A luz solar não causa melanoma. Por que devemos continuar lutando esta batalha?

Por: Marc Sorenson (Sunlight Institute) – Um artigo no site da ABC [1] coloca a seguinte agricultorquestão: Se a exposição ao sol causa câncer de pele, como é que alguns tipos de câncer de pele crescem em partes do corpo que nunca veem a luz do dia “Em seguida, segue listando várias áreas onde cânceres de pele ocorrem: “Entre os dedos, na sola dos pés ou mesmo em torno dos genitais… cânceres de pele podem aparecer em partes do corpo que raramente ou nunca veem o sol.”

Eles, então, citam o CEO do Cancer Council Australia, Professor Ian Oliver, que nos diz que a radiação ultravioleta do sol (RUV) é, de longe, a principal causa do câncer de pele. Se ele está falando sobre o melanoma, ele está absolutamente errado. E se ele está falando sobre os cânceres de pele comuns, quantos desses tipos de câncer são encontrados dentro ou sobre as áreas do corpo acima mencionadas? Esta é uma tentativa equivocada de “aterrorizar as pessoas para que elas deixem a luz do dia”, como disse o Dr. Michael Holick, um grande pesquisador da vitamina D.

Vamos esclarecer que esse esforço vise o melanoma, o câncer de pele mortal que, de fato, ocorre em áreas que raramente ou nunca são expostas à luz solar. Dizer que a RUV é, de longe, a principal causa do câncer de pele (melanoma) é simplesmente falso. O sr. Oliver não é um mentiroso, mas ele obviamente não leu as pesquisas. Ele está terrivelmente equivocado se acredita que a luz solar seja o fator causal da doença. Vejamos os fatos:

A exposição solar diminuiu drasticamente nos EUA durante o século XX e o melanoma aumentou em pelo menos 30 vezes durante esse tempo. [2] Ao mesmo tempo, o percentual de trabalhadores ao ar livre, os mais susceptíveis de serem expostos à luz solar, diminuiu drasticamente, por exemplo, a ocupação ao ar livre da agricultura diminuiu de 33% para 1,2% dos empregos totais [3], uma redução de 96%. Outras informações do EPA determinaram que a partir de 1986, cerca de 5 por cento dos homens adultos trabalhavam a maior parte do tempo ao ar livre e que cerca de 10 por cento trabalhavam ao ar livre parte do tempo. A proporção de mulheres que trabalhavam fora foi pensada ser mais baixa. Torna-se óbvio que, como exposição à luz solar diminuiu profundamente, o risco de melanoma disparou.

Além disso, outra pesquisa demonstra que os trabalhadores ao ar livre, embora recebessem  de 3 a 9 vezes a exposição à luz solar que os trabalhadores de interiores, não tiveram aumento no melanoma desde 1940, enquanto a incidência de melanoma em trabalhadores interiores aumentou exponencialmente. [4] [5] A partir dessa informação , pode-se razoavelmente concluir que, exposição à luz solar regular ao ar livre proteja contra melanoma. Há pelo menos uma dúzia de outros estudos na literatura profissional que corroboram que os que vivem em ambientes fechados têm muito mais melanomas que aqueles que vivem no exterior. [6]

Se a exposição ao sol fosse razão para o aumento do melanoma, seria de esperar que as áreas do corpo que recebem a maior exposição também seriam as áreas de maior ocorrência da doença. O sr. Oliver acredita que este seja  o caso, mas não é. Quanto à distribuição dos melanomas em áreas “inesperadas”, a literatura científica aponta que existem taxas mais elevadas no tronco (raramente exposto à luz solar) do que na cabeça e nos braços (comumente expostos ao sol). [7] Outras pesquisas demonstram que melanomas em mulheres ocorrem principalmente nas coxas e em homens com mais freqüência nas costas -áreas de pouca exposição à luz solar. [8] Em afro-americanos, o melanoma é mais comum nas solas dos pés e nas pernas, onde exposição à luz solar é quase inexistente. [9]  De acordo com estes fatos, se existe uma relação entre a exposição solar e o melanoma, a relação é inversa – quanto maior a exposição, menor o risco de melanoma.

Referências

  1. http://www.abc.net.au/health/features/stories/2014/01/28/3930977.htm
  2. Melanoma International Foundation, 2007 Facts about melanoma.
  3. Ian D. Wyatt and Daniel E. Hecker. Occupational changes in the 20th century. Monthly Labor Review, March 2006 pp 35-57: Office of Occupational Statistics and Employment Projections, Bureau of Labor Statistics.
  4. Godar DE, Landry RJ, Lucas AD. Increased UVA exposures and decreased cutaneous Vitamin D3 levels may be responsible for the increasing incidence of melanoma. Med hypothesis (2009), doi:10.1016/j.mehy.2008.09.056 –
  5. Godar D. UV doses worldwide. Photochem Photobiol 2005;81:736–49.
  6. Lee J. Melanoma and exposure to sunlight. Epidemiol Rev 1982;4:110–36.
    Vågero D, Ringbäck G, Kiviranta H. Melanoma and other tumors of the skin among office, other indoor and outdoor workers in Sweden 1961–1979 Brit J Cancer 1986;53:507–12.
    Kennedy C, Bajdik CD, Willemze R, De Gruijl FR, Bouwes Bavinck JN; Leiden Skin Cancer Study. The influence of painful sunburns and lifetime sun exposure on the risk of actinic keratoses, seborrheic warts, melanocytic nevi, atypical nevi, and skin cancer. Invest Dermatol 2003;120:1087–93.
    Garland FC, White MR, Garland CF, Shaw E, Gorham ED. Occupational sunlight exposure and melanoma in the USA Navy. Arch Environ Health 1990; 45:261-67. Kaskel P, Sander S, Kron M, Kind P, Peter RU, Krähn G. Outdoor activities in childhood: a protective factor for cutaneous melanoma? Results of a case-control study in 271 matched pairs. Br J Dermatol 2001;145:602-09.
    Garsaud P, Boisseau-Garsaud AM, Ossondo M, Azaloux H, Escanmant P, Le Mab G. Epidemiology of cutaneous melanoma in the French West Indies (Martinique). Am J Epidemiol 1998;147:66-8.
    Le Marchand l, Saltzman S, Hankin JH, Wilkens LR, Franke SJM, Kolonel N. Sun exposure, diet and melanoma in Hawaii Caucasians. Am J Epidemiol 2006;164:232-45.
    Armstong K, Kricker A. The epidemiology of UV induced skin cancer. J Photochem Biol 2001;63:8-18
    Crombie IK. Distribution of malignant melanoma on the body surface. Br J Cancer 1981;43:842-9.
    Crombie IK. Variation of melanoma incidence with latitude in North America and Europe. Br J Cancer 1979;40:774-81.
    Weinstock MA, Colditz,BA, Willett WC, Stampfer MJ. Bronstein, BR, Speizer FE. Nonfamilial cutaneous melanoma incidence in women associated with sun exposure before 20 years of age. Pediatrics 1989;84:199-204.
    Tucker MA, Goldstein AM. Melanoma etiology: where are we? Oncogene 20f03;22:3042-52.
    Berwick M, Armstrong BK, Ben-Porat L, Fine J, Kricker A, Eberle C. Sun exposure and mortality from melanoma. J Nat Cancer Inst 2005;97:95-199.
    Veierød MB, Weiderpass E, Thörn M, Hansson J, Lund E, Armstrong B. A prospective study of pigmentation, sun exposure, and risk of cutaneous malignant melanoma in women. J Natl Cancer Inst 2003;95:1530-8.
    Oliveria SA, Saraiya M, Geller AC, Heneghan MK, Jorgensen C. Sun exposure and risk of melanoma. Arch Dis Child 2006;91:131-8.
    Elwood JM, Gallagher RP, Hill GB, Pearson JCG. Cutaneous melanoma in relation to intermittent and constant sun exposure—the western Canada melanoma study. Int J Cancer 2006;35:427-33
  7. Garland FC, White MR, Garland CF, Shaw E, Gorham ED. Occupational sunlight exposure and melanoma in the USA Navy. Arch Environ Health 1990; 45:261-67.
  8. Rivers, J. Is there more than one road to melanoma? Lancet 2004;363:728-30.
  9. Crombie, I. Racial differences in melanoma incidence. Br J Cancer 1979;40:185-93.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Sunlight Institute

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A exposição solar de forma sensata tem inúmeros benefícios de saúde para o corpo

Apesar de anos de má publicidade sobre os efeitos nocivos do sol, com seus raios Couple-Happy-Sunlightultravioletas poderosos, como UVAs e UVBs, os pesquisadores agora, ao contrário, estão apontando seus muitos benefícios. Tanto para benefícios mentais quanto físicos a exposição ao sol é necessária para uma boa saúde. Mesmo os benefícios oferecidos por substitutos, tais como suplementos de vitamina D, não são tão bem processados pelo corpo como a exposição natural ao sol.

Os muitos benefícios da exposição ao sol

Em uma edição recente da Dermato-Endocrinology, pesquisadores descobriram que os benefícios da exposição ao sol vão muito além da produção de vitamina D. É claro que esta vitamina é importante para o corpo, mas existem inúmeros benefícios para o corpo que fazem a exposição sensata ao sol uma obrigação para uma boa saúde. Aliviar a dor de doenças crônicas, como a fibromialgia e o diabetes. Proteger contra a contração de melanoma e diminuir a taxa de mortalidade. A partir dele, tratar doenças de pele como psoríase, esclerodermia, vitiligo e outras. A função da barreira de pele é aprimorada. Tratar o transtorno afetivo sazonal (TAS), a icterícia em bebês e melhorar muito o humor e a energia através da liberação de endorfinas.

A vitamina D3 explicada

Ao contrário da visão que vem à mente quando a palavra vitamina é ouvida, a exposição ao sol não resulta em uma vitamina que está sendo produzida instantaneamente pelo corpo humano. Em vez disso, o corpo produz um hormônio que é um esteroide solúvel em óleo. Esta é uma forma natural de esteroide quando a pele é exposta ao sol, pois converte seus raios para um derivado do colesterol. O corpo então o converte em vitamina D . O processo não é instantâneo, porém, uma vez que pode levar até 48 horas para que o corpo convertê-lo à vitamina D, antes que os níveis desse nutriente estejam evidentes na corrente sanguínea.

O mito do protetor solar

Todos os especialistas em saúde concordam que é imprescindível para a prevenção contra queimaduras solares. Uma das formas mais populares de se fazer isso é aplicar grandes quantidades de protetor solar contendo ingredientes que são projetados para bloquear os raios do sol, por um determinado período de tempo, e em determinadas circunstâncias. Muitos dos ingredientes desses protetores solares, no entanto, são produzidos com substâncias químicas nocivas que são cancerígenas. Por esses produtos químicos estarem sendo aplicados diretamente sobre a pele, que então os absorve rapidamente, os riscos de se desenvolver câncer de pele, como o melanoma, aumentam drasticamente. Escolher um protetor solar que proteja contra os raios UVA e UVB, bem como aquele que não esteja acima de um FPS de 50, pode ajudar as pessoas a desfrutarem dos saudáveis benefícios do sol sem aumentarem seus riscos de superexposição. Além disso, escolher cuidadosamente o filtro solar, irá reduzir os riscos de melanoma.

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Pesquisa da Holanda mostra uma diminuição no câncer de pele e em outros tipos de câncer com um aumento na exposição solar diária regular

Uma pesquisa recente da Holanda afirma que uma mudança da exposição solar diária para woman-sunlight-exposureuma exposição intermitente tem se correlacionado a um aumento no câncer de pele e isso sugere que a exposição moderada e freqüente seja o melhor conselho para as pessoas que vivem no país. [1] Os pesquisadores também afirmam que a exposição freqüente seja um fator protetor contra câncer colorretal, câncer de próstata, câncer de mama e linfoma não Hodgkin, bem como para a esclerose múltipla e para a síndrome metabólica.

Curiosamente a revista menciona que o ritmo circadiano é afetado pela luz. Ela postula que baixos níveis de luz durante o dia e também altos níveis de luz ao entardecer e durante a noite podem enfraquecer e perturbar o ritmo, o que poderia ser um fator de risco para alguns tipos de câncer e para a síndrome metabólica. Tais idéias foram estudadas anteriormente e indicaram que a ruptura do ritmo circadiano, devido ao trabalho noturno, pode levar a um aumento do risco de câncer de mama e colorretal em mulheres. [2] [3]

Seja qual for a razão, o que também pode estar relacionada com a produção de vitamina D entre os que são regularmente expostos à luz solar, as evidências para os benefícios de saúde da luz solar segura se tornam mais claras a cada dia. Eu opinei que milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente pela exposição solar regular, que não queime, para toda a população.

Referências

  1. van der Rhee HJ, Coomans CP, van de Velde P, Coebergh JW, de Vries E. [Illness, health and sunlight]. Ned Tijdschr Geneeskd 2013;157(46)
  2. Davis S, Mirick DK. Circadian disruption, shift work and the risk of cancer: a summary of the evidence and studies in Seattle. Cancer Causes Control 2006;17:539-45.
  3. Reparto di Chirurgia Generale A/D, Policlinico Sant’Andrea, Sapienza Università di Roma. [Night work as a possible risk factor for breast cancer in nurses. Correlation between the onset of tumors and alterations in blood melatonin levels]. Prof Inferm. 2007;60:89-93.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Sunlight Institute

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Férias ensolaradas habituais predizem melhores prognósticos em pacientes de melanoma

Por Marc Sorenson (Sunlight Institute) – Para aqueles de nós que apoiam a exposição shutterstock_97358942solar regular, um estudo de importância epocal acaba de ser publicado na revista médica PLoS One. A autora principal, Dra. Sara Gandini, também tem realizado pesquisas anteriores, mostrando a eficácia da luz solar em melhorar a saúde e trouxe à luz que muitos fatores não relacionados à luz solar são as verdadeiras causas do melanoma. [1]

Em sua mais recente publicação, ela e seus colegas mostram que as férias em áreas ensolaradas foram significativamente correlacionados com melanomas finos, [2] o que significa que os cânceres tinham menos probabilidade de progredir e de se espalhar. Houve uma proteção dose-resposta contra os melanomas mais espessos, em outras palavras, quanto maior for o número de semanas de férias ensolaradas, maior o risco de melanomas menos espessos. Esta correlação existiu apenas para as mulheres. A boa notícia, porém, é que, para ambos os sexos, a recorrência de melanomas extirpados foi reduzida, em média, em 70% naqueles que passaram o maior número de dias ao sol.

Eu e muitos outros já dissemos há anos que não somente a luz solar não causa melanomas, a luz solar habitual que não queima é protetora contra a contratação do melanoma. Esta nova pesquisa confirma este fato.

Um estudo similar sobre a espessura do melanoma e do risco de recaída foi feito em 2009 por Julia Newton-Bishop e colegas. [3] Nessa pesquisa, foi demonstrado que indivíduos com maiores níveis de vitamina D tiveram melanomas finos e um maior prognóstico de sobrevivência. No entanto, os resultados não foram tão impressionantes como o estudo de Gandini, et al. A exposição à luz solar, por si, parece ser superior aos níveis de vitamina D, por si, na proteção contra o melanoma.

A exposição solar é a melhor e mais natural forma de produzir grandes quantidades de vitamina D no corpo humano e estamos aprendendo que a luz solar produz muitos benefícios para a saúde além da produção de vitamina D. A presente pesquisa é um passo em frente em trazer a luz solar de volta à sua posição de direito como a melhor amiga do homem.

Referências

  1. Gandini, S, et al. Meta-analysis of risk factors for cutaneous melanoma: I-3. European Journal of Cancer 2005;41:28–44.
  2. Gandini S, De Vries E, Tosti G, Botteri E, Spadola G, et al. Sunny Holidays before and after Melanoma Diagnosis Are Respectively Associated with Lower Breslow Thickness and Lower Relapse Rates in Italy. PLoS One 2013;8:e78820.
  3. Newton-Bishop JA, Beswick S, Randerson-Moor J, Chang YM, Affleck P, et al. Serum 25-hydroxyvitamin D3 levels are associated with breslow thickness at presentation and survival from melanoma. J Clin Oncol 2009;27:5439-44.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte SunLightInstitute.org

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A exposição solar ocupacional regular está associada à um risco reduzido de melanoma no rosto e nos braços

P1200664Por: Marc Sorenson (Sunlight Institute) – Da Universidade de Sydney, na Austrália, vem a mais recente pesquisa para contradizer uma das maiores mentiras das últimas décadas: que o melanoma seja causado pela exposição à luz solar.

Os resultados da investigação foram publicados recentemente no International Journal of Cancer e demonstraram que a exposição regular ao sol não está associada a qualquer risco de melanoma geral ou do risco em diferentes locais do corpo. [1] Ao contrário, a maior exposição à luz solar previu uma diminuição de 44 % do risco de melanomas na cabeça e pescoço, quando comparado à uma menor exposição.

Além disso, quando a exposição da luz solar para os membros superiores foi avaliada, a exposição mais elevada foi associada a uma diminuição do risco de melanoma de 34%. Os autores afirmaram: “Nossos resultados sugerem que a exposição ocupacional ao sol não aumente o risco de melanomas, mesmo os situados na cabeça e no pescoço.”

Dito de outra forma, os autores poderiam ter sugerido que a exposição solar proteja contra o risco de se contrair melanoma. Ao ler esta pesquisa, eu me lembrei de uma declaração do Dr. Frank Garland durante sua apresentação em uma conferência de vitamina D que assisti há vários anos. Ele disse: “O melanoma é uma doença de trabalhadores sedentários de ambientes internos.” Ele estava absolutamente certo.

Aqueles que compraram a propaganda da Academia Americana de Dermatologia podem considerar esta informação bastante surpreendente, mas na realidade é apenas mais uma em uma longa linha de investigações científicas apontando várias razões para que o melanoma não seja causado pela exposição à luz solar: (1) A maior parte dos melanomas ocorrem em áreas do corpo que são raramente expostas ao sol. (2) A medida em que o uso de protetores solares tem aumentado, o melanoma também aumentou. (3) Os trabalhadores ao ar livre tem muito menos riscos de melanoma que os trabalhadores de ambientes internos. (4) Embora a população tenha deixado o trabalho ao ar livre e se movido para os ambientes internos, reduzindo profundamente exposição ao sol, o melanoma tem aumentado exponencialmente.

Para os interessados ​​em ler mais sobre estas demonstrações e também à procura das referências, elas estão contidas em mensagens anteriores neste site. Enquanto isso, vamos tirar proveito de alguma exposição ao sol sem nos queimarmos para nos proteger contra o melanoma.

Sou grato aos cientistas da Austrália, que trouxeram estas informações. A verdade acabará por prevalecer.

Referências

Vuong K, McGeechan K, Armstrong BK; AMFS Investigators; GEM Investigators, Cust AE. Occupational sun exposure and risk of melanoma according to anatomical site. Int J Cancer 2013 Nov 13 [Epub ahead of print].

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte SunlightInstitute.org

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Álcool e melanoma: mais comprovações de que esse tipo de câncer de pele mortal não seja causado pela luz solar

Por: Marc Sorenson (Sunlight Institute) – Aqueles que fazem fortunas por difamar a luz 21_eyes_sundo sol como a causa do melanoma, deixam de considerar que há muitos fatores que se correlacionam com um aumento do risco de melanoma. Há duas décadas, um importante estudo foi publicado no Annals of Epidemiology, que apontou vários fatores nutricionais, um dos quais era o consumo de álcool. [1] Nessa pesquisa, as mulheres que bebiam dois ou mais drinques por dia tiveram um aumento risco de melanoma de 250%. Depois, em 2004, Amy Millen e seus colegas demonstraram que o consumo elevado de álcool (2,8 doses por semana) foi correlacionado com um risco 69% maior de melanoma. [2]

Ao considerar estes estudos, torna-se óbvio que o aumento do consumo do álcool leva ao aumento do risco de melanoma. A pesquisa de Millen, aliás, definiu muitos outros fatores nutricionais, que levam tanto a um aumento do risco de melanoma quanto a uma proteção contra a doença. Eu discuti esses fatores em um post anterior sobre nutrição e melanoma. http://sunlightinstitute.org/skin-cancer-and-nutrition%E2%80%94stop-blaming-sun#sthash.1AkBrGyZ.dpuf

A última pesquisa corrobora as conclusões dos dois estudos acima mencionados. Jessica Kubo e colegas investigaram o efeito do consumo de álcool sobre o risco de melanoma em um estudo de 10,2 anos. [3] Várias observações interessantes surgiram: (1) aqueles que consumiram 7 ou mais drinques por semana tiveram um risco aumentado de melanoma de 64%; (2) um maior consumo de álcool durante a vida foi positivamente correlacionado com o risco da doença, (3) um maior consumo atual de álcool da mesma forma foi correlacionado com um maior risco: (4) o consumo atual de álcool também previu um risco mais elevado, (5) uma preferência por vinho branco ou licor também previu o aumento do risco.

Então você vê, a ideia de que o melanoma seja causado pela exposição à luz solar é novamente refutada. Sabemos que, como exposição à luz solar tem diminuído profundamente nos últimos 100 anos, o risco de melanoma tem aumentado exponencialmente. Quando a exposição ao sol diminuiu e o melanoma aumentou concomitantemente, o que mais precisaria ser dito? Eu já publiquei dois blogs sobre o assunto e acredito que eles refutam completamente a alegação de que o melanoma seja causada pela luz solar.

É hora de começamos a usar a cabeça e olharmos para as verdadeiras causas para o melanoma. O álcool é apenas uma entre muitas e é hora de olhar para outros estilos de vida deletérios como sendo os verdadeiros causadores desta doença mortal.

Referências:

  1. Bain C, Green A, Siskind V, Alexander J, Harvey P. Diet and melanoma. An exploratory case-control study. Ann Epidemiol 1993;3:235-8.
  2. Millen AE, Tucker MA, Hartge P, Halpern A, Elder DE, et al. Diet and Melanoma in a Case-Control Study. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2004;13(6):1042-51.
  3. Kubo JT, Henderson MT, Desai M, Wactawski-Wende J, Stefanick ML, Tang JY. Alcohol consumption and risk of melanoma and non-melanoma skin cancer in the Women’s Health Initiative. Cancer Causes Control 2013 Oct 31. [Epub ahead of print]

Uma análise mais atenta: A relação entre UV, câncer de pele, ataques cardíacos e o risco de morte

Por Tom Weishaar (Vitamin D Council) – Um mês atrás eu mostrei o meu comentário Beach-Chairs-e1380648430723-620x353público sobre a declaração antecipada do Surgeon General sobre a luz ultravioleta (UV) e o câncer de pele. Eu argumentei que a UV tem efeitos positivos e negativos sobre a saúde. Estes efeitos dependem da cor da pele em que, em comparação com aqueles com peles mais escuras, as pessoas com peles mais claras têm o benefício de muito mais elevados níveis de vitamina D e o risco de taxas muito mais altas de câncer de pele. Dada a diversidade de cores de pele nos EUA, eu sugeri  que as políticas de saúde pública devam atender às necessidades de pessoas de todas as cores de pele, em vez de responder às necessidades das pessoas de pele clara, ignorando as necessidades de vitamina D das pessoas de cor.

Minha declaração incluiu 23 referências, mas, desde então, um outro estudo foi publicado e observado em nosso site agora que caberia perfeitamente com os outros citados no meu comentário:

Brondum-Jacobsen P, Nordestgaard BG, Nielsen SF, Benn M. Skin cancer as a marker of sun exposure associates with myocardial infarction, hip fracture and death from any cause. Int J Epidemiol. Sep 13 2013.

Este estudo analisa os efeitos na saúde de altos níveis de exposição aos raios UV, utilizando-se de câncer da pele como marcador para a exposição UV elevada. O estudo utilizou as fraturas de quadril, ataques cardíacos e a morte por qualquer causa, como medidas de resultados. A ideia era testar a hipótese de que as pessoas com níveis mais elevados de exposição aos raios UV, conforme determinado por um evento de câncer de pele, têm baixos níveis de ataques cardíacos, fraturas de quadril e mortes por todas as causas. As relações entre esses resultados usando o status de vitamina D como marcador para exposição à radiação UV têm sido relatadas previamente na literatura. Usando-se o câncer de pele como o marcador para exposição à radiação UV, no entanto, concentra-se a ideia em ambos os impactos para a saúde, negativos e positivos, da UV.

Os pesquisadores tiveram acesso a um magnífico conjunto de dados – toda a população da Dinamarca, acima de 40 anos de idade entre 1980 e 2006. Para criar o conjunto de dados os pesquisadores combinaram dados do:

  • Sistema de Registro Civil Dinamarquês, que incluiu os nascimentos, mortes e movimentos para dentro ou para fora do país
  • Registro Dinamarquês do Câncer, que incluiu informações sobre 98% dos casos de câncer na Dinamarca
  • Registro de Pacientes da Dinamarca e os Registros Dinamarqueses de Causas de Mortes, que incluíam dados sobre fraturas de quadril, ataques cardíacos e morte por todas as causas
  • e das Estatísticas na Dinamarca, que forneceram informações demográficas.

Os dados de câncer incluíam códigos para separar o basocelular e o carcinoma de células escamosas (câncer de pele não-melanoma), que geralmente não resultam em morte, do melanoma, o que, sem tratamento, normalmente a causa. “Padrões de exposição solar constantes e prolongados causam câncer de pele não-melanoma, enquanto que a exposição excessiva enquanto criança e a exposição solar intermitente e de alta intensidade causam principalmente melanoma maligno cutâneo”, dizem os pesquisadores.

No geral, o conjunto de dados incluiu 4,4 milhões de pessoas, 1,6 milhões de mortes, 328.000 diagnósticos de ataques cardíacos, 129.000 de fraturas de quadril, 129 mil dos cânceres de pele não-melanoma e 22.000 de melanoma.

Os pesquisadores analisaram os dados de várias maneiras diferentes, mas os resultados foram semelhantes em todos os casos. A Figura 1 mostra a incidência cumulativa de fraturas de quadril, ataques cardíacos e morte em função da idade em indivíduos que também tiveram um diagnóstico de câncer de pele não-melanoma. Como você pode ver nos gráficos, aqueles que foram diagnosticados com câncer de pele não-melanoma também tiveram menos fraturas de quadril, menos ataques cardíacos e viveram mais.

Impact-of-UV

Embora os pesquisadores tenham sido muito cautelosos ao limitar as implicações de seus dados (“conclusões causais não podem ser feitas a partir de nossos dados. Um efeito benéfico da exposição ao sol, por si só precisa ser examinado em outros estudos.”), O que estamos falando aqui é saber se é ético continuar as recomendações globais de políticas de saúde existentes em que as pessoas de todas as cores de pele devem limitar a exposição UV.

De acordo com a American Cancer Society, as mortes por câncer de pele nos EUA representam apenas 2% de todas as mortes por câncer. Neste conjunto de dados, um ataque cardíaco é de cerca de 15 vezes mais suscetível que o melanoma. Os especialistas em políticas públicas que insistem que a UV deve ser limitada não têm nenhuma evidência demonstrando que a limitação UV seja benéfica para a saúde de qualquer outra forma de reduzir o câncer de pele. Enquanto isso, aqui nós temos um estudo que mostra que, mesmo em uma população onde 90% dos indivíduos têm uma cor de pele clara e mesmo entre indivíduos que tiveram câncer de pele, o aumento dos níveis de exposição aos raios UV estão relacionadas a uma melhor saúde.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Novo estudo controlado randomizado mostra, o ômega-3 pode proteger contra o câncer de pele

A exposição ao sol é um conhecido fator de risco para o câncer de pele não-melanoma, em shutterstock_2831429-e1362792038209particular o carcinoma de células escamosas. Os pesquisadores acreditam que o que acontece é que o UV inicia danos ao DNA nas células da pele e suprime a imunidade mediada por células, permitindo que o sol danifique as células e as células cancerosas escapem da destruição imunitária.

Confusamente, a incidência de câncer da pele  não-melanoma está a aumentando, a despeito do aumento da utilização de protetores solares e do estilo de vida em ambientes fechados. Isso levou muitos a acreditarem que existem mais fatores de riscos do que exposição aos raios UV.

Estudos observacionais têm mostrado que a ingestão elevada de ômega-3 está associada ao risco reduzido de câncer de pele. Os ômega-3 são ácidos graxos poliinsaturados encontrados principalmente em peixes. Em estudos com animais, a ingestão de omega-3 reduz a supressão da imunidade mediada por células, após exposição aos UV.

Os pesquisadores, liderados pelo Dr. Pilkington, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, queriam ver se ômega 3 teria o mesmo efeito em seres humanos, em um ensaio clínico. Então eles recrutaram 79 participantes ramdomizados para tomar 5 gramas de ômega-3 por dia ou placebo durante três meses.

Depois de três meses de uso, os pesquisadores expuseram os inscritos para várias doses de exposição aos raios UV. O que eles descobriram é que aqueles no grupo ômega-3 experimentaram muito menos “foto-imunossupressão” que o grupo placebo. A foto-imunossupressão descreve a supressão da imunidade mediada por células da pele em resposta à radiação UV.

Nos participantes que receberam uma dose equivalente UV a 15 minutos de exposição ao sol, em meados do verão no Reino Unido, o grupo que tomou o ômega-3 experimentou 50% menos foto-imunossupressão que aquele que tomou placebo.

Os autores afirmam,

“Este estudo sugere que a suplementação com ácidos graxos n-3 ricos em EPA, que é um agente dietético natural, pode proteger a pele humana de foto-imunossupressão induzida por exposições curtas ao UVR solar. Este estudo adiciona à evidência e indica um mecanismo potencial para a proteção contra o câncer de pele por ácidos graxos n-3 em seres humanos. ”

O que isso significa para você, uma pessoa que possa gostar de obter a vitamina D de forma natural? Aumentar a ingestão de ômega 3 – quer através do consumo de peixes ou de suplementos – pode reduzir alguns dos riscos envolvidos na análise risco/benefícios de se obter a exposição ao sol.

Referências

Pilkington SM et al. Randomized controlled trial of oral omega-3 PUFA in solar-simulated radiation-induced suppression of human cutaneous immune responses. AJCN, 2013

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Composto semelhante à vitamina D pode reduzir os danos na pele em 50 por cento

Pesquisadores australianos descobriram um composto similar à vitamina D, que pode reduzir vitamina Dos danos ao DNA que levam ao câncer de pele. Rebecca Mason  professora na Universidade de Sydney da Bosch Institute for Medical Research diz que estudos têm encontrado um composto semelante à  vitamina D que pode “reduzir os danos ao DNA da pele em 50 por cento e, provavelmente, em mais de 60 a 80 por cento”.

“Melhorar as próprias defesas do organismo contra os danos do sol”, diz a professora Mason.

Ela explica que a descoberta surge quando cada vez mais os australianos não estão recebendo exposição ao sol  suficiente para produzir níveis adequados de vitamina D – potencialmente tornando-os doentes. Um estudo dinamarquês concluiu que  níveis particularmente baixos de vitamina D aumentam o risco de morte em 30 por cento, enquanto outra pesquisa mostrou uma redução de 7 a 10 por cento no número de mortes entre pessoas que receberam a vitamina D e cálcio.

Seu grupo de pesquisa obteve uma concessão do Australian Research Council com seu parceiro comercial, a Ultraceuticals, para desenvolvimento da descoberta e exploração comercial em protetores solares e cremes pós-sol.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte  www.news.com.au