A vitamina D pode ajudar a parar a fibrose hepática

Se você sofre de fibrose hepática, você poderá desejar tomar suplementos de vitamina D shutterstock_72619849-e1347670059143para manter saudáveis os níveis séricos desta vitamina do sol, pois um novo estudo no journal Cells sugere que este hormônio (na verdade, não é uma verdadeira vitamina) pode ajudar a tratar a doença que de outro modo poderia potencialmente levar a uma doença hepática mais grave.

Pesquisadores no Salk Institute conduziram o estudo e descobriram que uma forma sintética da vitamina D, um medicamento chamado calcipotriol, que foi já aprovado pelo Food and Drug Administration para o tratamento da psoríase, pode parar a resposta fibrótica nas células do fígado de ratos, o que sugere que a vitamina D poderia ser usada para o tratamento de fibrose hepática em humanos.

A fibrose hepática no Ocidente é causada principalmente por infecções crônicas do vírus da hepatite, como a hepatite B e C, o consumo de álcool, e a esteato-hepatite não alcoólica.

“Porque atualmente não há medicamentos eficazes para a fibrose hepática, acreditamos que nossos resultados abririam uma nova porta para o tratamento”, disse o autor principal Dr. Ronald M. Evans no laboratório de expressão de gênica de Salk e no centro de Helmsley de medicina genômica do instituto.

Os estudos iniciais indicam que a vitamina D desempenhe um papel na fisiologia do fígado. Os autores do estudo encontraram elevados níveis de receptores de vitamina D nas células  estreladas hepáticas que podem ser facilmente feridas, causando a expansão da fibrose hepática. O elevado número de receptores de vitamina D sugere que ela tenha um grande impacto sobre a saúde do fígado.

Os pesquisadores disseram que os ensaios clínicos estão sendo planejados para testar o analógico de vitamina D, o que os pesquisadores acreditam seja melhor que a vitamina D natural , em sua eficácia no tratamento da fibrose hepática.

Pesquisas muitas vezes são realizadas apenas com análogos da vitamina D, e não com a vitamina D natural por alguns motivos, primeiro, vitamina D natural é fácil de decompor-se perdendo sua potência, em segundo, o consumo elevado de vitamina D natural pode conduzir a hipercalcemia, ou o cálcio elevado no sangue, micção frequente, fraqueza muscular
e dor nas articulações, entre outras coisas, e, terceiro, a vitamina D sintética é patenteável.

A vitamina D tem sido conhecida por desempenhar um papel em mais de 100 condições de saúde e de doenças, incluindo diabetes tipo 2, câncer, depressão e doenças do coração. Independentemente da eficácia da vitamina D no tratamento da fibrose hepática, os leitores do Food Consumer devem fazer o que for preciso para se certificarem de que possuem níveis séricos suficientes de vitamina D para outros problemas de saúde se não para doenças hepáticas.

Referências

“A Vitamin D Receptor/SMAD Genomic Circuit Gates Hepatic Fibrotic Response”. Autores: Ning Ding, Ruth T. Yu, Nanthakumar Subramaniam, Mara H. Sherman, Caroline Wilson, Renuka Rao, Mathias Leblanc, Sally Coulter, Mingxiao He, Christopher Scott, Sue L. Lau, Annette R. Atkins, Grant D. Barish, Jenny E. Gunton, Christopher Liddle, Michael Downessend email e Ronald M. Evan.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte FoodConsumer.org

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A vitamina D dobra a possibilidade de cura no tratamento da hepatite C

Por: Carlos Varaldo (www.hepato.com) – O “World Journal of Gastroenterology” de dezembro publica a mais recente confirmação 1888_woman_in_black_and_whitedo efeito benéfico da inclusão da vitamina D no tratamento da hepatite C ao ser utilizada conjuntamente a utilização do interferon peguilado e ribavirina.

Em fevereiro de 2009 (dois anos atrás) comecei a falar sobre a importância da vitamina D para quem têm uma doença no fígado e durante o mesmo ano comecei a mostrar que aumentando o nível de vitamina D no organismo poderia ser possível aumentar a possibilidade de cura ao realizar o tratamento. Por divulgar os benefícios de uma vitamina e não de um medicamento recebi muitas criticas por parte de médicos, agora, com mais esse estudo todos aqueles que torciam o nariz não acreditando que uma simples e barata vitamina poderia aumentar as possibilidades de cura deverão rever, em beneficio dos infectados, seus conceitos.

O novo estudo foi realizado em Israel para determinar se realmente a adição da vitamina D, um potente imunomodulador, melhora a resposta terapêutica no tratamento da hepatite C.
Este foi um estudo de intenção de tratar prospectivo e randomizado, incluindo 72 pacientes infectados com o genotipo 1 da hepatite C que nunca tinham recebido qualquer tratamento anterior, os quais foram aleatoriamente distribuidos em dois grupos de estudo.

Um grupo formado por 36 homens com idade média de 47 anos receberam durante 48 semanas peginterferon alfa 2-b (PegIntron) na dose normal de 1,5 mcg/kg por semana e ribavirina conforme o peso, entre 1.000 e 1.200 mg/dia, em conjunto com vitamina D3 objetivando alcançar um nível acima dos 32 ng/ml.

Um segundo grupo, também formado por 36 homens com idade média de 47 anos receberam durante 48 semanas peginterferon alfa 2-b (PegIntron) na dose normal de 1,5 mcg/kg por semana e ribavirina conforme o peso, entre 1.000 e 1.200 mg/dia, mas sem a adição da vitamina D3.

No grupo tratado conjuntamente com a vitamina D3, a mesma foi administrada em gotas orais durante 4 semanas antes do inicio do tratamento na dosagem de 2.000 IU/d objetivando um nível superior aos 32 ng/l. A dosagem de 2.000 IU/d de vitamina D3 foi introduzida 4 semanas antes do inicio do tratamento e mantida até o final, completando 52 semanas de utilização.

Teoricamente o grupo que recebeu a suplementação da vitamina D3 deveria ter apresentado uma menor possibilidade de cura, pois nesse grupo a massa corporal, medida pelo IMC era de 27 em média, contra 24 no grupo controle, em relação à carga viral 50% apresentavam uma carga viral inicial acima de 800.000 IU/ml, contra 42% no grupo controle e o grau de fibrose acima de F2 atingia 42% no grupo tratado com vitamina D3 contra somente 19% no grupo controle.

Mas os resultados obtidos surpreendem. A resposta virológica rápida (indetectável na semana 4 do tratamento) atingiu 44% dos pacientes recebendo vitamina D3 os quais se encontravam indetectáveis, contra 17% no grupo controle. Na semana 12 do tratamento 94% dos pacientes do grupo com vitamina D3 estavam indetectáveis, contra 48% do grupo controle.

E a resposta virológica sustentada (indetectável aos seis meses após o final do tratamento) que é a cura da hepatite C, foi obtida por 86% dos pacientes que receberam conjuntamente a vitamina D3 contra 42% dos pacientes que receberam o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina.

Entre os pacientes que completaram as 48 semanas de tratamento foi observada uma recidiva do vírus nos seis meses após o final do tratamento, de 8% no grupo que recebeu a vitamina D3 e de 36% no grupo tratado da forma tradicional. A não resposta (não respondedores durante o tratamento) foi de 6% no grupo que recebeu a vitamina D3 contra 22% no grupo tratado da forma tradicional.

O índice HOMA-IR que mede a resistência a insulina, um fator negativo para se obter a cura, teve uma redução significativa no grupo que recebeu a vitamina D3, passando de uma média inicial de 4,5 para 2,3. No grupo tratado de forma tradicional a média inicial que era de 4,6 somente teve uma redução para 4,0.

Os efeitos colaterais foram iguais nos dois grupos, iguais aos que acontecem com o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina. Não foi observado nenhum efeito colateral novo em função da vitamina D3.

Conclusão

A adição da vitamina D3 durante o tratamento da hepatite C utilizando interferon peguilado e ribavirina melhora significativamente a resposta terapêutica, aumentando a possibilidade de cura.

Referências

“Vitamin D supplementation improves sustained virologic response in chronic hepatitis C (genotype 1)-naïve patients” Autores: Saif Abu-Mouch, Zvi Fireman, Jacob Jarchovsky, Abdel-Rauf Zeina, and Nimer Assy

Fonte hepatite.org.br

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Vitamina D associada com menor risco de doença hepática gordurosa não alcoólica em homens saudáveis

Um estudo publicado recentemente no Endocriology Journal sugere que tomar figadosuplementos de vitamina D pode ajudar a reduzir risco de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em homens aparentemente saudáveis​, independente de síndrome metabólica.

Pesquisas recentes revelam uma associação entre os níveis séricos de vitamina D com a obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. EJ Rhee da Sungkyunkwan University School of Medicine, em Seul, Coréia e colegas conduziram o estudo e determinado que os níveis sanguíneos de vitamina D foram associados com a doença hepática gordurosa não alcoólica em homens aparentemente saudáveis.

Foram incluídos no estudo transversal 6.567 homens coreanos cujas amostras de sangue de 25(OH)D3 foram analisadas e também foram avaliados por ultra-sonografia abdominal para determinar se sofreram qualquer doença hepática gordurosa não alcoólica.

Entre os participantes, 43,6% foram constatados terem DHGNA e 21,1% terem síndrome metabólica.

Os níveis séricos de vitamina D foram encontrados positivamente associados com a idade, cálcio sérico e aspartato aminotransferases e, negativamente, com colesterol total, triglicérides, lipoproteína de baixa densidade e níveis de insulina em jejum.

Os níveis séricos de vitamina D também foram constatados serem significativamente menores naqueles com esteatose hepática, em comparação com aqueles
sem está condição médica. Aqueles no tercil inferior de nível sérico de vitamina D foram constatados em significativo aumento do risco de DHGNA, em comparação com os do tercil mais alto, mesmo após o ajuste para o índice de massa corporal e síndrome metabólica.

Os pesquisadores concluíram que,

“Os participantes com níveis séricos de 25 (OH)D(3) apresentaram um risco significativamente reduzido de DHGNA comparado com o os grupos de 25(OH)D(3) baixos, independentemente da obesidade e síndrome metabólica.”

Referências

High serum vitamin D levels reduce the risk for nonalcoholic fatty liver disease in healthy men independent of metabolic syndrome.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte FOODCONSUMER

Baixos níveis de vitamina D associados à pior resposta ao tratamento em pessoas com HIV e Hepatite C

Uma pesquisa recente diz, as pessoas infectadas com o vírus da hepatite C (VHC) e HIV são 1936_flat_tiremenos propensas a responder à interferon peguilado e ribavirina (PEG/RBV) – um tratamento para VHC – se tiverem baixos níveis de vitamina D.

A deficiência de vitamina D é comum em pessoas com HIV e VHC. A correlação entre os níveis de vitamina D e a resposta ao tratamento PEG/RBV em pessoas co-infectadas não havia sido avaliada até o presente estudo, pelo Vienna HIV & Liver Study Group.

Este grupo de pesquisadores recrutou 65 pessoas com HCV e HIV que tinham registro de biópsia do fígado e dados de resposta virológica. Eles determinaram o status da vitamina D a partir de amostras de sangue armazenadas recolhidas no prazo de 1 mês antes de iniciar a terapia HCV.

Os autores constataram que 20% dos participantes tinham níveis normais de vitamina D (>30 ng/ml), enquanto que 57% estavam insuficientes de vitamina D (10-30 ng/ml) e 23% estavam deficientes em vitamina D (<10 ng/ml ).

Eles relatam que as taxas de resposta virológicas precoces – significando que o VHC não é detectável no sangue após 12 semanas de tratamento – foram significativamente mais freqüentes em pacientes com níveis suficientes de vitamina D (92%) do que naqueles com níveis (insuficientes (68%) ou deficientes 47 %). Os pacientes também foram mais propensos a ter uma resposta virológica sustentada – O VHC não é detectado no sangue 6 meses após a conclusão do tratamento – se estavam suficientes em vitamina D (85%) em comparação com aqueles com insuficiência (60%) ou a deficiência (40% ).

Os autores concluíram,

“Baixos níveis de 25(OH)D podem prejudicar resposta virológica à terapia PEGIFN+RBV, especialmente em pacientes de tratamento dificultado. A suplementação de vitamina D deve ser considerada e avaliada prospectivamente em pacientes HIV-VHC co-infectados que recebem tratamento CHC.”

Referências

Mandorfer M, Reiberger T, Payer B, Ferlitsch A, Breitenecker F, Aichelburg M, Obermayer-Pietsch B, Rieger Am Trauner M, Peck-Radosavljevic M. Low vitamin D levels are associated with impaired virologic response to PEGIFN+RBV therapy in HIV-hepatitis C virus coinfected patients. AIDS. January 2013.

Nascolini M. Low vitamin D tied to poor PEG-RBV response in people with HCV/HIV. International AIDS Society. Jan 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council