A relação entre a vitamina D e a enurese noturna

A vitamina D tem sido reconhecida por contribuir para diversos processos fisiológicos. No enureseentanto, nenhum estudo havia investigado anteriormente as concentrações séricas de vitamina D com enurese noturna (EN) em crianças. Em um novo estudo, publicado esta semana na revista PLoS ONE, pesquisadores da China decidiram investigar se havia alguma relação.

Para a sua realização os pesquisadores mediram, as concentrações séricas de vitamina D em crianças com EN e então compararam com os de crianças sem EN. Duzentos e quarenta e sete crianças, de cinco a sete anos de idade, foram recrutadas de Taizhou, província de Zhejiang, na China. As concentrações séricas de vitamina D foram então medidas e um questionário estruturado foi aplicado aos pais de todas as crianças. Baixos níveis de vitamina D foram definidos como concentrações abaixo de 20 ng/ml.

Como resultado, os pesquisadores puderam constatar que a prevalência de EN foi de 7,3% no grupo de crianças com níveis que eram superiores a 20 ng/ml. Esta prevalência foi muito mais baixa que a de 17,5% observada no grupo de crianças com níveis abaixo de 20 ng/ml. Após o ajuste para possíveis fatores de confusão, os níveis séricos menores ou iguais a 20 ng/ml foram significativamente associados com a EN e representaram um fator de proteção.

“Observou-se uma relação não linear entre 25(OH)D e a EN. A prevalência de EN diminuiu com o aumento das concentrações de 25(OH)D acima de 19 ng/ml. Além disso, as crianças que apresentam maior freqüência de enurese noturna apresentaram menores concentrações de 25(OH)D. Os baixos níveis de 25(OH)D foram associados com um risco aumentado de EN em crianças com idade entre 5 a 7 anos”, afirmaram os pesquisadores.

Fonte

Relationships between 25-Hydroxyvitamin D and Nocturnal Enuresis in Five- to Seven-Year-Old Children. Jun 2014.

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Níveis baixos de vitamina D durante a gestação associados ao desenvolvimento de cáries infantis

Mulheres com baixos níveis de vitamina D durante a gravidez foram associadas a um maior dentinho_01
risco de cáries dentárias em suas crianças. Os níveis maternos inadequados podem afetar a calcificação dos dentes, predispondo a hipoplasia do esmalte e à cárie precoce da infância (CPI), segundo um novo estudo realizado por pesquisadores canadenses e publicado online esta semana na revista Pediatrics.

Com objetivo de determinar a relação entre as concentrações pré-natais de vitamina D e das cáries dentárias entre os filhos, durante o primeiro ano de vida, os pesquisadores conduziram um estudo coorte prospectivo recrutando mulheres grávidas de uma área urbana economicamente desfavorecida. Um questionário pré-natal foi aplicado e uma amostra de vitamina D sérica foi retirada.

Os exames odontológicos foram concluídos com um ano de idade e como resultado, os pesquisadores puderam constatar que:

No total 207 mulheres foram inscritas, com uma média de idade de 19 anos. O nível médio de vitamina D sérica foi de 19,2 ng/mL e 33% tiveram níveis deficientes. A hipoplasia do esmalte foi identificada em 22% dos recém-nascidos, 23% tiveram cavitações CPI e 36% tiveram CPI quando as lesões de manchas brancas foram incluídas na avaliação. As mães de crianças com CPI tiveram níveis de vitamina D significativamente mais baixos que aquelas cujas crianças estavam livres de cáries, revelando uma relação inversa.

Os autores concluíram:

“Este estudo concluiu que os níveis maternos pré-natais de 25(OH)D podem ter uma influência sobre a dentição decídua e com o desenvolvimento de CPI”.

Fonte

Prenatal Vitamin D and Dental Caries in Infants. Abr 2014.

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A deficiência de vitamina D associada à alergia em lactentes

Crianças de um ano de idade com deficiência de vitamina D são mais propensas a terem shutterstock_92316586-620x413alergias alimentares quando comparadas à crianças com níveis mais altos de vitamina D, de acordo com uma pesquisa realizada no Instituto Murdoch Childrens Research (MCRI), em Melbourne, na Austrália.

Katrina Allen, PhD, e colegas avaliaram status de vitamina D e os resultados dos testes cutâneos de 577 crianças.

Eles descobriram que os bebês de pais Australianos, mas não de pais estrangeiros, com insuficiência de vitamina D (<20 ng/ml) foram mais propensos a terem alergias ao amendoim e/ ao ovo que aqueles com níveis suficientes de vitamina D. Além disso, entre as crianças com pais nascidos na Austrália, aquelas com níveis <20 ng/ml foram mais propensas a terem duas ou mais alergias alimentares, em vez de uma única alergia.

Os pesquisadores concluem,

“Estes resultados fornecem a primeira evidência direta de que a suficiência de vitamina D pode ser um importante fator de proteção para a alergia alimentar no primeiro ano de vida.”

Referências

Allen KJ  Koplin JJ, Ponsonby A, Gurrin LC, Wake M, et al. Vitamin D insufficiency is associated with challenge-proven food allergy infants. The Journal of Allergy and Clinical Immunology. Março de 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Você sabe a importância da vitamina D para o seu filho?

Entrevista com Dr. Michael Holick para a Revista Crescer. criança

A vitamina do sol. É assim que a maioria das pessoas se refere à vitamina D. Essencial para a formação e manutenção da saúde dos ossos, sua produção é estimulada, sim, pela exposição ao sol, mas também pela ingestão de alimentos, como salmão e atum, e por meio da suplementação vitamínica. A revista CRESCER conversou com um dos mais renomados pesquisadores do mundo sobre o assunto, Michael F. Holick, professor de medicina e biofísica da Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, responsável por mais de 500 publicações sobre essa vitamina. Confira:

CRESCER: A partir de que idade é preciso tomar vitamina D?

MICHAEL F. HOLICK: A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Americana de Endocrinologia recomendam que todos recebam suplementos de vitamina D todos os dias desde o nascimento até a vida adulta. Mas, claro, os pais devem conversar com o pediatra antes de oferecer as gotinhas. Isso é importante para a saúde óssea das crianças e – a longo prazo – reduz o risco de diabetes e de esclerose múltipla. *

(*Não há um consenso entre os especialistas sobre o uso da vitamina D a longo prazo. “Na literatura científica, existe um alerta contra o uso indiscriminado do suplemento. No Brasil, o tempo padrão para oferecer a suplementação da vitamina é até os 2 anos. Mas há crianças que precisam, sim, tomá-la por mais tempo. Por isso, cada caso deve ser analisado individualmente”, alerta a pediatra Tania Shimoda, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.)

C: Reduz o risco de diabetes?

M.F.F.: Sim. Um estudo realizado na Finlândia na década de 60 já havia comprovado isso. Nessa pesquisa, as crianças passaram a tomar suplementos de vitamina D, todos os dias, a partir do primeiro ano de vida e foram acompanhadas por 31 anos. No fim do experimento, os pesquisadores constataram que o risco de desenvolvimento de diabetes tinha caído 88%. Outra pesquisa, realizada na Alemanha, pelo Centro Helmholtz de Munique, mostrou que o nutriente também estimula a produção de insulina, melhorando o controle da glicose.

C: Quais são as outras doenças inibidas pela vitamina D?

M.F.F.: Ela fortalece o sistema imunológico em geral, aumentando a proteção natural do organismo contra doenças. Melhora o fluxo sanguíneo e a dilatação das veias, o que reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão e doenças cardíacas. Além disso, ela age contra tuberculose, por isso, antigamente, as pessoas com a doença eram tratadas com exposição ao sol e vitamina D – o que combatia a bactéria causadora do problema. Hoje, claro, existem diversos tipos de tratamento. Por fim, a suplementação da vitamina também reduziu drasticamente o raquitismo. Há 100 anos, quase 80% dos bebês nascidos nos EUA tinham a doença. Hoje, ela é rara.

C: Qual a melhor forma de estimular a produção de vitamina D?

M.F.F.: A principal fonte de vitamina D é o sol. Por isso, as pessoas devem ficar expostas de 5 a 30 minutos duas vezes por semana para estimular a produção. Isso vale tanto para adultos quanto para gestantes, recém-nascidos, bebês e crianças. Mas o ideal é agregar as três fontes: exposição ao sol, suplementação vitamínica e a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como salmão, sardinha, atum e gema de ovo.

C: Em um país ensolarado como o Brasil é possível sofrer de deficiência de vitamina D?

M.F.F.: Sim, porque as pessoas ficam cada vez menos expostas ao sol. Antes, as crianças, por exemplo, brincavam nas ruas, ficavam fora de casa. Todas as pessoas tinham atividades externas. Hoje, elas ficam muito mais tempo dentro de casa, no escritório ou no trânsito e, simplesmente, não tomam sol.

C: A cor da pele também pode alterar a produção de vitamina D?

M.F.F.: A pigmentação natural da pele é um fator de proteção. A população negra precisa de uma exposição de 5 a 10 vezes maior do que as pessoas de pele branca para produzir a mesma quantidade de vitamina D. Isso quer dizer que os negros têm um risco aumentado de ter deficiência de vitamina D.

C: A vitamina D também influencia na fertilidade?

M.F.F.: Há estudos que mostram a relação da vitamina D com a fertilidade. Pessoas que têm bons níveis de vitamina D, tanto homens quanto mulheres, têm um aumento na capacidade de reprodução. Além disso, outro estudo feito com gestantes que tomavam suplementos de vitamina D todos os dias constatou que 81% de seus bebês nasceram com níveis adequados de vitamina D, quando a maioria nasce com deficiência.

Fonte REVISTA CRESCER

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Seus filhos estão acima do peso ou obesos? Eles podem estar deficientes em vitamina D

O peso extra em seu filho pode significar um risco ainda maior para as complicações de overweight childrensaúde do que se pensava inicialmente. De acordo com um estudo recente que surge no Jornal Pediatrics, pode significar também seu filho esteja deficiente em uma das mais importantes “vitaminas” para a saúde humana e para o funcionamento geral vital — a vitamina D, um contribuinte necessário para o desenvolvimento do esqueleto saudável em crianças, entre outras coisas.

Pesquisadores da University of Texas Southwestern Medical Center em Dallas fizeram um estudo transversal de crianças afro-americanas, latinas e caucasianas, com idades entre seis e dezoito anos e dividiram-nas, por altura e peso, em quatro grupos distintos: peso saudável, com excesso de peso, obesas e com obesidade grave. Eles descobriram que a deficiência de vitamina D é “altamente prevalente em crianças com sobrepeso e com obesidade.” Especificamente, níveis insuficientes de vitamina D foram encontrados em 21 por cento das crianças com peso saudável, 29 por cento das crianças com excesso de peso e 34 por cento de crianças obesas e 49 por cento com obesidade grave.

Entre as crianças que estavam severamente obesas, crianças afro-americanas e latinas foram constatadas terem maiores taxas de deficiência de vitamina D, em 87 por cento e 52 por cento respectivamente. A título de comparação, os níveis de deficiência foram muito mais baixos em crianças brancas, em 27 por cento. De acordo com os autores do estudo, “A prevalência particularmente alta em crianças severamente obesas e de minorias sugere que a triagem alvo e direcionamento terapêutico sejam necessários.”

Os resultados deste estudo surgem seguindo resultados publicados no ano passado na revista Pediatrics, que constatou que 70 por cento de todas as crianças dos EUA têm baixos níveis de vitamina D. Na época, o Dr. Juhi Kumar, do Hospital Infantil de Montefiore Medical Center, descreveu essas descobertas como “chocantes”. E de fato é, especialmente lembrando que a deficiência de vitamina D tem sido associada com aparentemente inumeráveis complicações de saúde ​​em adultos, incluindo, mas não limitado a doenças cardíacas, doenças auto-imunes, infertilidade, defeitos congênitos, diabetes, depressão, dores crônicas, insônia e até mesmo a vários tipos de câncer.

Mais informações sobre a ausente “vitamina” D

A manutenção de níveis adequados de vitamina D é fundamental pois influencia cerca de 3.000 dos cerca de 25.000 genes no corpo humano. De acordo com o Dr. Larry Wilson, saudáveis níveis de vitamina D ajudam o corpo em uma multiplicidade de atividades essenciais de reparação e manutenção, assim como equilibra as funções do sistema imunitário, proteção contra infecções e inflamações e contribui para a produção de mais de 200 peptídeos anti-microbianos, para nomear algumas.

Embora a exposição direta ao sol possa ser a forma ideal mais natural de obtenção dos níveis diários recomendados de vitamina D, Dr. Wilson acredita que as pessoas não podem obter o suficiente somente da luz solar. E os fabricantes de produtos de cuidados com o sol não estão nos fazendo nenhum favor, diz ele, quando seus produtos bloqueiam os raios de luz que ajudam nosso corpo a produzir vitamina D na pele.

“Sair ao sol parece não importar muito, a não ser, talvez, você estiver fora o dia todo”, diz Wilson, e “camas de bronzeamento podem ser usadas para obter mais vitamina D, mas podem não ser seguras.”

E os alimentos, por si só, podem não oferecer o suporte suficiente. “A vitamina D não é alta o suficiente em óleo de fígado de bacalhau, ou apenas em produtos lácteos e carnes alimentadas com pasto… Se alguém come três ou quatro latas de sardinha por semana, não vai precisar de suplementos vitamina D na maioria dos casos.” Ele não recomenda comer salmão, atum, bacalhau preto (que contêm alguma vitamina D) ou qualquer outro peixe ou frutos do mar em geral, por causa de seu alto teor de mercúrio tóxico.

Por estas razões e sobretudo porque os níveis adequados de vitamina D são tão essenciais para a saúde do organismo humano, Wilson recomenda tomar suplemento de vitamina D3 por via oral. Especialistas, diz ele, geralmente consideram 5.000 UI de vitamina D por dia como o ideal para a maioria dos adultos, incluindo mulheres grávidas. Que funciona em cerca de 35 UI por libra de peso corporal, muito mais do que a dose diária recomendada (RDA). E as crianças requerem uma dosagem menor que os adultos. Então, se você não tiver certeza de quanto dar ao seu filho, consulte um profissional de saúde confiável, porque uma overdose é possível.

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Deficiência de vitamina D comum em crianças obesas

Uma pesquisa recente publicada na revista Pediatrics relata que a deficiência de vitamina D é extremamente prevalente em crianças com sobrepeso e obesidade.
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Pesquisadores liderados por Christy Turner, MD, MHS, e seus colegas da Universidade do Texas Southwestern Medical Center, em Dallas, analisaram os dados de mais de 12.000 crianças americanas e adolescentes de 6 a 18 anos no National Health and Nutrition Examination Survey.

A altura, o peso corporal, e os níveis de vitamina D das crianças foram medidos. Os participantes foram classificados como peso saudável, sobrepeso, obesidade ou obesidade grave. Após o ajuste para fatores de confusão, os pesquisadores examinaram a associação entre IMC e deficiência de vitamina D. Eles descobriram que 21% dos jovens com peso saudável estavam deficientes em vitamina D, 29% das crianças com sobrepeso, 34% das obesas, e 49% das crianças gravemente obesas estavam deficientes em vitamina D.

Após a contabilização de suplementação de vitamina D e ingestão de leite fortificado, a deficiência de vitamina D foi mais prevalente entre os latinos severamente obesos (53%) e afro-americanos (87%), em comparação com 27% de crianças caucasianas.

A autora principal Christy, MD, MHS, afirmou que ela e seus colegas rotineiramente verificam os níveis de vitamina D em crianças em clínicas de controle de peso. Para as crianças deficientes são prescritas doses elevadas de suplementos de vitamina D tomadas semanalmente. Após 8 semanas, os níveis são reavaliados e, se normais, as crianças são colocadas em uma dose de manutenção mensal. As doses não foram especificadas.

Os autores concluem,

“Mais estudos são necessários para determinar a relevância clínica de baixos níveis de vitamina D em crianças com excesso de peso / obesidade, incluindo se há uma relação causal entre a deficiência de vitamina D e obesidade associadas condições cardio-metabólicas, bem como as condições esqueléticas … A prevalência particularmente alta em crianças gravemente obesas e de minoria sugere que a triagem orientada e direcionamento terapêutico sejam necessários. “

Referências

Turer CB, Lin H, Flores G. Prevalence of vitamin D deficiency among overweight and obese US children. Pediatrics. December 24, 2012.

Rubin R. Children’s Health. Low vitamin D more common in overweight kids. WebMD. Dec 2012.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: Vitamin D Council