Exposição solar melhora tremendamente os sintomas da EM – pesquisa

O aumento da exposição à luz solar pode ajudar a aliviar a depressão e a fadiga associadas Asian-Woman-Suncom a esclerose múltipla (EM) e até mesmo reduzir o nível geral de incapacidade causada pela doença, sugere pesquisa.

Pesquisas anteriores tem associado tanto a deficiência de vitamina D quanto níveis mais baixos de exposição desprotegida ao sol à um risco maior de desenvolver EM. Da mesma forma, outros estudos têm associado níveis mais baixos de vitamina D à taxas mais elevadas de depressão. Pelo motivo da depressão, juntamente com ansiedade, a fadiga e o comprometimento cognitivo serem sintomas comuns e potencialmente incapacitantes da EM, pesquisadores do Maastricht University Medical Center na Holanda realizaram recentemente um estudo para examinar a relação entre estes fatores distintos. O estudo foi publicado recentemente na revista Acta Neurologica Scandinavica.

Os pesquisadores acompanharam 198 pacientes de EM por uma média de 2,3 anos. Duas vezes por ano os participantes relataram em seus níveis de exposição ao sol e os pesquisadores mediram níveis sanguíneos de vitamina D dos participantes e avaliaram os participantes em relação à depressão, ansiedade e fadiga. Uma vez por ano, os participantes foram avaliados em relação ao comprometimento cognitivo.

Os pesquisadores descobriram que níveis mais elevados de exposição ao sol foram significativamente associados com baixos níveis de depressão e fadiga. Notavelmente, embora também tenham encontrado uma associação entre níveis mais elevados de vitamina D e menores níveis de fadiga e depressão, esta associação desapareceu após o ajuste para a influência da luz solar. Assim, os pesquisadores concluíram que é a exposição a níveis de luz solar e não vitamina D que levam à melhora nos sintomas de depressão e fadiga entre os pacientes de EM.

Devido aos dos níveis de vitamina D encontrados no estudo serem todos relativamente baixos, os pesquisadores não descartaram o fato de que níveis mais elevados possam levar a melhorias na depressão e na fadiga.

Nenhuma associação foi encontrada entre os níveis de exposição solar ou de vitamina D e os níveis de ansiedade ou de transtornos cognitivos.

A luz do sol melhora mais que o humor

Outro estudo recente sugere que, para alguns pacientes de EM, a exposição à luz solar também pode reduzir o risco de incapacidades. O estudo foi baseado em uma pesquisa determinada à 1.372 pessoas cadastradas pela Flemish MS Society na Bélgica. Os participantes relataram sua exposição ao sol, tipo de pele e sintomas de incapacidades relacionados com a EM. Os pesquisadores atribuíram à cada participante uma pontuação na Escala Expandida do Estado de Incapacidade, com uma pontuação de 6.0 ou superior indicando incapacidade. Uma pontuação de 6.0 indica uma incapacidade de andar sem ao menos algum apoio.

Os pesquisadores descobriram que entre pessoas com EM surto-remissão (EMSR), aquelas que “sempre” usavam protetores solares foram 1,8 vezes mais propensas a sofrerem de incapacidades que aquelas que “às vezes” ou “nunca” usavam protetores solares. Da mesma forma, pacientes EMSR cujas exposições ao sol eram iguais ou maiores que a população sem EM foram 30 por cento menos propensos a sofrerem de incapacidades.

Os pesquisadores também descobriram que, entre os participantes com EM primária  progressiva (EMPP), aqueles que relataram “sensibilidade ao sol”, desde o nascimento eram 1,8 vezes mais propensos a sofrerem de incapacidades que aqueles que não tiveram sensibilidade ao longo da vida. Sensibilidade ao sol foi definida como sendo capaz de passar apenas 30 minutos ou menos ao sol sem se queimar.

É claro que tais pesquisas não provam que a exposição ao sol seja uma causa direta de menor incapacidade relacionada à EM, ou que a tal exposição seria igualmente benéfica à todos os pacientes de EM. No entanto, dada a prevalência generalizada de deficiência e insuficiência de vitamina D, um número crescente de médicos está recomendando agora que as pessoas tentem aumentar a quantidade de tempo que elas passam expondo sua pele desprotegida à luz solar. Para as pessoas de pele clara, um mínimo de 15 a 30 minutos por dia de sol no rosto e nas mãos são recomendados, enquanto as pessoas com peles mais escuras podem precisar de muito mais exposição.

Referências:

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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