Vitamina D e a dor músculoesquelética difusa

A dor musculoesquelética difusa (DME), ou generalizada, é uma queixa comum de dor mulher-com-dor-nas-costas-25142que afeta os músculos, ligamentos, tendões e ossos, sendo causa de incapacidade física e de diminuição da qualidade de vida relacionada à saúde.  Alguns aspectos somáticos, emocionais e sociais, como estresse, ansiedade, além de problemas de relacionamento familiar, são atribuídos à sua etiopatogenia. Vários estudos, no entanto, têm demonstrado que a suplementação de vitamina D pode ser útil para o tratamento da dor musculoesquelética difusa em adultos.

Pesquisadores da França publicaram neste mês um estudo no European Journal of General Practice com objetivo de avaliar os efeitos da correção da deficiência de vitamina D sobre a dor DME e na qualidade de vida em adultos. O estudo prospectivo pragmático foi realizado em um ambiente de cínica geral na área de Ródano-Alpes. Os pacientes com idades entre 18 e 50 anos que consultaram seu médico de clínica geral (CG) para a dor DME ou astenia crônica inexplicável e tinham um nível sérico de vitamina D deficiente, sem sinais de qualquer outra doença, foram incluídos no estudo. Os pacientes receberam altas doses de suplementos de vitamina D (400.000 a 600.000 unidades). As pontuações médias da dor foram avaliadas antes e após a suplementação de vitamina D.

Antes de suplementação de vitamina D, este estudo coorte adulto com 49 indivíduos teve uma média de vitamina D  sérica de 9,5 ng/mL, uma pontuação da avaliação da dor média de 5,07 e uma pontuação média  da qualidade de vida de 3,55. Após a suplementação de vitamina D, os níveis séricos médios de vitamina D aumentaram para 47,2 ng/mL, a pontuação média da qualidade de vida aumentou significativamente e a pontuação média de avaliação da dor diminuiu para 2,8.

Os autores concluíram:

“Neste pequeno estudo de ‘antes e depois’, a suplementação de vitamina D diminuiu as pontuações da dor em pacientes adultos com dor musculoesquelética difusa, com deficiência de vitamina D.”

Eles solicitam por mais pesquisas para confirmar os seus resultados.

Fonte

Vitamin D supplementation for diffuse musculoskeletal pain: Results of a before-and-after study. Mar 2014.

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Novo estudo revela deficiência de vitamina D associada a diarreia, vómitos, dores de ouvido e febre

Uma nova pesquisa publicada no Pediatric Infectious Disease Journal constatou que níveis sick-teddy-bear-e1392251404118-620x412baixos de vitamina D em crianças estão associados com um risco aumentado de infecções gastrointestinais e de ouvido.

A equipe de pesquisa, liderada pelo Dr. Kathryn Thorton da Universidade Estadual de Michigan e trabalhando em conjunto com a Fundação para a Pesquisa em Nutrição e Saúde (FINUSAD), Bogotá, Colômbia, fizeram amostras dos níveis de vitamina D colhidas de 475 crianças em idade escolar na Colômbia e as seguiram por um ano escolar. Os cuidadores das crianças registraram os dias de diarreias, vômitos, febres e de dores de ouvido.

Dez por cento das crianças estavam deficientes em vitamina D (níveis menores que 20 ng/ml) e 47% estavam insuficientes (níveis entre 20 e 30 ng/ml).

Quando os pesquisadores analisaram se os níveis de vitamina D se correlacionavam em todos com as infecções, eles encontraram um aumento das taxas de diarreia, vômito, dor de ouvido e febre em crianças que eram deficientes em vitamina D em comparação com aquelas com níveis normais.

“Estes resultados sugerem que [a deficiência de vitamina D] está relacionado com o aumento da incidência de infecções gastrointestinais e de ouvido em crianças em idade escolar”, afirmaram os pesquisadores.

A equipe de pesquisa solicita futuros estudos para analisar os efeitos da suplementação de vitamina D na correção da deficiência e na redução do risco de infecções gastrointestinais e de ouvido em crianças em idade escolar.

Referências

Thornton, K. A. et al. Vitamin D deficiency associated with increased incidence of gastrointestinal and ear infections in school-age children. Pediatric infectious disease journal, 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council 

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Suplementos de vitamina D reduzem a dor em pacientes com fibromialgia

Pacientes com síndrome da fibromialgia (SFM) normalmente têm dor crônica Young Woman Holding Her Neck in Paingeneralizada e fadiga. Para aqueles com níveis baixos de vitamina D, suplementos de vitamina D podem reduzir a dor e podem ser uma alternativa de baixo custo ou um complemento a outros tratamentos, dizem os pesquisadores na edição atual da Pain.

Além de e fadiga, indivíduos com diagnóstico de fibromialgia podem apresentar distúrbios do sono, rigidez matinal, dificuldade de concentração e, ocasionalmente, sintomas mentais leves a graves, tais como ansiedade ou depressão. A condição pode ter um impacto significativo na qualidade de vida do paciente, resultando em perda de emprego e/ou retirada da vida social. Não há cura e nenhum tratamento irá abordar todos os sintomas, mas alguns sintomas podem ser aliviados por fisioterapia, terapia cognitivo-comportamental, terapia medicamentosa temporária (como amitriptilina, duloxetina, ou pregabalina) e terapias multimodais.

O calcifediol (também conhecido como calcidiol, 25-hidroxicolecalciferol, ou 25-hidroxivitamina D é um pré-hormônio produzido no fígado pela enzima colecalciferol (vitamina D3). O calcifediol é então convertido para o calcitriol (1,25-(OH)2D3), que é a forma ativa da vitamina D. A concentração sanguínea de calcifediol é considerado o melhor indicador de status da vitamina D.

Pesquisadores levantaram a hipótese de que a suplementação de vitamina D poderia reduzir o grau da dor crônica experimentada por pacientes de SFM com baixos níveis de calcifediol e também poderia melhorar outros sintomas. “Baixos níveis sanguíneos de calcifediol são especialmente comuns em pacientes com dores intensas e fibromialgia. Mas, apesar do papel do calcifediol na percepção da dor crônica ser um assunto amplamente discutido, falta-nos uma clara evidência do papel da suplementação de vitamina D em pacientes com fibromialgia, “diz o pesquisador principal Florian Wepner, MD, do Departamento de Gestão de Dores Ortopédicas, Unidade Spine, Orthopaedic Hospital, Speising, Viena, Áustria. “Estamos, portanto, preparados para determinar se o aumento nos níveis de calcifediol nestes pacientes poderia aliviar a dor e causar uma melhora geral nos distúrbios concomitantes.”

Em um ensaio clínico randomizado, 30 mulheres com SFM com baixos níveis séricos de calcifediol (abaixo de 32ng/ml) foram randomizadas para um grupo de tratamento ou de controle. A meta para o grupo de tratamento era para atingir níveis séricos de calcifediol entre 32 e 48ng/ml por 20 semanas através de suplementos orais de colecalciferol. Os níveis séricos de calcifediol foram reavaliados após cinco e treze semanas e a dose foi avaliada com base nos resultados. Os níveis de calcifediol foram medidos novamente 25 semanas após o início da suplementação, no momento em que o tratamento foi descontinuado e após mais 24 semanas sem a suplementação.

Vinte e quatro semanas após a suplementação ser interrompida, uma redução acentuada no nível de dor percebida ocorreu no grupo de tratamento. Entre a primeira e a 25a semana de suplementação, o grupo de tratamento teve uma melhora significativa em uma escala funcional de desempenho físico, enquanto que o grupo placebo permaneceu inalterado. O grupo de tratamento também pontuou melhoras significativas em um Questionário sobre o Impacto da Fibromialgia (QIF) sobre a questão da “fadiga da manhã.” No entanto, não houveram alterações significativas na depressão ou nos sintomas de ansiedade.

“Acreditamos que os dados apresentados no presente estudo sejam promissores. A SFM é muito ampla de sintomas complexos que não podem ser explicados apenas pela deficiência de vitamina D. No entanto, a suplementação de vitamina D pode ser considerada como um tratamento relativamente seguro para pacientes de SFM e uma alternativa extremamente econômica ou um complemento aos tratamentos farmacológicos dispendiosos, assim como às terapias físicas, comportamentais e multimodais “, diz Wepner. “Os níveis de vitamina D devem ser monitorados regularmente em pacientes com SFM, especialmente na temporada de inverno, e aumentados de forma adequada.”

Referências

“Effects of vitamin D on patients with fibromyalgia syndrome: A randomized placebo-controlled trial”. Fev 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte MedicalXpress

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A deficiência de vitamina D como uma causa da dor crônica: dois relatos de casos

Um estudo recém publicado na revista Palliative Medicine, conduzido por pesquisadores Antiox_nerve_pain_webde dois setores distintos da NHS Foundation Trust, no Reino Unido, relata dois casos de pacientes com dores crônicas, fazendo uso de terapia analgésica, que mostraram melhoras significativas como resultado da terapia de reposição de vitamina D. A deficiência de vitamina D é comum na população em geral e tem sido implicada como uma das causas da dor crônica.

A população de cuidados paliativos tem uma série de fatores de risco para a deficiência de vitamina D. Apresentamos dois casos de dores inexplicáveis em pacientes atendidos no ambulatório de medicina paliativa, que melhoraram após a reposição“.

O primeiro caso é de um homem de 46 anos de idade com talassemia intermédia e dores nas costas e nas perna, sem uma causa clara. O segundo caso é de uma mulher de 28 anos de idade, em tratamento para o câncer do colo do útero, cuja doença inicial e a dor abdominal relacionada ao tratamento foram resolvidos, mas, posteriormente, relatou ter dores contínuas inespecíficas.

Caso: Ambos os pacientes foram constatados terem níveis de vitamina D menores que 20 ng/mL e foram tratados com terapia de reposição. Desfecho do caso: Após a terapia de reposição de vitamina D, as dores foram resolvidas em ambos os pacientes, permitindo uma redução na terapia analgésica.

Os autores concluíram:

A prevalência da deficiência de vitamina D na população  de cuidados paliativos merece uma investigação mais aprofundada, uma vez que estes pacientes estão em risco elevado de deficiência. Havendo um grau de suspeita, principalmente naqueles pacientes com fatores de riscos conhecidos e dores que não são totalmente explicadas, poderá resultar em um melhor controle das dores e dos resultados funcionais“.

Fonte 

Vitamin D deficiency as a cause of chronic pain in the palliative medicine clinic: Two case reports. Nov 2013.

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Vitamina D pode ajudar com a dor crônica?

Você conhece alguém com dor crônica? A síndrome da dor crônica é um problema comum, dorque é um grande desafio para os profissionais de saúde por causa de sua natureza complexa de etiologia pobre e má resposta à terapia. A maioria considera a dor contínua de causa desconhecida, com duração de 3 a 6 meses como diagnóstico. Uma pessoa pode ter duas ou mais condições co-existentes de dor ou dor ampla generalizada.

Cerca de 35% dos americanos têm algum elemento de dor crônica e cerca de 50 milhões de estão parcial ou totalmente inválidos devido a algum tipo de dor crônica. Efeitos importantes sobre a vida dos pacientes são humor deprimido, fadiga, uso excessivo de medicamentos, comportamento dependente e incapacidade.

Recentemente, pesquisadores do Irã liderados pelo Dr. Mahnaz Abbasi estudaram 62 pacientes adultos com dor crônica e os trataram com 50.000 UI / semana de vitamina D3 e 1.000 mg de cálcio / dia por 12 semanas. Não houve grupo placebo.

Mahnaz Abbasi, Sima Hashemipour, Fatemeh Hajmanuchehri, Amir Mohammad Kazemifar.  Is vitamin D deficiency associated with nonspecific musculoskeletal pain? Global Journal of Health Science, Vol 5, No 1 (2013).

No início do estudo eles descobriram que 95% dos pacientes tinha níveis de menos de 20 ng/ml. Em seguida descobriram que 53 dos 62 pacientes (85,5%) com deficiência de vitamina D responderam ao tratamento proposto e as pontuações de dores diminuiram mais de 60%. Em 47 (75,8%) pacientes, a dor diminuiu completamente. Isso é certo: em três quartos dos pacientes com deficiência de vitamina D, a vitamina D “curou” as suas dores crônicas.

No ano passado, Kate Saley do Vitamin D Council escreveu sobre esta questão:

Eu escrevi sobre a dor da não tratada deficiência de vitamina D, que pode ser raquitismo adulto em alguns casos, há muitos anos, em 2003:

Newsletter: Damage from vitamin D deficiency may be massive. Posted on December 21, 2003 by John Cannell, MD

É fácil ficar desanimado com todos aqueles milhões de pessoas sofrendo e nos narcóticos. No entanto, vamos continuar alertando sobre a epidemia de deficiência de vitamina D e a dor crônica que a sua deficiência pode causar.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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A vitamina D é um potente anti-inflamatório

Vários novos estudos demonstram o poder da vitamina D em reduzir a inflamação e a dor, inflamaçãofuncionando ao nível do DNA regulando os genes para redução da inflamação. Estas informações expandem a nossa compreensão sobre vitamina D em relação à resposta imune e envia uma mensagem clara de que as pessoas com qualquer tipo de dor ou inflamação constantes deverão otimizar seus níveis de vitamina D como um aspecto chave da resolução de problemas inflamatórios.

Nós já sabíamos há algum tempo que a vitamina D era necessária para o desempenho imunológico ótimo,  combater a dor ou a gripe. Está bem estabelecido que a vitamina D é a substância mais importante em seu corpo por algo chamado de tolerância do sistema imunológico, o que significa que “o quão quente pode estar sua frigideira antes que haja grandes problemas de superaquecimento?” Esse conceito é altamente relevante para combater a infecção (muito quente significa morte ou infecção grave) bem como da dor (dor especialmente auto-imune).

Um estudo avaliou o status da vitamina D e os níveis de dores em 2.070 adultos com idades acima de 65 anos. Destes adultos, 53 por cento tiveram dor moderada a grave e todos estavam ligados ao mau status de vitamina D, uma relação que era verdadeira quando outras variáveis ​​foram levadas em conta.

Outro estudo documentou pela primeira vez, os mecanismos exatos através dos quais a vitamina D diminui a inflamação . Os pesquisadores mostram um novo receptor para a vitamina D no DNA. Quando a vitamina D pousa  sobre este receptor, então ocorre a sinalização no núcleo do gene que reduz a inflamação. Trata-se de um poderoso mecanismo anti-inflamatório mais essencial da natureza. Se uma pessoa está com falta de vitamina D, então, este receptor não pode ser ativado de uma forma otimizada, colocando a pessoa em maior risco de inflamação ampliada por qualquer problema de saúde.

Isto coloca a vitamina D juntamente com o DHA como reguladores potentes da inflamação nos níveis mais fundamentais da saúde humana. Uma vez que ambos os nutrientes são lamentavelmente em falta nos americanos, especialmente nos meses de inverno, você pensaria que as autoridades de saúde pública estariam noticiando isto. Infelizmente, o FDA odeia vitaminas e não pode suportar dizer ao público para fazer algo bom, especialmente se puder reduzir as vendas de medicamentos perigosos, com muitos efeitos colaterais.

Pessoas lutando contra dores constantes devem aumentar sua ingestão de vitamina D e verem se isso ajuda. Os níveis sanguíneos devem estar entre o máximo e o meio da faixa de normalidade e não apenas pouco acima do limite inferior do intervalo de normalidade, ou fora do intervalo na parte inferior.

Referências

Vitamin D inhibits monocyte/macrophage proinflammatory cytokine production by targeting MAPK phosphatase-1.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: WellnessResources.com

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Pesquisadores descobrem como a vitamina D inibe inflamações

Pesquisadores do National Jewish Health descobriram eventos específicos moleculares e Foto: Pesquisadores descobrem como a vitamina D inibe inflamaçõesPesquisadores do National Jewish Health descobriram eventos específicos moleculares e sinalizadores pelos quais a vitamina D inibe a inflamação. Nas suas experiências, eles mostraram que índices baixos de vitamina D, comparáveis aos índices observados em milhões de pessoas, não conseguiram inibir a cascata inflamatória, enquanto que os índices considerados adequados inibiram os sinais de inflamação."Este estudo vai além das associações anteriores de vitamina D com diversos efeitos na saúde . Ele descreve uma clara cadeia de eventos celulares, a partir da ligação do DNA, através de uma via de sinalização específica, para a redução de proteínas conhecidas por provocar inflamação", disse a autora principal Elena Goleva, professora assistente de pediatria do National Jewish Health. "Os pacientes com doenças inflamatórias crônicas, como asma, artrite e câncer de próstata, que têm deficiência em vitamina D, podem se beneficiar da suplementação de vitamina D para obter os índices de vitamina D no sangue acima de 30 nanogramas / mililitro."As atuais diretrizes nacionais sugerem que as pessoas devem manter um índice mínimo de vitamina D no sangue de 20 ng / ml, embora haja muito debate científico sobre o índice ideal. A vitamina D é conhecida pela contribuição à saúde óssea, promovendo a absorção do cálcio. Nos últimos anos, muita atenção tem sido dada aos seus possíveis benefícios imunes e inflamatórios. Baixos índices de vitamina D têm sido associados a várias doenças, incluindo asma, câncer, diabetes e artrite.No estudo atual, os pesquisadores examinaram os mecanismos específicos pelos quais a vitamina D pode atuar em vias imunes e inflamatórias. Eles incubaram células brancas sanguíneas humanas com diferentes níveis de vitamina D, em seguida, expuseram estas células a lipopolissacarídeo(LPS), uma molécula associada com as paredes das células bacterianas, que é conhecida por promover respostas inflamatórias intensas.As células incubadas sem vitamina D e em solução contendo 15 ng / ml de vitamina D produziram taxas elevados de citocinas IL-6 e TNF-a, principais agentes na resposta inflamatória. As células incubadas em 30 ng / ml de vitamina D e valores superiores mostraram resposta significativamente reduzida para os LPS. Os índices mais elevados de inibição da inflamação ocorreram a 50 ng / ml.Através de uma série complexa de experiências, os investigadores identificaram um novo local onde o receptor de vitamina D aparenta se ligar diretamente ao DNA e ativar um gene conhecido como MKP-1. MKP-1 interfere com a cascata inflamatória provocada por LPS, que inclui uma molécula conhecida como p38, e resulta em níveis mais elevados de IL-6 e TNF-a."Este recém-identificado local de ligação do DNA ao receptor de vitamina D, e as vias específicas inibidas por índices mais elevados de vitamina D fornecem um mecanismo plausível para muitos dos benefícios que têm sido associados com a vitamina D", disse o Dr. Goleva. "O fato de que nós mostramos uma resposta variada dependendo da dose utilizando índices normalmente encontrados em humanos também adiciona peso ao argumento para o papel da vitamina D em condições imunes e inflamatórias.Fonte: UOLsinalizadores pelos quais a vitamina D inibe a inflamação. Nas suas experiências, eles mostraram que índices baixos de vitamina D, comparáveis aos índices observados em milhões de pessoas, não conseguiram inibir a cascata inflamatória, enquanto que os índices considerados adequados inibiram os sinais de inflamação.

“Este estudo vai além das associações anteriores de vitamina D com diversos efeitos na saúde . Ele descreve uma clara cadeia de eventos celulares, a partir da ligação do DNA, através de uma via de sinalização específica, para a redução de proteínas conhecidas por provocar inflamação”, disse a autora principal Elena Goleva, professora assistente de pediatria do National Jewish Health. “Os pacientes com doenças inflamatórias crônicas, como asma, artrite e câncer de próstata, que têm deficiência em vitamina D, podem se beneficiar da suplementação de vitamina D para obter os índices de vitamina D no sangue acima de 30 nanogramas / mililitro.”

As atuais diretrizes nacionais sugerem que as pessoas devem manter um índice mínimo de vitamina D no sangue de 20 ng / ml, embora haja muito debate científico sobre o índice ideal. A vitamina D é conhecida pela contribuição à saúde óssea, promovendo a absorção do cálcio. Nos últimos anos, muita atenção tem sido dada aos seus possíveis benefícios imunes e inflamatórios. Baixos índices de vitamina D têm sido associados a várias doenças, incluindo asma, câncer, diabetes e artrite.

No estudo atual, os pesquisadores examinaram os mecanismos específicos pelos quais a vitamina D pode atuar em vias imunes e inflamatórias. Eles incubaram células brancas sanguíneas humanas com diferentes níveis de vitamina D, em seguida, expuseram estas células a lipopolissacarídeo(LPS), uma molécula associada com as paredes das células bacterianas, que é conhecida por promover respostas inflamatórias intensas.

As células incubadas sem vitamina D e em solução contendo 15 ng / ml de vitamina D produziram taxas elevados de citocinas IL-6 e TNF-a, principais agentes na resposta inflamatória. As células incubadas em 30 ng / ml de vitamina D e valores superiores mostraram resposta significativamente reduzida para os LPS. Os índices mais elevados de inibição da inflamação ocorreram a 50 ng / ml.

Através de uma série complexa de experiências, os investigadores identificaram um novo local onde o receptor de vitamina D aparenta se ligar diretamente ao DNA e ativar um gene conhecido como MKP-1. MKP-1 interfere com a cascata inflamatória provocada por LPS, que inclui uma molécula conhecida como p38, e resulta em níveis mais elevados de IL-6 e TNF-a.

“Este recém-identificado local de ligação do DNA ao receptor de vitamina D, e as vias específicas inibidas por índices mais elevados de vitamina D fornecem um mecanismo plausível para muitos dos benefícios que têm sido associados com a vitamina D”, disse o Dr. Goleva. “O fato de que nós mostramos uma resposta variada dependendo da dose utilizando índices normalmente encontrados em humanos também adiciona peso ao argumento para o papel da vitamina D em condições imunes e inflamatórias.

Fonte EMEDIX