Os benefícios da vitamina D na urticária crônica: um estudo randomizado

A urticária crônica é uma condição difícil que surge ao menos quatro vezes por semana, man-itching-hand-e1391730716220-620x412em um período não inferior a seis semanas. Embora seja comum em qualquer idade, observa-se que ocorre, em geral, na meia idade. Estudos observacionais têm associado a vitamina D com a urticária crônica, mas ainda nenhum estudo controlado randomizado havia sido realizado.

Para determinar se a suplementação de vitamina D em altas doses diminuiria as pontuações na Severidade de Sintomas da Urticária (SSU) e a carga de medicamentos em pacientes com urticária crônica, pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Nebrasca, conduziram estudo duplo-cego, prospectivo, onde 42 pacientes com urticária crônica foram randomizados para suplementação de vitamina D, para altas (4.000 UI/d) ou baixas (600 UI/d) doses, durante 12 semanas. Todos os participantes receberam uma terapia padronizada de três medicamentos (cetirizina, ranitidina, e montelucaste) e um plano de ação escrito. Após isso, os pesquisadores coletaram dados sobre a pontuação SSU, uso de medicamentos, 25-hidroxivitamina D sérica e medidas de segurança.

Como resultado, a terapia tripla de medicamentos diminuiu a pontuação total SSU em 33% na primeira semana. Houve um decréscimo adicional significativo (40%) nas pontuações totais SSU no grupo de tratamento de vitamina D de alta, mas não no de baixa dose, na semana 12. Comparado com o tratamento de baixa dose, o grupo de alta demonstrou uma tendência em direção a menores pontuações totais SSU, na semana 12, que foram impulsionadas pela redução significativa na distribuição do corpo e do número de dias com urticária. Os pesquisadores também foram capazes de observar tendências benéficas para a qualidade do sono e para as pontuações do prurido com o alto teor de vitamina D.

Os autores concluíram:

“A terapia complementar com altas doses de vitamina D3 (4.000 UI/d) pode ser considerada um imunomodulador seguro e potencialmente benéfico em pacientes com urticária crônica.”

Fonte

Beneficial role for supplemental vitamin D3 treatment in chronic urticaria: a randomized study. Fev 2014.

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A exposição solar ocupacional regular está associada à um risco reduzido de melanoma no rosto e nos braços

P1200664Por: Marc Sorenson (Sunlight Institute) – Da Universidade de Sydney, na Austrália, vem a mais recente pesquisa para contradizer uma das maiores mentiras das últimas décadas: que o melanoma seja causado pela exposição à luz solar.

Os resultados da investigação foram publicados recentemente no International Journal of Cancer e demonstraram que a exposição regular ao sol não está associada a qualquer risco de melanoma geral ou do risco em diferentes locais do corpo. [1] Ao contrário, a maior exposição à luz solar previu uma diminuição de 44 % do risco de melanomas na cabeça e pescoço, quando comparado à uma menor exposição.

Além disso, quando a exposição da luz solar para os membros superiores foi avaliada, a exposição mais elevada foi associada a uma diminuição do risco de melanoma de 34%. Os autores afirmaram: “Nossos resultados sugerem que a exposição ocupacional ao sol não aumente o risco de melanomas, mesmo os situados na cabeça e no pescoço.”

Dito de outra forma, os autores poderiam ter sugerido que a exposição solar proteja contra o risco de se contrair melanoma. Ao ler esta pesquisa, eu me lembrei de uma declaração do Dr. Frank Garland durante sua apresentação em uma conferência de vitamina D que assisti há vários anos. Ele disse: “O melanoma é uma doença de trabalhadores sedentários de ambientes internos.” Ele estava absolutamente certo.

Aqueles que compraram a propaganda da Academia Americana de Dermatologia podem considerar esta informação bastante surpreendente, mas na realidade é apenas mais uma em uma longa linha de investigações científicas apontando várias razões para que o melanoma não seja causado pela exposição à luz solar: (1) A maior parte dos melanomas ocorrem em áreas do corpo que são raramente expostas ao sol. (2) A medida em que o uso de protetores solares tem aumentado, o melanoma também aumentou. (3) Os trabalhadores ao ar livre tem muito menos riscos de melanoma que os trabalhadores de ambientes internos. (4) Embora a população tenha deixado o trabalho ao ar livre e se movido para os ambientes internos, reduzindo profundamente exposição ao sol, o melanoma tem aumentado exponencialmente.

Para os interessados ​​em ler mais sobre estas demonstrações e também à procura das referências, elas estão contidas em mensagens anteriores neste site. Enquanto isso, vamos tirar proveito de alguma exposição ao sol sem nos queimarmos para nos proteger contra o melanoma.

Sou grato aos cientistas da Austrália, que trouxeram estas informações. A verdade acabará por prevalecer.

Referências

Vuong K, McGeechan K, Armstrong BK; AMFS Investigators; GEM Investigators, Cust AE. Occupational sun exposure and risk of melanoma according to anatomical site. Int J Cancer 2013 Nov 13 [Epub ahead of print].

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte SunlightInstitute.org

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Álcool e melanoma: mais comprovações de que esse tipo de câncer de pele mortal não seja causado pela luz solar

Por: Marc Sorenson (Sunlight Institute) – Aqueles que fazem fortunas por difamar a luz 21_eyes_sundo sol como a causa do melanoma, deixam de considerar que há muitos fatores que se correlacionam com um aumento do risco de melanoma. Há duas décadas, um importante estudo foi publicado no Annals of Epidemiology, que apontou vários fatores nutricionais, um dos quais era o consumo de álcool. [1] Nessa pesquisa, as mulheres que bebiam dois ou mais drinques por dia tiveram um aumento risco de melanoma de 250%. Depois, em 2004, Amy Millen e seus colegas demonstraram que o consumo elevado de álcool (2,8 doses por semana) foi correlacionado com um risco 69% maior de melanoma. [2]

Ao considerar estes estudos, torna-se óbvio que o aumento do consumo do álcool leva ao aumento do risco de melanoma. A pesquisa de Millen, aliás, definiu muitos outros fatores nutricionais, que levam tanto a um aumento do risco de melanoma quanto a uma proteção contra a doença. Eu discuti esses fatores em um post anterior sobre nutrição e melanoma. http://sunlightinstitute.org/skin-cancer-and-nutrition%E2%80%94stop-blaming-sun#sthash.1AkBrGyZ.dpuf

A última pesquisa corrobora as conclusões dos dois estudos acima mencionados. Jessica Kubo e colegas investigaram o efeito do consumo de álcool sobre o risco de melanoma em um estudo de 10,2 anos. [3] Várias observações interessantes surgiram: (1) aqueles que consumiram 7 ou mais drinques por semana tiveram um risco aumentado de melanoma de 64%; (2) um maior consumo de álcool durante a vida foi positivamente correlacionado com o risco da doença, (3) um maior consumo atual de álcool da mesma forma foi correlacionado com um maior risco: (4) o consumo atual de álcool também previu um risco mais elevado, (5) uma preferência por vinho branco ou licor também previu o aumento do risco.

Então você vê, a ideia de que o melanoma seja causado pela exposição à luz solar é novamente refutada. Sabemos que, como exposição à luz solar tem diminuído profundamente nos últimos 100 anos, o risco de melanoma tem aumentado exponencialmente. Quando a exposição ao sol diminuiu e o melanoma aumentou concomitantemente, o que mais precisaria ser dito? Eu já publiquei dois blogs sobre o assunto e acredito que eles refutam completamente a alegação de que o melanoma seja causada pela luz solar.

É hora de começamos a usar a cabeça e olharmos para as verdadeiras causas para o melanoma. O álcool é apenas uma entre muitas e é hora de olhar para outros estilos de vida deletérios como sendo os verdadeiros causadores desta doença mortal.

Referências:

  1. Bain C, Green A, Siskind V, Alexander J, Harvey P. Diet and melanoma. An exploratory case-control study. Ann Epidemiol 1993;3:235-8.
  2. Millen AE, Tucker MA, Hartge P, Halpern A, Elder DE, et al. Diet and Melanoma in a Case-Control Study. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2004;13(6):1042-51.
  3. Kubo JT, Henderson MT, Desai M, Wactawski-Wende J, Stefanick ML, Tang JY. Alcohol consumption and risk of melanoma and non-melanoma skin cancer in the Women’s Health Initiative. Cancer Causes Control 2013 Oct 31. [Epub ahead of print]

Uma análise mais atenta: A relação entre UV, câncer de pele, ataques cardíacos e o risco de morte

Por Tom Weishaar (Vitamin D Council) – Um mês atrás eu mostrei o meu comentário Beach-Chairs-e1380648430723-620x353público sobre a declaração antecipada do Surgeon General sobre a luz ultravioleta (UV) e o câncer de pele. Eu argumentei que a UV tem efeitos positivos e negativos sobre a saúde. Estes efeitos dependem da cor da pele em que, em comparação com aqueles com peles mais escuras, as pessoas com peles mais claras têm o benefício de muito mais elevados níveis de vitamina D e o risco de taxas muito mais altas de câncer de pele. Dada a diversidade de cores de pele nos EUA, eu sugeri  que as políticas de saúde pública devam atender às necessidades de pessoas de todas as cores de pele, em vez de responder às necessidades das pessoas de pele clara, ignorando as necessidades de vitamina D das pessoas de cor.

Minha declaração incluiu 23 referências, mas, desde então, um outro estudo foi publicado e observado em nosso site agora que caberia perfeitamente com os outros citados no meu comentário:

Brondum-Jacobsen P, Nordestgaard BG, Nielsen SF, Benn M. Skin cancer as a marker of sun exposure associates with myocardial infarction, hip fracture and death from any cause. Int J Epidemiol. Sep 13 2013.

Este estudo analisa os efeitos na saúde de altos níveis de exposição aos raios UV, utilizando-se de câncer da pele como marcador para a exposição UV elevada. O estudo utilizou as fraturas de quadril, ataques cardíacos e a morte por qualquer causa, como medidas de resultados. A ideia era testar a hipótese de que as pessoas com níveis mais elevados de exposição aos raios UV, conforme determinado por um evento de câncer de pele, têm baixos níveis de ataques cardíacos, fraturas de quadril e mortes por todas as causas. As relações entre esses resultados usando o status de vitamina D como marcador para exposição à radiação UV têm sido relatadas previamente na literatura. Usando-se o câncer de pele como o marcador para exposição à radiação UV, no entanto, concentra-se a ideia em ambos os impactos para a saúde, negativos e positivos, da UV.

Os pesquisadores tiveram acesso a um magnífico conjunto de dados – toda a população da Dinamarca, acima de 40 anos de idade entre 1980 e 2006. Para criar o conjunto de dados os pesquisadores combinaram dados do:

  • Sistema de Registro Civil Dinamarquês, que incluiu os nascimentos, mortes e movimentos para dentro ou para fora do país
  • Registro Dinamarquês do Câncer, que incluiu informações sobre 98% dos casos de câncer na Dinamarca
  • Registro de Pacientes da Dinamarca e os Registros Dinamarqueses de Causas de Mortes, que incluíam dados sobre fraturas de quadril, ataques cardíacos e morte por todas as causas
  • e das Estatísticas na Dinamarca, que forneceram informações demográficas.

Os dados de câncer incluíam códigos para separar o basocelular e o carcinoma de células escamosas (câncer de pele não-melanoma), que geralmente não resultam em morte, do melanoma, o que, sem tratamento, normalmente a causa. “Padrões de exposição solar constantes e prolongados causam câncer de pele não-melanoma, enquanto que a exposição excessiva enquanto criança e a exposição solar intermitente e de alta intensidade causam principalmente melanoma maligno cutâneo”, dizem os pesquisadores.

No geral, o conjunto de dados incluiu 4,4 milhões de pessoas, 1,6 milhões de mortes, 328.000 diagnósticos de ataques cardíacos, 129.000 de fraturas de quadril, 129 mil dos cânceres de pele não-melanoma e 22.000 de melanoma.

Os pesquisadores analisaram os dados de várias maneiras diferentes, mas os resultados foram semelhantes em todos os casos. A Figura 1 mostra a incidência cumulativa de fraturas de quadril, ataques cardíacos e morte em função da idade em indivíduos que também tiveram um diagnóstico de câncer de pele não-melanoma. Como você pode ver nos gráficos, aqueles que foram diagnosticados com câncer de pele não-melanoma também tiveram menos fraturas de quadril, menos ataques cardíacos e viveram mais.

Impact-of-UV

Embora os pesquisadores tenham sido muito cautelosos ao limitar as implicações de seus dados (“conclusões causais não podem ser feitas a partir de nossos dados. Um efeito benéfico da exposição ao sol, por si só precisa ser examinado em outros estudos.”), O que estamos falando aqui é saber se é ético continuar as recomendações globais de políticas de saúde existentes em que as pessoas de todas as cores de pele devem limitar a exposição UV.

De acordo com a American Cancer Society, as mortes por câncer de pele nos EUA representam apenas 2% de todas as mortes por câncer. Neste conjunto de dados, um ataque cardíaco é de cerca de 15 vezes mais suscetível que o melanoma. Os especialistas em políticas públicas que insistem que a UV deve ser limitada não têm nenhuma evidência demonstrando que a limitação UV seja benéfica para a saúde de qualquer outra forma de reduzir o câncer de pele. Enquanto isso, aqui nós temos um estudo que mostra que, mesmo em uma população onde 90% dos indivíduos têm uma cor de pele clara e mesmo entre indivíduos que tiveram câncer de pele, o aumento dos níveis de exposição aos raios UV estão relacionadas a uma melhor saúde.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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A vitamina D via oral é uma opção viável de tratamento para a psoríase: pesquisa

A psoríase é uma doença crônica, auto-imune que surge na pele. Ela ocorre quando inverse_psoriasis_1401_xo sistema imunológico envia sinais defeituosos que aceleram o ciclo de crescimento das células da pele. A psoríase não é contagiosa. Existem cinco tipos de psoríase. A forma mais comum, a psoríase em placas, aparece como manchas vermelhas sobrelevadas, cobertas com uma formação branca prateada das células mortas da pele. A psoríase pode ocorrer em qualquer parte do corpo e está associada a outros problemas de saúde graves, como o diabetes, doenças cardíacas e a depressão. A psoríase é a doença auto-imune mais comum nos EUA com um número de cerca de 7,5 milhões de americanos afetados pela doença.

A vitamina D como um tratamento tópico tornou-se um dos pilares para o tratamento da psoríase vulgar. A vitamina D por via oral, por outro lado, tem se tornado na maior parte uma opção esquecida. Em um novo estudo publicado em 01 de agosto de 2013, por pesquisadores do Departamento de Dermatologia da Universidade da Califórnia, EUA, no Journal of Dermatological Treatment, uma revisão da literatura sobre a vitamina D oral como um tratamento para a psoríase revela que este tratamento pode ser de grande eficácia.

Segundo os pesquisadores o principal efeito colateral desta terapia é a hipercalcemia, que parece ser facilmente monitorada e evitada com a dosagem e acompanhamentos adequados. A literatura também sugere uma correlação entre baixos níveis séricos de vitamina D nesta população de pacientes associada com o aumento da gravidade do comprometimento da doença. Adicionalmente, a vitamina D oral melhora a artropatia psoriática. Além disso, a vitamina D tem sido comprovada ter muitos benefícios para a saúde, como a prevenção do câncer, melhoria da saúde cardiovascular, entre muitos outros. Pacientes com psoríase, como uma população, estão em maior risco de desenvolverem complicações adversas para a saúde tais como as doenças cardiovasculares e a vitamina D oral pode provar ser benéfica para esta população.

“A vitamina D oral é barata e facilmente disponível. É ainda uma opção viável e não deve ser esquecida como um possível tratamento para a psoríase.”

Também recentemente pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conduzidos pelo Dr. Danilo C. Finamor, publicaram na revista Dermato Endocrinology um estudo pioneiro ainda mais impressionante, utilizando altas doses de vitamina d3 no tratamento da psoríase e do vitiligo.  Os pesquisadores recrutaram nove pacientes com psoríase e dezesseis pacientes com vitiligo, que receberam 35.000 UI de vitamina D3 uma vez por dia durante seis meses, em associação à uma dieta pobre em cálcio (evitando produtos lácteos e alimentos enriquecidos com cálcio, como aveia, arroz ou “leite” de soja) e hidratação com um mínimo de 2,5 L por dia.  Os resultados podem ser conferidos nas imagens (clique para ampliar):

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Os autores concluem:

“A terapia com altas doses de vitamina D3 pode ser segura e eficaz para pacientes com psoríase e vitiligo”.

Fontes

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A avaliação dos efeitos de altas doses de vitamina D em pacientes com psoríase e vitiligo: um estudo brasileiro

A autoimunidade tem sido associada com a deficiência e a resistência à vitamina D. Altas shutterstock_71957524-e1361470707727-620x342doses de vitamina D3 podem concebivelmente compensar esta resistência hereditária quanto aos seus efeitos biológicos. Um estudo recente conduzido por pesquisadores do Brasil, publicado online na revista Dermato Endocrinology teve como objetivo avaliar a eficácia e segurança do tratamento prolongado com altas doses de vitamina D3 em pacientes com psoríase e vitiligo.

O pesquisador Danilo Finamor da Universidade Federal de São Paulo e colegas, recrutaram nove pacientes com psoríase e dezesseis pacientes com vitiligo, que receberam 35.000 UI de vitamina D3 uma vez por dia durante seis meses, em associação à uma dieta pobre em cálcio (evitando produtos lácteos e alimentos enriquecidos com cálcio, como aveia, arroz ou “leite” de soja) e hidratação com um mínimo de 2,5 L por dia.

Todos os pacientes com psoríase foram marcados de acordo com o Psoriasis Area Severity Index (PASI) no início do estudo e após o tratamento. Todos os pacientes apresentaram baixos níveis de vitamina D (≤ 30 ng/mL) no início do estudo. Após o tratamento os níveis de 25(OH)D3 aumentaram significativamente e os níveis de PTH diminuiram significativamente. A pontuação PASI melhorou significativamente em todos os nove pacientes com psoríase. Quatorze dos dezesseis pacientes com vitiligo tiveram de 25 a 75% de repigmentação. A uréia sérica, creatinina e o cálcio (total e ionizado) não se alteraram e a excreção do cálcio urinário aumentou dentro do intervalo de normalidade.

Os autores concluiram:

“A terapia com altas doses de vitamina D3 pode ser segura e eficaz para pacientes com psoríase e vitiligo”.

Fonte

“A pilot study assessing the effect of prolonged administration of high daily doses of vitamin D on the clinical course of vitiligo and psoriasis”. Autores: Danilo C Finamor, Rita Sinigaglia-Coimbra, Luiz C. M. Neves, Marcia Gutierrez, Jeferson J. Silva, Lucas D. Torres, Fernanda Surano, Domingos J. Neto, Neil F. Novo, Yara Juliano, Antonio C. Lopes e Cicero Galli Coimbra.

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Novo estudo controlado randomizado mostra, o ômega-3 pode proteger contra o câncer de pele

A exposição ao sol é um conhecido fator de risco para o câncer de pele não-melanoma, em shutterstock_2831429-e1362792038209particular o carcinoma de células escamosas. Os pesquisadores acreditam que o que acontece é que o UV inicia danos ao DNA nas células da pele e suprime a imunidade mediada por células, permitindo que o sol danifique as células e as células cancerosas escapem da destruição imunitária.

Confusamente, a incidência de câncer da pele  não-melanoma está a aumentando, a despeito do aumento da utilização de protetores solares e do estilo de vida em ambientes fechados. Isso levou muitos a acreditarem que existem mais fatores de riscos do que exposição aos raios UV.

Estudos observacionais têm mostrado que a ingestão elevada de ômega-3 está associada ao risco reduzido de câncer de pele. Os ômega-3 são ácidos graxos poliinsaturados encontrados principalmente em peixes. Em estudos com animais, a ingestão de omega-3 reduz a supressão da imunidade mediada por células, após exposição aos UV.

Os pesquisadores, liderados pelo Dr. Pilkington, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, queriam ver se ômega 3 teria o mesmo efeito em seres humanos, em um ensaio clínico. Então eles recrutaram 79 participantes ramdomizados para tomar 5 gramas de ômega-3 por dia ou placebo durante três meses.

Depois de três meses de uso, os pesquisadores expuseram os inscritos para várias doses de exposição aos raios UV. O que eles descobriram é que aqueles no grupo ômega-3 experimentaram muito menos “foto-imunossupressão” que o grupo placebo. A foto-imunossupressão descreve a supressão da imunidade mediada por células da pele em resposta à radiação UV.

Nos participantes que receberam uma dose equivalente UV a 15 minutos de exposição ao sol, em meados do verão no Reino Unido, o grupo que tomou o ômega-3 experimentou 50% menos foto-imunossupressão que aquele que tomou placebo.

Os autores afirmam,

“Este estudo sugere que a suplementação com ácidos graxos n-3 ricos em EPA, que é um agente dietético natural, pode proteger a pele humana de foto-imunossupressão induzida por exposições curtas ao UVR solar. Este estudo adiciona à evidência e indica um mecanismo potencial para a proteção contra o câncer de pele por ácidos graxos n-3 em seres humanos. ”

O que isso significa para você, uma pessoa que possa gostar de obter a vitamina D de forma natural? Aumentar a ingestão de ômega 3 – quer através do consumo de peixes ou de suplementos – pode reduzir alguns dos riscos envolvidos na análise risco/benefícios de se obter a exposição ao sol.

Referências

Pilkington SM et al. Randomized controlled trial of oral omega-3 PUFA in solar-simulated radiation-induced suppression of human cutaneous immune responses. AJCN, 2013

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Baixos níveis de vitamina D em crianças associados à gravidade do eczema

A dermatite atópica ou eczema é uma doença de pele alérgica, inflamatória, crônica, não shutterstock_100439896-300x200contagiosa e que causa muita coceira. A pele de um paciente com eczema reage anormalmente à substâncias irritantes, alimentos, poeira, ácaros, pólen e outros alérgenos tornando-se vermelha, escamosa e com muito prurido. A pele torna-se também vulnerável a infecções bacterianas.

Nas últimas décadas, eczema tornou-se dramaticamente mais comum, especialmente entre as crianças. Atualmente afeta quase 20% de todas as crianças e até 3% dos adultos nos países industrializados, a sua prevalência nos Estados Unidos sozinho quase triplicou nos últimos 30 anos.

Já escrevi sobre isso antes:

Dr. Aysegul Akan e colegas em Ancara, na Turquia, realizaram um interessante estudo de 74 crianças com eczema, cujos níveis médios iniciais de vitamina D foram de cerca de 11 ng/ml. Eles realizaram um estudo transversal, observando vários fatores em apenas um período de tempo.

Akan A, Azkur D, Ginis T, Toyran M, A Kaya, E Vezir, Ozcan C, Ginis Z, Kocabas CN. Níveis de vitamina D em crianças estão correlacionados com a gravidade da dermatite atópica, mas apenas em pacientes com sensibilidade alérgica. Pediatr Dermatol 7 de janeiro de 2013.

Os autores realizaram testes de pele nas crianças para verificar a sensibilização alérgica. E também as agruparam quanto à gravidade do seu eczema como leve, moderada ou grave.

Eles descobriram que em crianças com testes cutâneos positivos, aqueles que foram sensibilizados, níveis de vitamina D são correlacionados inversamente com a gravidade da dermatite atópica, menor o nível de vitamina D pior a eczema. A vitamina D não foi correlacionada com os níveis de IgE total ou percentagem de eosinófilos em nenhum grupo.

Se o seu filho tem eczema, comece a lhe dar vitamina D3, cerca de 1.000 UI para cada 12 quilos de peso corporal por recomendações do Vitamin D Council. Quando você calcular a dose arredonde para cima; assim uma criança com 13 kg tomaria 2.000 UI/dia e uma de 25 kg tomaria 3.000 UI/dia. Pode demorar um pouco – vários meses – mas com base nas evidências que temos hoje, o eczema deve melhorar com o tempo.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

Composto semelhante à vitamina D pode reduzir os danos na pele em 50 por cento

Pesquisadores australianos descobriram um composto similar à vitamina D, que pode reduzir vitamina Dos danos ao DNA que levam ao câncer de pele. Rebecca Mason  professora na Universidade de Sydney da Bosch Institute for Medical Research diz que estudos têm encontrado um composto semelante à  vitamina D que pode “reduzir os danos ao DNA da pele em 50 por cento e, provavelmente, em mais de 60 a 80 por cento”.

“Melhorar as próprias defesas do organismo contra os danos do sol”, diz a professora Mason.

Ela explica que a descoberta surge quando cada vez mais os australianos não estão recebendo exposição ao sol  suficiente para produzir níveis adequados de vitamina D – potencialmente tornando-os doentes. Um estudo dinamarquês concluiu que  níveis particularmente baixos de vitamina D aumentam o risco de morte em 30 por cento, enquanto outra pesquisa mostrou uma redução de 7 a 10 por cento no número de mortes entre pessoas que receberam a vitamina D e cálcio.

Seu grupo de pesquisa obteve uma concessão do Australian Research Council com seu parceiro comercial, a Ultraceuticals, para desenvolvimento da descoberta e exploração comercial em protetores solares e cremes pós-sol.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte  www.news.com.au