco, com muitas evidências sugerindo uma associação entre baixos níveis de vitamina D e as doenças cardiovasculares, e seus possíveis mecanismos de ação.

Embora muitas estudos suportem o potencial papel da vitamina D, estudos randomizados controlados ainda são necessários para confirmar esta associação. No entanto, uma outra maneira apropriada para examinar a causalidade em relação à vitamina D é a aplicação dos critérios de Hill para causalidade em um sistema biológico. E é isso que pesquisadores da Universidade da Califórnia se propuseram a fazer.

Os critérios de Hill foram propostos pelo epidemiologista e estatístico britânico Sir Austin Bradford Hill e buscam caracterizar como causal uma associação entre uma exposição e uma doença ou condição de saúde. Ao todo, são nove critérios, onde quanto maior número atendido, maiores as possibilidades da associação ser efetivamente de “causa e efeito”. Nem todos os critérios precisam ser satisfeitos, mas quanto mais o são, mais forte será a associação.

No novo estudo, publicado na revista Nutrients, os pesquisadores procuraram na literatura por evidências de uma associação causal entre os baixos níveis de vitamina D e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, à luz de critérios de Hill.

Resumidamente são eles:

  • Relação temporal: A causa deve preceder a doença;
  • Força: A força da associação é medida por ensaios estatísticos apropriados. Quanto mais forte, mais provável que seja causal;
  • Relação dose-resposta: Uma crescente exposição aumenta o risco. Se uma relação dose-resposta está presente, é uma forte evidência de uma relação causal.
  • Consistência: Uma associação é consistente quando os resultados forem replicados em estudos em diferentes configurações usando métodos diferentes. Ou seja, se a relação é causal, seria de esperar para encontrá-lo de forma consistente em diferentes estudos e entre diferentes populações.
  • Plausibilidade: A associação deve ter uma explicação plausível, concordante com o entendimento biológico aceito atualmente;
  • Consideração de explicações alternativas: Para avaliar se a associação é causal, é necessário determinar até que ponto os pesquisadores levaram em conta outras possíveis explicações e efetivamente as descartaram.
  • Experiência:  A condição pode ser alterada (prevenida ou melhorada) por um esquema experimental adequado.
  • Especificidade: a exposição específica leva a doença;
  • Coerência: A associação deve ser compatível com a teoria e o conhecimento atual existente.

Os autores concluíram dizendo:

“Todos os critérios de Hill relevantes para uma associação causal em um sistema biológico foram satisfeitos, para indicar os baixos níveis de 25(OH)D como um fator de risco para as doenças cardiovasculares.”

Fonte

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