Meta-análise encontra relação entre níveis baixos de vitamina D e câncer de rim

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Uma recente meta-análise constatou que houve um aumento de 21% no risco de câncer de rim em pessoas com baixos níveis de vitamina D, em comparação com indivíduos com níveis de vitamina D mais elevados.

O câncer de rim, também conhecido como câncer renal, é o 13º tipo mais comum de câncer no mundo com mais de 50.000 novos casos registrados a cada ano. Como várias outras condições crônicas, fatores de risco para esta doença incluem o tabagismo, hipertensão, obesidade e herança genética.

Estudos anteriores ligaram o status da vitamina D com vários tipos de câncer, incluindo de mama, próstata, colorretal e câncer de rim. A investigação avaliou a relação entre a vitamina D e câncer de rim; No entanto, os resultados tem sido pouco claros e muitos têm solicitado por uma análise mais quantitativa sobre os efeitos que a vitamina D pode ter sobre esta condição.

Devido aos resultados inconclusivos sobre a relação entre a vitamina D e câncer de rim, um grupo de pesquisadores realizaram uma meta-análise, a fim de explorar ainda mais essa relação. O design de meta-análise desempenha um papel importante na pesquisa, pois condensa os resultados de vários estudos relevantes e cria uma análise abrangente dos resultados com base na significância estatística.

Todas as pesquisas disponíveis sobre o tema foram compiladas e incluídas na análise se os seguintes critérios foram atendidos:

  • O estudo é originária e conduzido apenas em seres humanos.
  • Os pesquisadores avaliaram a correlação entre a 25-hidroxivitamina D circulante e risco de câncer de rim.
  • O design do estudo é caso-controle aninhado ou estudo prospectivos de coorte.

Um total de 9 estudos (dois de coortes prospectivos e 7 caso-controles aninhados) com um total de 130.609 participantes e 1.815 incidências de câncer de rim se ajustam aos critérios e, portanto, foram incluídos na análise. Os pesquisadores constataram que um maior nível de vitamina D foi associado com uma redução do risco de 21% do câncer de rim. Níveis séricos de 25(OH)D foram inversamente associados com a incidência de câncer de rim na Europa. No entanto, essa relação não foi significativa para os estudos nos Estados Unidos, sugerindo um potencial papel da influência da latitude sobre o status da vitamina D e o risco de câncer de rim.

Os pesquisadores concluíram:

“Nossas descobertas atuais sugerem que níveis circulantes mais elevados 25-hidroxivitamina D poderiam reduzir o risco de câncer de rim em 21%.”

É importante observar os pontos fortes e limitações para este estudo. O tamanho grande da amostra e os rígidos critérios de inclusão aumentaram a força dos resultados. Além disso, nenhuma heterogeneidade óbvia foi observada entre os estudos selecionados, ou seja, as pesquisas foram semelhantes, uma vez que os estudos não têm qualquer variação significativa no design ou resultados. Os estudos individuais são ajustados para fatores de confusão importantes, como idade, sexo e tabagismo; No entanto, os pesquisadores notaram que outros fatores de confusão desconhecidos não puderam ser contabilizados. Além disso, os estudos foram conduzidos em países bem desenvolvidos, ou seja, os resultados podem não ser representativos da população em geral fora dessas regiões. Além disso, o design observacional dos estudos incluídos comprovam somente associação, e não causalidade.

Mais estudos prospectivos em larga escala e ensaios clínicos randomizados são necessários para continuar a estabelecer a relação entre a vitamina D e câncer de rim.

Referências

Guangzheng Lin, et. al. Examining the association of circulating 25-hydroxyvitamin D with kidney cancer risk: a meta-analysis. International Journal of Clinical and Experimental Medicine, 2015.

Via Vitamin D Council

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Baixa exposição solar associada com alta incidência de leucemia, em novo estudo

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A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), geralmente, de
origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

Existem mais de 21.000 casos anualmente no Brasil. Suas causas são pouco conhecidas e não existem estratégias preventivas implementadas. Segundo o ministério da saúde o maior número de casos da doença no Brasil e no mundo pode estar relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar, entre outros fatores de risco.

Pesquisadores agora trabalham com a hipótese de que a doença seja causada principalmente devido à deficiência de vitamina D, que ocorre principalmente devido à baixa  incidência da luz solar (UVB).

Epidemiologistas da UC San Diego observaram o número de indivíduos com Leucemia em 172 países e a quantidade de radiação UVB que cada país recebia em média, acompanhando os dados do International Satellite Cloud Climatology Project. O estudo segue investigações similares conduzidas por Garland e colegas de outros tipos de câncer, incluindo câncer de mama, cólon, pâncreas, bexiga e mieloma múltiplo. Em cada estudo, eles constataram que a exposição à radiação UVB reduzida e baixos níveis de vitamina D foram associados com riscos mais elevados de cânceres.

Os resultados foram publicados na edição on-line de 04 de dezembro de 2015 da PLOS One.

“Estes resultados sugerem que grande parte da responsabilidade pela leucemia em todo o mundo seja devido à epidemia de deficiência de vitamina D que estamos vivenciando no inverno em populações distantes do equador”, disse Cedric Garland, DrPH, professor adjunto do Departamento de Medicina Familiar e de Saúde Pública e membro do Moores Cancer Center na UC San Diego Health.

O estudo demonstrou que as taxas de leucemia foram mais elevadas em países relativamente perto dos polos, como a Austrália, Nova Zelândia, Chile, Irlanda, Canadá e Estados Unidos. E foram mais baixas em países mais perto do equador, como Bolívia, Samoa, Madagascar e Nigéria.

“As pessoas que vivem em áreas com baixa exposição aos raios solares ultravioleta B tendem a ter baixos níveis séricos de metabólitos da vitamina D”, disse Garland. “Estes baixos níveis as colocam em alto risco de certos tipos de câncer, incluindo a leucemia.”

“Esses estudos não necessariamente fornecem evidências finais”, disse Garland, “mas têm sido úteis no passado para identificar as associações que têm ajudado a minimizar o risco de câncer.”

Os pesquisadores concluíram:

“É plausível que a associação ocorra devido a deficiência de vitamina D. Isso seria consistente com estudos laboratoriais e um estudo epidemiológico anteriores. Deve-se considerar a utilização prudente da vitamina D para a prevenção da leucemia.”

Fontes

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Estudo constata que a suplementação de vitamina D pode reduzir o risco de mortes relacionadas ao câncer

(Por: Dr John Cannell – Vitamin D Council) shutterstock_243554755-620x414

Pesquisas atuais indicam que a vitamina D é mais protetora do que preventiva quando se trata da maioria dos cânceres. Ou seja, se um indivíduo tem câncer, níveis mais altos de 25(OH)D podem prolongar a sua vida. Isto foi recentemente confirmado em um estudo da Austrália de cerca de 1.200 mulheres idosas que foram acompanhadas por cerca de dez anos, depois de terem sua linha de base de 25(OH)D medida em 1998.

Wong G, Lim WH, Lewis J, Craig JC, Turner R, Zhu K, Lim EM, Prince R. Vitamin D and cancer mortality in elderly women. BMC Cancer. 2015 Mar 8;15:106. doi: 10.1186/s12885-015-1112-5.

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Figura 1: Taxa de risco ajustada de morte por câncer através de medidas contínuas de concentrações séricas de 25(OH)D

Os pesquisadores constataram que as mortes por câncer diminuíram em 33% para cada aumento de 12 ng/ml (30 nmol/l) de 25(OH)D. Eles também analisaram o risco de mortalidade por câncer, comparando aqueles com muito baixas concentrações de séricas de 25(OH)D (menos de 18 ng/ml; 45 nmol/l) com aqueles com concentrações séricas de 25(OH)D superiores a 33 ng/ml (82,5 nmol/L). Eles encontraram um risco aumentado de morte por câncer em pelo menos 2,6 vezes entre aqueles com muito baixas concentrações séricas de 25(OH)D (HR: 2.63; p=0,04).

Os autores não queriam afirmar o que seus estudo mostrou realmente, que foi a associação entre a morte por câncer e a 25(OH)D basal. Estes resultados foram lineares, sem evidência de um ponto de corte em 20 ou 30 ng/ml.

A mensagem a se retirar deste estudo é que se você tem câncer, níveis mais elevados de vitamina D podem prolongar a sua vida.

Da mesma forma que em outros estudos, este foi limitado a apenas uma medição de 25(OH)D, na linha de base. Então, nós não sabemos como os níveis de vitamina D das mulheres mudaram ao longo da duração do estudo. Além disso, este não foi um estudo controlado randomizado de suplementação de vitamina D; portanto, não sabemos se a suplementação com vitamina D irá prolongar a sua vida se você tem câncer. Como todas as decisões, é um risco versus benefício. O risco de ter uma 25(OH)D baixa parece ser verdadeiro. O risco de tomar 10.000 UI/dia, se você tem câncer, parece ser muito baixo, enquanto que os benefícios podem ser muito grandes.

No entanto, tenha algo em mente: todos aqueles que tomam suplementos de vitamina D irão morrer. É apenas uma questão de quando.

Referências

Vitamin D and cancer mortality in elderly women, BMC Cancer. 2015.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Vitamina D e risco de câncer de pulmão: uma ampla revisão e meta-análise

O câncer de pulmão é um tumor caracterizado pela quebra dos mecanismos de defesa naturais do pulmão porlung-cancer estímulos carcinogênicos ao longo do tempo, levando ao crescimento desorganizado de células malignas. É uma das principais causas de morte entre as neoplasias no Brasil.

A vitamina D tem sido sugerida desempenhar importantes papéis contra o desenvolvimento do câncer. Houveram vários estudos publicados sobre a associação entre a vitamina D e o risco de câncer de pulmão, mas nenhum resultado conclusivo ainda estava disponível.

Para esclarecer o papel da vitamina D na carcinogênese pulmonar, pesquisadores da China realizaram uma ampla revisão da literatura e uma meta-análise para avaliar a associação entre os níveis séricos e a ingestão dietética de vitamina D com o risco de câncer de pulmão. Doze estudos (9 prospectivos coorte e 3 de caso-controle), com um total de 288.778 indivíduos foram incluídos.

Como resultado eles constataram que a análise dos doze estudos totais mostrou que aqueles com níveis séricos mais elevados de vitamina D tiveram um risco 16% menor de desenvolver câncer de pulmão. Entre os estudos que avaliaram a relação entre os níveis séricos de vitamina D e o risco de câncer de pulmão, os níveis mais altos foram associados a um risco reduzido de 17%. E o risco de câncer de pulmão para aqueles com maior ingestão dietética foi reduzido em 11%.

Os autores concluíram:

“Os dados atuais sugerem uma associação inversa entre níveis séricos de vitamina D e o risco de câncer de pulmão. Mais estudos são necessários para investigar o efeito da ingestão de vitamina D sobre o risco de câncer de pulmão e para avaliar se a suplementação de vitamina D pode prevenir o câncer de pulmão.”

Fonte

Vitamin d and lung cancer risk: a comprehensive review and meta-analysis. Cell Physiol Biochem. 2015.

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Estudo animal: inibição do câncer de mama com vitamina D

As ações anti-câncer da vitamina D e da sua forma hormonalmente ativa, o calcitriol, têm sido amplamente documentadas emcancer-de-mama estudos clínicos e pré-clínicos. Em um estudo recém publicado na revista Molecular Cancer Therapeutics, pesquisadores da Universidade Stanford , na Califórnia examinaram os efeitos da vitamina D dietética e do calcitriol nas células tumorais mamárias de ratos. O novo estudo contribuiu para elucidar alguns dos possíveis mecanismos de ação da vitamina D contra o câncer.

Primeiramente a pesquisa constatou que injeções de calcitriol ou de uma dieta suplementada com vitamina D causou um atraso notável no crescimento e na aparência dos tumores, enquanto uma dieta deficiente em vitamina D produziu um efeito inverso. “O calcitriol inibiu as células iniciadoras dos tumores de forma dependente de dose nas culturas primárias e a auto-renovação.” Uma combinação de calcitriol e de radiação ionizante inibiu a formação de esferóides mais do que qualquer tratamento sozinho”, disseram os pesquisadores.

Eles concluíram:

“Nossos resultados indicam que os compostos de vitamina D atingem o câncer de mama, reduzindo a atividade de iniciação de tumores. Nossos dados também sugerem que a combinação de compostos de vitamina D com terapias padrão irá aumentar a atividade anti-câncer e pode melhorar os resultados terapêuticos.”

No passado uma emissora de televisão americana produziu uma matéria sobre o potencial terapêutico e preventivo da vitamina D contra várias formas de câncer. Confira o vídeo legendado abaixo:

Fonte

“Inhibition of Mouse Breast Tumor Initiating Cells by Calcitriol and Dietary Vitamin D, Mol Cancer Ther”. Mol Cancer Ther, 2015.

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Finalmente: o elo perdido entre a vitamina D e câncer de próstata

Um estudo do Centro de Câncer da Universidade do Colorado, publicado recentemente na revista Prostate oferece evidências convincentes de que a prostatecancerinflamação pode ser o elo entre a vitamina D e câncer de próstata. Especificamente o estudo demonstra que o gene GDF-15, conhecido por ser regulado pela vitamina D, é notoriamente ausente em amostras de câncer de próstata humano impulsionado pela inflamação.

 “Quando você tomar vitamina D e a coloca nas células do câncer de próstata, inibe o seu crescimento. Mas não foi comprovada como um agente anti-câncer. Queríamos entender quais genes a vitamina D liga ou desligar no câncer de próstata para oferecer novos alvos”, diz James R. Lambert, PhD, pesquisador do CU Cancer Center e professor associado na CU School of Medicine Department of Pathology.

Uma vez demonstrado que a vitamina D regula positivamente a expressão do GDF-15, Lambert e seus colegas, incluindo Scott Lucia, MD, perguntaram-se se este gene poderia ser um mecanismo pelo qual a vitamina D funciona no câncer de próstata. Inicialmente, parecia que a resposta seria negativa.

“Nós pensamos que poderia haver altos níveis de GDF-15 nos tecidos normais e baixos níveis no câncer de próstata, mas descobrimos que em um grande grupo amostras humanas de tecido da próstata, a expressão do GDF-15 não controla o tecido da próstata normal ou canceroso”, diz Lambert.

Mas, em seguida, a equipe notou um padrão interessante: o GDF-15 foi uniformemente baixo em amostras de tecidos da próstata que continham inflamação.

“A inflamação é pensada em conduzir muitos cânceres, incluindo o de próstata, estômago e cólon. Portanto, o GDF-15 pode ser uma coisa boa para manter o tecido da próstata saudável  – Ele suprime a inflamação, que é um agente ruim  que potencialmente conduz ao câncer de próstata”, diz Lambert.

O estudo utilizou um sofisticado algoritmo de computação para analisar os dados imuno-histoquímica (IHQ), uma tarefa que em estudos anteriores havia sido feita um tanto subjetivamente por patologistas. Com esta nova técnica, Lambert, Lucia e colegas conseguiram quantificar a expressão da proteína GDF-15 e células inflamatórias por coloração IHC, em lâminas tiradas destas amostras de próstata humana.

Além disso, é animador que o gene GDF-15 tenha sido demonstrado suprimir a inflamação inibindo outro alvo, o NFkB. Este alvo, o NFkB, tem sido o foco de muitos estudos anteriores em que foi demonstrado promover a inflamação e contribuir para a formação e para o crescimento de tumores; No entanto, os pesquisadores anteriormente não tem sido capazes de ministrar medicamentos NFkB  para diminuir o seu comportamento indutor de tumores.

“Tem havido uma grande quantidade de trabalhos na inibição do NFkB”, diz Lambert.”Agora, a partir deste ponto de partida da vitamina D no câncer de próstata, percorremos um longo caminho para a compreensão de como podemos usar o GDF-15 para atingir NFkB, que pode ter implicações em tipos de câncer muito além dos de próstata.”

Tradução Vitamina D – Brasil

Vitamina D aumenta as chances de sobrevivência ao câncer de intestino

O câncer de intestino, também conhecido como câncer de cólon ou colorretal (CCR), é um dos mais frequentes no mundo. sunshine-mainA manutenção de níveis suficientes de vitamina D pode ajudar a melhorar as chances de sobrevivência, segundo resultados de um estudo publicado esta semana no Journal of Clinical Oncology.

Uma pesquisa anterior realizada por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de San Diego, na Califórnia, sobre o câncer de mama, demonstrou resultados semelhantes. Eles descobriram que altos níveis séricos de vitamina D estavam fortemente relacionados com a sobrevivência à doença.

Meta-analysis of Vitamin D Sufficiency for Improving Survival of Patients with Breast Cancer. Mar 2014. 

Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo analisaram amostras de sangue de 1.598 pacientes no pós-operatório do câncer de intestino. Eles puderam constatar que três quartos dos pacientes com níveis mais altos de vitamina D ainda estavam vivos após cinco anos, em comparação com menos de dois terços com os níveis mais baixos.

“Em pacientes com estágio I a III de CCR, os níveis plasmáticos pós-operatórios de vitamina D estão associados com diferenças clinicamente importantes nos resultados de sobrevivência, os níveis mais elevados sendo associados a um melhor resultado. Observamos interações entre os níveis de 25(OH)D e genótipo VDR, sugerindo uma relação causal entre a vitamina D e a sobrevivência”, concluem.

Os autores solicitaram por mais estudos para confirmar a influência da suplementação de vitamina D nos resultados do CCR. Apesar disso, certificar-se de que os pacientes com câncer de intestino tenham níveis suficientes de vitamina D pode ser uma indicação útil para melhorar o prognóstico da doença.

Fonte 

Plasma Vitamin D Concentration Influences Survival Outcome After a Diagnosis of Colorectal Cancer. Jul 2014.

Vitamina D inibe o crescimento do câncer bucal

A associação inversa entre a vitamina D e o risco de câncer é bem estabelecida, mas a sorrisorelação com o câncer oral é menos bem compreendida. Para promover a compreensão destas relações, uma nova pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos inibidores do crescimento, da vitamina D, no câncer oral.

O estudo in vitro, conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, recém publicado no Journal of Dietary Supplements, utilizou a vitamina D em sua forma ativa para avaliar as alterações no crescimento usando as linhas celulares CAL27, SCC15 e SCC25 de cânceres orais, em concentrações fisiológicas e suprafisiológicas.

Os resultados revelaram que o crescimento de todas as três linhas celulares de câncer foram significativamente reduzidas pela administração de vitamina D, com uma inibição máxima no SCC15 de 6,8% a 50 nmol, 19,7% no CAL27 e 43,6% no SCC25 a 100 nmol. Além disso, as quedas observadas no crescimento foram associadas a reduções significativas na viabilidade, bem como na ativação de duas vias apoptóticas chaves (caspase e bcl: bax).

Os autores concluem:

“Os resultados deste estudo demonstram os efeitos inibidores do crescimento da administração de vitamina D em linhas celulares de cânceres orais específicas, que irão melhorar a compreensão dos oncologistas orais e pesquisadores de saúde bucal no desenvolvimento de padrões para a generalização dos efeitos da dieta e dos suplementos dietéticos sobre a proteção da saúde, como opções de tratamento para pacientes com câncer bucal.”

Fonte

Differential effects of 1,25-dihydroxyvitamin D₃ on oral squamous cell carcinomas in vitro. Jun 2014.

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A vitamina D e o risco de morte: uma nova revisão sistemática e meta-análise

Um grande estudo publicado ontem no BMJ, avaliando a relação entre níveis Martin-Dec-2010de vitamina D e a mortalidade por doenças cardiovasculares, câncer e outras condições de saúde, em diferentes circunstâncias, mais uma vez sugere fortemente que níveis ideais de vitamina D sejam cruciais para a boa saúde.

Uma revisão sistemática e meta-análise de estudos observacionais e de ensaios clínicos randomizados foi realizada por pesquisadores de diversos países. Entre eles a pesquisadora brasileira Cristina Baena, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Os pesquisadores consultaram as bases de dados Medline, Embase e Cochrane Library por trabalhos relevantes até agosto de 2013, selecionando estudos coorte observacionais e ensaios clínicos randomizados em adultos, que relataram a associação entre vitamina D e resultados específicos de mortalidade. Ao todo foram incluídos 73 estudos coorte, com 849.412 participantes, e 22 ensaios clínicos randomizados (vitamina D versus placebo), com 30.716 participantes.

Como resultado da análise, eles constataram que adultos com níveis mais baixos de vitamina D tiveram um aumento de 35 por cento do risco de morte por doenças cardíacas, 14 por cento maior probabilidade de morte por câncer e um maior risco da mortalidade geral. Os efeitos observados para a suplementação de vitamina D3 permaneceram inalterados quando agrupados por várias características. No entanto, para a suplementação de vitamina D2, um aumento no risco de mortalidade foi observado, em estudos com doses mais baixas e mais curtos períodos de intervenção.

Os autores concluíram:

“As evidências de estudos observacionais indicam associações inversas da 25-hidroxivitamina D circulante com riscos de morte devido a doenças cardiovasculares, câncer e outras causas. A suplementação com vitamina D3 reduz significativamente a mortalidade geral entre os adultos mais velhos, no entanto, antes de qualquer suplementação generalizada, mais pesquisas são necessárias para estabelecer a dose e duração ideais, e se a vitamina D3 e D2 teriam efeitos diferentes sobre o risco da mortalidade.”

Fonte

Vitamin D and risk of cause specific death: systematic review and meta-analysis of observational cohort and randomised intervention studies. Abr 2014.

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Novo estudo: A vitamina D aumenta a sobrevida em pacientes de câncer de mama

Pacientes de câncer de mama com altos níveis séricos de vitamina D têm duas vezes mais 89191896chances de sobreviver a doença em relação a mulheres com baixos níveis deste nutriente, reportam pesquisadores da Universidade da Califórnia, Escola de Medicina de San Diego, na edição de março da Anticancer Research.

Em estudos anteriores, Cedric F. Garland, DrPH, professor do Departamento de Medicina Preventiva e Família, mostrou que níveis baixos de vitamina D estavam ligados a um alto risco de câncer de mama na pré-menopausa. Esta constatação, segundo ele, o levou a questionar a relação entre o 25-hidroxivitamina D – um metabólito produzido pelo organismo a partir da ingestão de vitamina D – e as taxas de sobrevivência do câncer de mama.

Garland e colegas realizaram uma análise estatística de cinco estudos de 25-hidroxivitamina D obtidos no momento do diagnóstico dos pacientes e seus acompanhamentos por uma média de nove anos. Combinados, os estudos incluíram 4.443 pacientes com câncer de mama.

“Metabólitos da vitamina D aumentam a comunicação entre as células ligando uma proteína que bloqueia a divisão celular agressiva”, disse Garland. “Enquanto os receptores de vitamina D estiverem presentes o crescimento do tumor é impedido e a expansão de seu fornecimento de sangue é evitada. Os receptores de vitamina D não estarão perdidos até que um tumor esteja muito avançado. Esta é a razão para uma melhor sobrevivência em pacientes cujos níveis sanguíneos de vitamina D sejam elevados.”

As mulheres do grupo sérico alto tiveram um nível médio de 30 nanogramas por mililitro (ng/ml) de 25-hidroxivitamina D no sangue. O grupo de média  baixa de 17 ng/ml. O nível médio em pacientes com câncer de mama nos Estados Unidos é de 17 ng/ml.

“O estudo tem implicações para a inclusão da vitamina D como adjuvante à terapia convencional do câncer de mama”, disse o co-autor Heather Hofflich, DO, UC San Diego professor associado do Departamento de Medicina.

Garland recomenda ensaios clínicos randomizados controlados para confirmarem as descobertas, mas sugeriu aos médicos considerarem a adição de vitamina D no tratamento padrão de um paciente de câncer de mama agora e, em seguida, acompanhar de perto o paciente.

“Não há nenhuma razão para esperar por mais estudos para incorporar suplementos de vitamina D em regimes de tratamentos padrão uma vez que uma dose segura de vitamina D necessária para alcançar altos níveis séricos acima de 30 nanogramas por mililitro já foi estabelecida”, disse Garland.

Uma meta-análise de 2011 de Garland e colegas estima que um nível sérico de 50 ng/ml esteja associado a 50 por cento menor risco de câncer de mama. Embora existam algumas variações na absorção, aqueles que consomem 4.000 unidades internacionais (UI) por dia de vitamina D a partir de alimentos ou de um suplemento normalmente atingiria um nível sérico de 50 ng/ml. Garland incita aos pacientes para pedirem a seus prestadores de cuidados de saúde para medirem seus níveis antes de aumentarem substancialmente a ingestão de vitamina D.

De acordo com o National Institutes of Health, a atual dose diária recomendada de vitamina D é de 600 UI para adultos e 800 UI para pessoas com mais de 70 anos de idade.

Outros contribuidores para o estudo incluem o primeiro autor Sharif B. Mohr e June Kim, Science Applications International Corporation e Edward D. Gorham, UCSD Departamento de Medicina Preventiva e Família.

O financiamento para o estudo foi fornecido, em parte, por uma alocação do Congresso para o Penn State Cancer Institute do Milton S. Hershey Medical Center, Hershey, PA, através de um acordo de pesquisa cooperativa.

Referências

Meta-analysis of Vitamin D Sufficiency for Improving Survival of Patients with Breast Cancer. Mar 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte UC San Diego

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