Estudo da China encontra correlação entre status de vitamina D e a severidade do autismo

Por John Cannell, MD (Vitamin D Council) – O transtorno do espectro do autismo (TEA) Surprised-Boy-e1381522435720-620x269agora é comum, embora fosse era raro quando eu era criança. A teoria de que o aumento da incidência seria simplesmente devido a uma melhor detecção é absurda, pois assume que os pais, pediatras e professores não notaram esta condição em 1950, 60 e 70, que, em muitos casos, não é uma condição sutil. Essa teoria tem pouca validade aparente.

Além disso, o status sócio-econômico deve ser controlado para todos os estudos de prevalência de TEA. Quando o status socioeconômico é controlado para os indivíduos afro-americanos que pertencem a um nível socioeconômico mais alto há duas vezes mais probabilidade de se ter uma criança com TEA, em comparação com os brancos do mesmo nível socioeconômico.

Durkin MS, et al. (2010) Socioeconomic inequality in the prevalence of autism spectrum disorder: evidence from a U.S. cross-sectional study. PloS one 5(7):e11551.

Mas eu discordo. Quero compartilhar com vocês uma nova pesquisa publicada da China que encontrou em um estudo transversal e caso-controle, que quanto maior o nível de vitamina D, mais brando é o seu autismo.

Pesquisadores chineses recentemente replicaram um estudo similar ao da Arábia Saudita. Como o estudo da Arábia Saudita, o estudo chinês mostrou que a gravidade do TEA está inversamente associada com os níveis sanguíneos de vitamina D.

Gong ZL, Luo CM, Wang L, Shen L, Wei F, Tong RJ, Liu Y. Serum 25-hydroxyvitamin D levels in Chinese children with autism spectrum disorders. Neuroreport. 2013 Oct 1. [Epub ahead of print].

Os pesquisadores estudaram 48 crianças com TEA e as compararam a 48 pares controles.

Eles descobriram que os níveis médios de vitamina D foram um pouco menores nas crianças com TEA, 19,9 vs 22,2 ng/ml (p = 0,002).

Quando os pesquisadores analisaram os níveis sanguíneos de cada criança específica com TEA e os comparou com a gravidade do autismo, eles descobriram que as pontuações na Escala de Classificação de Autismo Infantil foram inversamente associadas com os níveis de 25(OH)D (r=0,41), quanto maior o nível sanguíneo de vitamina D, menos grave o autismo em seu gráfico, as duas crianças com TEA mais brandos  tiveram os mais altos níveis de 25(OH)D, enquanto que as crianças com TEA graves todas tinham níveis de 25(OH)D abaixo de 25 ng/ml.

Os autores concluíram,

“Estes resultados indicam que os menor níveis de 25(OH)D podem estar associados de forma independente com a gravidade do TEA entre pacientes chineses e menores níveis séricos de 25(OH)D poderiam ser considerados como um fator de risco independente para o TEA”.

Este estudo não prova a causalidade, pode ser que as crianças com autismo menos severos simplesmente saiam e obtenham mais exposição ao sol. Nós ainda precisamos de muito mais pesquisas olhando para a vitamina D e o TEA  e mais estudos como estes são extremamente necessários.

Como um aparte, eu estou muito convencido de vitamina D irá ajudar o TEA , eu estou iniciando uma pequena clínica particular de meio expediente baseada no uso de suplementos, como a vitamina D para ajudar a tratar o TEA. Além da vitamina D, creio outros suplementos tenham um efeito no tratamento do TEA, especialmente aqueles que aumentam a ingestão de cisteína. A presença de cisteína no intestino é uma etapa limitante da taxa de produção de glutationa, principal antioxidante do cérebro.

Se você estiver interessado, ou conhece alguém que possa estar, por favor me escreva em autisminfo@sloim.com .

Referências

Serum 25-hydroxyvitamin D levels in Chinese children with autism spectrum disorders.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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2 comentários sobre “Estudo da China encontra correlação entre status de vitamina D e a severidade do autismo

  1. Caro senhor outra pesquisa que vai dar em nada, primeiro no começo século , autismo era visto como esquizofrenia, psicose infantil, outra se fosse assim o quadro de autismo no Brasil seria menor que outros países por ser um país tropical. E não é.
    Segundo a falta de vitaminas e proteínas agrava o quadro porque muitas vezes o autista tem seletividade na alimentação. 90% do casos de autismo já foi comprovado que é GENÉTICO, mas infelizmente os laboratórios não querem investir na cura, e sim nas medicações que controlam seus comportamento.

  2. Pingback: Pesquisadores verificam uma ligação entre a vitamina D e o potencial de cura do autismo | Vitamina D – Brasil

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