Vitamina D e distúrbios cerebrais

Em um editorial publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores flat-tire-e1380066411244-620x413afirmam que há evidências convincentes que a deficiência de vitamina D afeta negativamente o desenvolvimento do cérebro do feto e agrava a progressão de distúrbios cerebrais em adultos.

A última década assistiu a uma onda de pesquisa que investiga o papel da vitamina D na função cerebral. A evidência empírica é constituída por:

  • Uma ligação clara entre a vitamina D e função do cérebro a partir de estudos in vitro e em animais
  • Resultados de estudos populacionais
  • Resultados de um pequeno número de ensaios clínicos randomizados ( ECR )

A partir deste conjunto de pesquisas, os autores concluem que há evidências de que a deficiência de vitamina D no útero seja um fator causal em desordens do desenvolvimento neurológico, como a esquizofrenia. “A ausência de vitamina D priva o cérebro em desenvolvimento de um sinal esperado”.

Em contraste, a deficiência de vitamina D em adultos é pouco provável de causar uma desordem cerebral em si, mas sim agrava-la uma vez que ela comece. A esclerose múltipla, a demência e a depressão são doenças complexas provenientes de uma combinação de fatores de risco, incluindo a deficiência de vitamina D, mas depois de terem começado há evidências emergentes de que a suplementação de vitamina D possa interromper ou limitar a sua progressão.

Um estudo emocionante, recentemente publicado no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que a suplementação de vitamina D ajudou a retardar a progressão da doença de Parkinson (DP). Embora a vitamina D não cure o Parkinson, os integrantes do grupo de placebo viram um constante agravamento dos seus sintomas em comparação com os do grupo de tratamento. Nós blogamos sobre o estudo aqui.

Parkinson é uma desordem neurológica que afeta o controle muscular e o equilíbrio. Ela está associada com a perda de células nervosas produtoras de dopamina. Recentemente, os cientistas descobriram que o receptor de vitamina D é mais fortemente expresso em áreas ricas em dopamina do cérebro, o que poderia explicar os efeitos neuroprotetores da vitamina D na progressão do Parkinson.

Em conclusão, mais e mais pesquisas continuam a mostrar um efeito neuroprotetor da vitamina D no desenvolvimento e na progressão de uma variedade de desordens do cérebro. Embora a investigação nesta área da neurologia esteja em sua infância, ela oferece ainda uma outra razão para otimizar o seu nível de vitamina D, especialmente se você estiver grávida ou diagnosticado com um distúrbio cerebral.

Tradução Ana Claudia Domene Ortiz

Fonte Vitamin D Council

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2 comentários sobre “Vitamina D e distúrbios cerebrais

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