A suplementação com vitaminas K e D pode reduzir a progressão da aterosclerose em pacientes com doença renal crônica

Um recente estudo randomizado controlado constatou que a suplementação de paper-heart-in-the-sky-620x414vitamina K em conjunto com a suplementação de vitamina D reduziu significativamente a progressão da aterosclerose em pacientes com doença renal crônica (DRC), mais do que a suplementação com vitamina D sozinha.

A calcificação vascular é uma medida da aterosclerose, uma doença caracterizada pela formação de placas nas paredes arteriais. Esse acúmulo estreita as artérias, restringindo o fluxo de sangue para o coração e para o cérebro, aumentando o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. A aterosclerose é uma complicação comum em pacientes com DRC e um fator de risco significativo para a doença cardiovascular e a mortalidade.

A vitamina K é um cofator da vitamina D, o que significa que ela ajuda a vitamina D a funcionar plenamente. O baixo status da vitamina D tem sido associado a um aumento do risco de aterosclerose. Os pesquisadores propuseram recentemente que a suplementação de vitamina K poderia modular os efeitos da vitamina D sobre a aterosclerose.

Tanto a vitamina K quanto a vitamina D desempenham um papel vital na regulação da mineralização das paredes arteriais. A vitamina D aumenta a expressão da proteína da matriz Gla (MGP), uma proteína que inibe a calcificação vascular. A MGP baseia-se na disponibilidade da vitamina K para atingir a plena atividade biológica. Em casos de deficiência de vitamina K, a MGP permanece inativa e está associada com a calcificação arterial.

Um estudo controlado randomizado avaliou recentemente os efeitos da suplementação de vitamina K2 em combinação com uma dose baixa de vitamina D, em comparação com a vitamina D sozinha, sobre a progressão da aterosclerose e da calcificação da artéria coronária.

Os pesquisadores registraram 42 pacientes não-diálise com DRC que estavam entre as idades de 18 e 70 anos de idade. Vinte e nove pacientes foram distribuídos aleatoriamente para receber uma dose diária oral de 90 mcg de vitamina K2 mais 400 UI de vitamina D por dia, durante cerca de 270 dias. Os treze pacientes restantes  foram designados para receber 400 UI de vitamina D.

Os pesquisadores mediram vários marcadores da aterosclerose, como o espessamento médio-intimal na artéria carótida comum (EMI-ACC) e a pontuação de calcificação das artérias coronárias (PCAC). O aumento do EMI-ACC tipicamente indica que uma maior acumulação ocorreu na artéria carótida, e o PCAC reflete a presença e extensão de placas nas artérias. Os pesquisadores também avaliaram os moduladores da calcificação, incluindo a MGP total e inativa. Estas medições foram realizadas no início do estudo e após o tratamento.

A suplementação de vitamina K2 fez reduzir a progressão da aterosclerose? Aqui está o que os pesquisadores constataram:

  • O aumento do EMI-ACC foi significativamente menor no grupo K + D, em comparação com o grupo D (P = 0,005).
  • O aumento do PCAC foi menor no grupo K + D do que o do grupo D, mas este não foi significativo (P = 0,7).
  • O nível de MGP inativo diminuiu apenas no grupo K + D.

Os pesquisadores resumiram os resultados de seus estudo,

“Isso demonstra que a progressão do EMI-ACC foi significativamente mais lenta em pacientes tratados com vitamina K2 e colecalciferol em comparação com pacientes tomando apenas vitamina D.”

Eles passaram a explicar o possível mecanismo para os efeitos positivos da suplementação de vitamina K2,

“Em nosso estudo o nível sérico da [MGP inativa] diminuiu significativamente durante a suplementação de vitamina K2. A suplementação de vitamina K2 poderia causar o aumento da [ativação] da MGP nas paredes dos vasos e pode retardar a progressão da aterosclerose.”

Embora os resultados sejam fascinantes, existem algumas limitações importantes para se reconhecer. O acompanhamento foi relativamente curto para analisar os efeitos do tratamento sobre a aterosclerose, uma doença que se desenvolve ao longo de muitas décadas. Além disso, o estudo tinha um tamanho de amostra muito pequeno. Por fim, a dosagem de vitamina D foi muito baixa.

Estudos futuros utilizando doses elevadas de vitamina D juntamente com amostras maiores e mais longos períodos de observação são necessários para entender os efeitos da suplementação  de vitamina D e de vitamina K sobre a progressão da aterosclerose em pacientes com DRC.

Referências

Effect of vitamin K2 on progression of atherosclerosis and vascular calcification in non-dialyzed patients with chronic kidney disease stage 3-5. Pol Arch Med Wewn. 2015.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Vitamina D pode melhorar o controle da asma, afirma nova pesquisa

A asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas e comum na população em geral, muitas vezes tratada com asmaglicocorticóides inalados (hormônios esteroides que reduzem a inflamação). Muitos estudos atuais tem sugerido que a vitamina D possui alguns papéis nas imunidades inata e adaptativa, assim como na redução da inflamação, e desta forma ela poderia afetar o manifestação da doença, bem como a sua gravidade e resposta aos medicamentos.

Para explorar os efeitos da suplementação de vitamina D somados aos medicamentos para o controle da doença, pesquisadores no Irã conduziram um ensaio clínico randomizado, recém publicado no Annals of Allergy, Asthma & Immunology, em 130 indivíduos com idades entre 10 a 50 anos durante um período de 24 semanas.

Dados sobre idade, sexo, índice de massa corporal, estágio de asma, IgE sérica total, histórico de rinite alérgica, dermatite atópica, alergia alimentar e urticária foram coletados. Para para avaliação da função pulmonar os parâmetros da espirometria (volume expiratório forçado em um segundo [VEF1] e razão de VEF1 para a capacidade vital forçada) foram obtidos, além da vitamina D sérica, antes após a intervenção.

Os pacientes foram divididos em dois grupos de forma aleatória. Ambos receberam as medicações para a asma, mas o grupo de intervenção recebeu também a suplementação de vitamina D (100.000 UI via intramuscular,  mais 50.000 UI por semana via oral). Os pesquisadores puderam constatar que o VEF1 foi significativamente melhor no grupo da vitamina D que no outro grupo, após 24 semanas.

Eles concluíram dizendo:

“A suplementação de vitamina D associada aos medicamentos controladores da asma poderia melhorar significativamente o VEF1 na asma persistente leve a moderada, após 24 semanas.”

Fonte

The effects of vitamin D supplementation on airway functions in mild to moderate persistent asthma. Annals of Allergy, Asthma & Immunology, 2014.

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Níveis de vitamina D e o risco de hipertensão: um estudo de randomização mendeliana

Baixos níveis de vitamina D estão associados com pressão arterial elevada em diversos estudos anteriores.  Um novo ensaio, blood-pressurepublicado na Lancet Diabetes and Endocrinology, teve como objetivo constatar se altos níveis de vitamina D causam uma diminuição do risco para a hipertensão, utilizando de uma nova abordagem.

Apesar das estudos controlados randomizados serem considerados “padrão ouro”, muitas pesquisas apontam resultados variados. Acredita-se que isso se deva, em parte, à dificuldades em se estudar o tema controlando os diversos fatores envolvidos. Por isso, os pesquisadores optaram por utilizar uma metodologia chamada de randomização mendeliana, que analisa as variações genética de funções conhecidas, correlacionando com os desfechos da doença.

Eles criaram uma base com dados de genes que afetam os níveis séricos de vitamina D, com 146.581 pessoas e puderam constatar que  cada aumento de 10% na concentração sanguínea de vitamina D foi associado com uma mudança de −0·29 mm Hg na pressão arterial diastólica, uma mudança de −0·37 mm Hg na pressão arterial sistólica e uma diminuição de 8,1% das chances de hipertensão.

Os autores concluíram dizendo:

“As concentrações plasmáticas aumentadas de 25(OH)D podem reduzir o risco de hipertensão. Esta constatação justifica uma investigação mais aprofundada em um estudo independente, similarmente desenvolvido.”

Fonte

 Association of vitamin D status with arterial blood pressure and hypertension risk: a mendelian randomisation study. Jun 2014.

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Vitamina D para a prevenção das infecções do trato respiratório superior: um estudo controlado randomizado

Pesquisadores da McMaster University, no Canadá, realizaram um ensaio controlado nocanvasrandomizado, publicado ontem no BMC Infectious Diseases, para avaliar se a suplementação de vitamina D (10.000 UI por semana) versus placebo, com e sem o uso de gargarejo, poderia prevenir a infecção do trato respiratório superior (ITRS) em estudantes universitários.

Eles recrutaram 600 alunos, divididos aleatoriamente em quatro grupos de tratamento:

  1. vitamina D com gargarejo;
  2. placebo com gargarejo;
  3. vitamina D sem gargarejo;
  4. placebo sem gargarejo.

Os estudantes então responderam a pesquisas semanais e submeteram amostras nasais auto-coletadas nos meses de setembro e outubro de 2010 ou 2011. Os participantes sintomáticos também preencheram um diário eletrônico de sintomas. Como resultado, eles puderam constatar que o tratamento com vitamina D foi associado à um risco significativamente menor de ITRS e com uma carga viral média significativamente menor.

Os autores concluíram:

“Estes resultados sugerem que a vitamina D3 seja uma intervenção promissora para a prevenção da ITRS. A vitamina D3 reduziu significativamente o risco de ITRS confirmado laboratorialmente e pode reduzir o risco de infecções clínicas.”

Fonte

Vitamin D3 and gargling for the prevention of upper respiratory tract infections: a randomized controlled trial. Maio 2014.

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O risco de hipercalcemia em negros tomando hidroclorotiazida e vitamina D

A hidroclorotiazida (HCTZ), um medicamento anti-hipertensivo eficaz frequentemente bulaprescrito para negros, reduz a excreção urinária do cálcio. Os negros têm taxas significativamente maiores de hipertensão e menores níveis de vitamina D. Assim, eles são mais propensos a serem expostos a suplementação de vitamina D e a diuréticos tiazídicos. O risco de hipercalcemia entre os negros que usam a vitamina D e a hidroclorotiazida ainda é indefinido. Um estudo recém publicado no American Journal of Medicine avaliou o risco de hipercalcemia em negros tomando hidroclorotiazida e vitamina D.

Os pesquisadores avaliaram a freqüência da hipercalcemia em usuários de HCTZ em uma análise post-hoc de um estudo duplo-cego, randomizado, de determinação de dose em 328 negros (idade média, 51 anos) atribuídos ao placebo ou a 1.000, 2.000 ou 4.000 UI de colecalciferol (vitamina D3) por dia, por 3 meses, durante o inverno. Dos 328 participantes, 84 relataram o uso de hidroclorotiazida e tiveram os níveis séricos de cálcio avaliados. Além disso, um grupo de comparação de 44 participantes inscritos que não estavam tomando hidroclorotiazida tiveram as medidas de cálcio sérico em 3 meses, mas não no início do estudo. Aos 3 meses, os participantes da hidroclorotiazida tiveram níveis mais elevados de cálcio que os participantes não hidroclorotiazida, mas apenas um participante no grupo hidroclorotiazida teve hipercalcemia. Em contrapartida, nenhum dos participantes não hidroclorotiazida teve hipercalcemia. No modelo de regressão linear, ajustada para idade, sexo, 25-hidroxivitamina D, em 3 meses e outras variáveis, somente uso de hidroclorotiazida previu níveis séricos de cálcio em 3 meses.

Os autores concluíram:

“Em resumo, a suplementação de vitamina D3 até 4.000 UI em usuários de hidroclorotiazida está associada a um aumento do cálcio sérico, mas uma baixa freqüência de hipercalcemia. Estes resultados sugerem que os participantes desta população podem usar HCTZ com até 4.000 UI de vitamina D3 por dia e experimentar uma baixa freqüência de hipercalcemia”.

Este e outros estudos demonstram que a hidrocloritiazida interfere com a excreção do cálcio e que as pessoas nesta situação devem ser cuidadosas quando à suplementação com vitamina D, pois estão em maior risco de contrair hipercalcemia. Assim se você está nesta condição, fazendo uso da hidroclorotiazida, não tome doses elevadas de vitamina D. Isso não deve desanimá-lo de tomar a vitamina D, mas sim encorajá-lo a consultar seu médico antes de fazer isso.

Fonte

Risk of Hypercalcemia in Blacks Taking Hydrochlorothiazide and Vitamin D. Fev 2014.

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Vitamina D pode diminuir o colesterol em mulheres na pós-menopausa

Muitos estudos observacionais têm sugerido que a vitamina D pode ter benefícios para a 07saúde do coração. Agora, um estudo randomizado constatou que a vitamina D parece reduzir os níveis de LDL, ou colesterol “ruim”.

Pesquisadores atribuíram aleatoriamente 576 mulheres na pós-menopausa para uma dose diária de 400 unidades de vitamina D e de 1000 miligramas de cálcio, ou placebo . Eles as acompanharam por três anos.

No final do estudo, publicado no Menopause, o grupo da vitamina D teve níveis séricos significativamente mais elevados de vitamina D e uma queda pequena, mas notável, no LDL.

Os pesquisadores fizerem o controle para os níveis iniciais de vitamina D, tabagismo, consumo de álcool e mais de 20 outras variáveis. Eles reconhecem que a amostra foi relativamente pequena e que nenhuma conclusão sobre o efeito da vitamina D na saúde cardiovascular deve ser elaborada a partir de suas descobertas. Ainda assim, dizem eles, seu design duplo-cego, randomizado e o uso de exames de sangue para os níveis de vitamina D dão ao estudo uma força considerável .

“Não temos o suficiente aqui para dizer que nós entendemos tudo”, disse o autor do estudo, Dr. Peter F. Schnatz , professor de medicina interna do Jefferson Medical College, na Filadélfia. A mudança nos níveis de LDL, disse ele, “é significativa e na direção certa, mas talvez não seja suficiente para dizer que iremos impedir as pessoas de contraírem uma doença cardíaca.”

Referências

Calcium/vitamin D supplementation, serum 25-hydroxyvitamin D concentrations, and cholesterol profiles in the Women’s Health Initiative calcium/vitamin D randomized trial. Mar 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte The New York Times

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Os benefícios da vitamina D na urticária crônica: um estudo randomizado

A urticária crônica é uma condição difícil que surge ao menos quatro vezes por semana, man-itching-hand-e1391730716220-620x412em um período não inferior a seis semanas. Embora seja comum em qualquer idade, observa-se que ocorre, em geral, na meia idade. Estudos observacionais têm associado a vitamina D com a urticária crônica, mas ainda nenhum estudo controlado randomizado havia sido realizado.

Para determinar se a suplementação de vitamina D em altas doses diminuiria as pontuações na Severidade de Sintomas da Urticária (SSU) e a carga de medicamentos em pacientes com urticária crônica, pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Nebrasca, conduziram estudo duplo-cego, prospectivo, onde 42 pacientes com urticária crônica foram randomizados para suplementação de vitamina D, para altas (4.000 UI/d) ou baixas (600 UI/d) doses, durante 12 semanas. Todos os participantes receberam uma terapia padronizada de três medicamentos (cetirizina, ranitidina, e montelucaste) e um plano de ação escrito. Após isso, os pesquisadores coletaram dados sobre a pontuação SSU, uso de medicamentos, 25-hidroxivitamina D sérica e medidas de segurança.

Como resultado, a terapia tripla de medicamentos diminuiu a pontuação total SSU em 33% na primeira semana. Houve um decréscimo adicional significativo (40%) nas pontuações totais SSU no grupo de tratamento de vitamina D de alta, mas não no de baixa dose, na semana 12. Comparado com o tratamento de baixa dose, o grupo de alta demonstrou uma tendência em direção a menores pontuações totais SSU, na semana 12, que foram impulsionadas pela redução significativa na distribuição do corpo e do número de dias com urticária. Os pesquisadores também foram capazes de observar tendências benéficas para a qualidade do sono e para as pontuações do prurido com o alto teor de vitamina D.

Os autores concluíram:

“A terapia complementar com altas doses de vitamina D3 (4.000 UI/d) pode ser considerada um imunomodulador seguro e potencialmente benéfico em pacientes com urticária crônica.”

Fonte

Beneficial role for supplemental vitamin D3 treatment in chronic urticaria: a randomized study. Fev 2014.

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Suplementos de vitamina D reduzem a dor em pacientes com fibromialgia

Pacientes com síndrome da fibromialgia (SFM) normalmente têm dor crônica Young Woman Holding Her Neck in Paingeneralizada e fadiga. Para aqueles com níveis baixos de vitamina D, suplementos de vitamina D podem reduzir a dor e podem ser uma alternativa de baixo custo ou um complemento a outros tratamentos, dizem os pesquisadores na edição atual da Pain.

Além de e fadiga, indivíduos com diagnóstico de fibromialgia podem apresentar distúrbios do sono, rigidez matinal, dificuldade de concentração e, ocasionalmente, sintomas mentais leves a graves, tais como ansiedade ou depressão. A condição pode ter um impacto significativo na qualidade de vida do paciente, resultando em perda de emprego e/ou retirada da vida social. Não há cura e nenhum tratamento irá abordar todos os sintomas, mas alguns sintomas podem ser aliviados por fisioterapia, terapia cognitivo-comportamental, terapia medicamentosa temporária (como amitriptilina, duloxetina, ou pregabalina) e terapias multimodais.

O calcifediol (também conhecido como calcidiol, 25-hidroxicolecalciferol, ou 25-hidroxivitamina D é um pré-hormônio produzido no fígado pela enzima colecalciferol (vitamina D3). O calcifediol é então convertido para o calcitriol (1,25-(OH)2D3), que é a forma ativa da vitamina D. A concentração sanguínea de calcifediol é considerado o melhor indicador de status da vitamina D.

Pesquisadores levantaram a hipótese de que a suplementação de vitamina D poderia reduzir o grau da dor crônica experimentada por pacientes de SFM com baixos níveis de calcifediol e também poderia melhorar outros sintomas. “Baixos níveis sanguíneos de calcifediol são especialmente comuns em pacientes com dores intensas e fibromialgia. Mas, apesar do papel do calcifediol na percepção da dor crônica ser um assunto amplamente discutido, falta-nos uma clara evidência do papel da suplementação de vitamina D em pacientes com fibromialgia, “diz o pesquisador principal Florian Wepner, MD, do Departamento de Gestão de Dores Ortopédicas, Unidade Spine, Orthopaedic Hospital, Speising, Viena, Áustria. “Estamos, portanto, preparados para determinar se o aumento nos níveis de calcifediol nestes pacientes poderia aliviar a dor e causar uma melhora geral nos distúrbios concomitantes.”

Em um ensaio clínico randomizado, 30 mulheres com SFM com baixos níveis séricos de calcifediol (abaixo de 32ng/ml) foram randomizadas para um grupo de tratamento ou de controle. A meta para o grupo de tratamento era para atingir níveis séricos de calcifediol entre 32 e 48ng/ml por 20 semanas através de suplementos orais de colecalciferol. Os níveis séricos de calcifediol foram reavaliados após cinco e treze semanas e a dose foi avaliada com base nos resultados. Os níveis de calcifediol foram medidos novamente 25 semanas após o início da suplementação, no momento em que o tratamento foi descontinuado e após mais 24 semanas sem a suplementação.

Vinte e quatro semanas após a suplementação ser interrompida, uma redução acentuada no nível de dor percebida ocorreu no grupo de tratamento. Entre a primeira e a 25a semana de suplementação, o grupo de tratamento teve uma melhora significativa em uma escala funcional de desempenho físico, enquanto que o grupo placebo permaneceu inalterado. O grupo de tratamento também pontuou melhoras significativas em um Questionário sobre o Impacto da Fibromialgia (QIF) sobre a questão da “fadiga da manhã.” No entanto, não houveram alterações significativas na depressão ou nos sintomas de ansiedade.

“Acreditamos que os dados apresentados no presente estudo sejam promissores. A SFM é muito ampla de sintomas complexos que não podem ser explicados apenas pela deficiência de vitamina D. No entanto, a suplementação de vitamina D pode ser considerada como um tratamento relativamente seguro para pacientes de SFM e uma alternativa extremamente econômica ou um complemento aos tratamentos farmacológicos dispendiosos, assim como às terapias físicas, comportamentais e multimodais “, diz Wepner. “Os níveis de vitamina D devem ser monitorados regularmente em pacientes com SFM, especialmente na temporada de inverno, e aumentados de forma adequada.”

Referências

“Effects of vitamin D on patients with fibromyalgia syndrome: A randomized placebo-controlled trial”. Fev 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte MedicalXpress

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Suplementos de vitamina D influenciam genes em indivíduos saudáveis, podendo impedir o câncer, doença cardíaca

Uma quantidade de pesquisas demonstra que um enorme número de pessoas está deficientes em vitamina Capsules-Fish-Oil-Glass-Container-Vitamin-DD – e que a deficiência de vitamina D pode estar associada à todos os tipos de problemas de saúde, muitos deles graves. Mas a ingestão de suplementos de vitamina D poderia ser benéfica para pessoas que aparentemente estão saudáveis? A resposta é um sonoro “Sim”.

Uma pesquisa da Boston University School of Medicine (BUSM) conclui que o aumento dos níveis sanguíneos de vitamina D poderia ter uma infinidade de benefícios importantes de saúde. O estudo, que acaba de ser publicado online na PLOS ONE, revela que, aumentar o status de vitamina D em adultos saudáveis afeta significativamente genes envolvidos com uma série de vias biológicas associadas ao câncer, doenças cardiovasculares (DCV), doenças infecciosas e doenças auto-imunes.

Embora seja verdade que estudos anteriores mostraram que a deficiência de vitamina D está associada com um maior risco para estas doenças, o novo estudo é o primeiro a fornecer evidências diretas de que a melhoria no status da vitamina D desempenha um grande papel em melhorar a imunidade e reduzir o risco de muitas doenças graves e potencialmente mortais.

A vitamina D pode ser tomada por via oral e também é sintetizada pelo organismo com a exposição ao sol. Os níveis de vitamina D no organismo de uma pessoa são medidos por um exame de sangue que mostra os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D. A deficiência de vitamina D, geralmente definida como um status de menos de 20 nanogramas por mililitro (ng/mL) de 25-hidroxivitamina D, há muito tempo tem sido reconhecida como causa de vários problemas de saúde tais como o raquitismo e outras doenças músculo-esqueléticas. Mas nos últimos anos, como Natural News tem relatado anteriormente, cientistas encontraram uma associação entre a deficiência de vitamina D e outras doenças importantes, incluindo a esclerose múltipla, o câncer de mama e a artrite reumatoide.

Para o novo estudo da BUSM, os pesquisadores conduziram um ensaio randomizado, duplo-cego envolvendo oito homens e mulheres saudáveis com idade média de 27 anos. Todos os indivíduos da pesquisa estavam deficientes ou insuficientes em vitamina D no início do ensaio. Três participantes do estudo tomaram 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia e cinco receberam 2.000 UI a cada dia por dois meses. Amostras de células brancas do sangue, parte do sistema imunológico do corpo, foram coletadas no início do período do estudo e também ao final. Além disso, uma ampla análise da expressão gênica destas amostras foi realizada. Ao todo, mais de 22.500 genes foram estudados para verificar se as suas atividades aumentariam ou diminuiriam como resultado da suplementação de vitamina D.

Os resultados do estudo mostraram que os indivíduos da pesquisa que tomaram 2.000 UI alcançaram um status de vitamina D de 34 ng/mL, que é considerado suficiente, enquanto o grupo que recebeu 400 UI alcançou um status insuficiente de 25 ng/mL. A investigação da expressão gênica descobriu que ter vitamina D suficiente no corpo provocou alterações estatisticamente significativas na atividade de 291 genes que estão relacionados com 160 vias biológicas… e essas alterações podem ser a chave na prevenção do câncer, doenças auto-imunes, doenças infecciosas e doenças cardiovasculares (DCV).

“Este estudo revela as impressões digitais moleculares que ajudam a explicar os benefícios de saúde não esqueléticos da vitamina D”, disse Michael F. Holick, PhD, MD, professor de medicina, fisiologia e biofísica na BUSM e respectivo autor do estudo, em um comunicado de imprensa. “Embora um estudo maior seja necessário para confirmar as nossas observações, os dados demonstram que a melhoria do status de vitamina D pode ter um efeito dramático sobre a expressão gênica nas nossas células imunes e pode ajudar a explicar o papel da vitamina D na redução do risco de doenças cardiovasculares, câncer e outras doenças. ”

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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A vitamina D comprovada ser muito melhor que as vacinas na prevenção de infecções da gripe

Se os cientistas descobrissem algo que funcionasse melhor que as vacinas na prevenção da74111 gripe, você pensaria que se sobressairia em toda parte, certo? Afinal, não é o objetivo de se proteger crianças e adultos da gripe?

Um ensaio clínico conduzido por Mitsuyoshi Urashima e realizado pela divisão de epidemiologia Molecular no departamento de Pediatria da Jikei University School of Medicine Minato-ku, em Tóquio descobriu que a vitamina D foi extremamente eficaz em impedir infecções da gripe em crianças. O ensaio aparece na edição do mês de março de 2010 do American Journal of Clinical Nutrition (Am J Clin Nutr (10 de março de 2010). doi:10.3945/ajcn.2009.29094)

Os resultados são de um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 334 crianças, metade das quais receberam 1.200 UIs por dia de vitamina D3. Em outras palavras, este foi um “rigoroso” estudo científico, atendendo ao padrão ouro de evidências científicas.

No estudo, enquanto 31 das 167 crianças do grupo placebo contraíram gripe ao longo da duração de quatro meses do estudo, apenas 18 das 168 crianças no grupo da vitamina D contraíram. Isso significa que a vitamina D foi responsável por uma redução absoluta de cerca de 8 por cento.

As vacinas contra a gripe, de acordo com os dados científicos mais recentes, conseguem uma redução de 1 por cento nos sintomas da gripe (http://www.naturalnews.com/029641_vaccines_junk_science.html).

Isto significa a vitamina D parece ser 800% mais eficaz que as vacinas na prevenção de infecções da gripe em crianças.

Para continuar a sustentar isto, o que realmente precisaria ser feito é um ensaio clínico diretamente comparando os suplementos de vitamina D com as vacinas contra a gripe com quatro grupos totais:

Grupo #1 recebe um placebo de vitamina D
Grupo #2 recebe vitamina D real  (2.000 UIs por dia)
Grupo #3 recebe uma injeção de vacina contra a gripe
Grupo #4 recebe uma injeção inerte

Os grupos 1 e 2 devem ser randomizado e duplo cegos, enquanto grupos 3 e 4 também devem ser randomizados e duplo cegos. Os resultados revelariam a eficácia comparativa da vitamina D versus a vacina contra a gripe.

Infelizmente, tal experimentação nunca será realizada porque os empurradores de vacinas já sabem que este ensaio iria mostrar suas vacinas serem praticamente inúteis. Assim eles não submetem as vacinas a qualquer ciência real que as compare com a vitamina D.

A vitamina D também reduziu significativamente a asma em crianças

Voltando ao estudo, outro resultado fascinante do ensaio é que, se você retirar do estudo crianças que já estavam recebendo vitamina D pelos pais, para a observar apenas as crianças que iniciaram sem a suplementação de vitamina D antes do início da experimentação, os resultados parecem ainda melhores visto que a vitamina D reduziu o risco relativo de infecções em quase dois terços.

Mais de seis em cada dez crianças normalmente teriam sido infectadas com a gripe, em outras palavras, estavam protegidas pela suplementação de vitamina D.

Também revelado no estudo: a vitamina D suprimiu fortemente os sintomas da asma. Em crianças com um diagnóstico anterior de asma, 12 das quais não receberam nenhuma vitamina D sofreram ataques de asma. Mas no grupo da vitamina D, apenas 2 crianças.

Embora o tamanho deste subconjunto de amostra seja pequeno, ele oferece ainda mais evidências de que a vitamina D previna o ataque de asma em crianças e isso é inteiramente consistente com as evidências anteriores sobre a vitamina D, que mostram que ela seja um poderoso nutriente para a prevenção da asma.

Os empurradores de vacinas não são seguidores da ciência real

Agora, dado que a vitamina D3 mostre um efeito tão poderoso na prevenção da influenza – com 800% de aumento da eficácia sobre vacinas – não deveriam os funcionários, médicos e autoridades de saúde do CDC estarem correndo para recomendar a vitamina D antes da temporada de gripe chegar?

É claro que eles deveriam. Mas eles não irão. Porque para eles, não se trata realmente de prevenção da gripe e nunca se tratou. As campanhas para empurrar as vacinas se interessam primariamente em usar a gripe como um pretexto para vacinar mais pessoas independentemente destas vacinas serem úteis (ou seguras).

Mesmo que a vitamina D ofereça 100% de proteção contra todas as infecções da gripe, eles ainda assim não recomendariam.

Por quê? Porque eles categoricamente não acreditam em nutrição! Ela contraria a programação de suas escolas de medicina que diz que os nutrientes são inúteis e só de medicamentos, vacinas e números de cirurgia como medicina real.

Os empurradores de vacinas, você vê, não são seguidores da ciência real. Você poderia publicar uma centena de estudos provando como a vitamina D é muitas vezes mais eficaz  que as vacinas e eles ainda não a recomendariam.

Eles são promotores de dogmas médicos em vez de soluções reais para os pacientes. Eles promovem as vacinas porque… bem… isso é o que eles sempre promoveram e isso é o que seus colegas promovem. E como pode tanta gente inteligente estar errada, afinal?

Mas esta é a história da ciência: muitas pessoas realmente inteligentes acabam por estarem erradas em uma base regular. Essa é geralmente a forma como a ciência avança, a propósito: uma nova ideia desafia uma hipótese antiga e depois de todos os defensores da antiga ideia (errada) morrerem, a ciência consegue avançar lentamente seu caminho contra os gritos e interrogações de uma determinada resistência dogmática.

Esta atitude é flagrantemente refletida em uma citação do Dr. John Oxford, professor de virologia da Queen Mary School of Medicine, em Londres, cuja reação para este estudo foi: “Este é um estudo oportuno. Ele será observado por cientistas. Ele se adapta com os padrões sazonais da gripe. Há uma base crescente de ciência sólida que tornam credíveis os relatos da vitamina D. Mas este estudo precisa ser replicado. Se confirmado poderíamos pensar em dar vitamina D ao mesmo tempo em que se vacina.” (http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/scotland/article7061778.ece)

Você notou sua observação final? Ele não estava sequer considerando a ideia de que vitamina D pudesse substituir as vacinas. Em vez disso, ele está assumindo a vitamina D só teria valor se dada juntamente com as vacinas!

Você vê isso na indústria do câncer, também, com nutrientes e ervas anti-câncer. Sempre que um nutriente anti-câncer ganha a imprensa (que não é muito frequente), os médicos de câncer irão dizer coisas do tipo, “bem, isso pode ser útil para dar a um paciente após a quimioterapia…”, mas nunca como um substituto para a quimioterapia, você vê.

Muitos médicos tradicionais e cientistas médicos são simplesmente incapazes de pensar fora dos limites em que seus cérebros têm sido impelidos através de anos de deseducação nas escolas médicas. Quando eles veem evidências contrárias ao que eles ensinaram, eles tolamente as rejeitam.

“O fato de uma opinião ter sido amplamente guardada não é prova alguma de que não seja totalmente absurda; na verdade tendo em vista a burrice da maioria da humanidade, uma crença generalizada é mais provável que seja tola do que sensata.” -Bertrand Russell

Revistas médicas como guardiãs da ignorância

Revistas médicas em grande parte não funcionam como faróis da verdade científica, mas como defensoras de dogmas pseudocientíficos. Para ter seu artigo publicado na maioria das revistas, seu trabalho deve atender às expectativas e crenças do editor da revista. Assim, o avanço do conhecimento científico, refletido em cada revista é limitado às crenças atuais de apenas uma pessoa – o editor desse Jornal.

Uma pesquisa verdadeiramente pioneira que desafie o status quo quase sempre é rejeitada. Somente os trabalhos que confirmem as crenças atualmente abertas da equipe editorial do jornal são aceitos para publicação. Esta é uma razão pela qual a ciência médica, em especial, avance tão lentamente.

Estudos que mostram a vitamina D como sendo mais eficaz que as vacinas raramente verão a luz do dia na comunidade científica. É o grande mérito do American Journal of Clinical Nutrition, de fato, que aceitou a publicação deste trabalho realizado por Mitsuyoshi Urashima. A maioria das revistas médicas não ousaria tocá-lo porque questiona as crenças status quo sobre as vacinas e a gripe.

Revistas médicas, você vê, são em grande parte financiadas pela indústria farmacêutica. E a Big Pharma não quer ver quaisquer estudos emprestando credibilidade às vitaminas, independentemente de seu mérito científico. Mesmo que a vitamina D pudesse economizar bilhões de dólares à América em redução dos custos de saúde (que pode, na verdade), eles não querem que a vitamina D receba qualquer apoio científico que seja, porque as empresas farmacêuticas não podem patentear a vitamina D. Está prontamente disponível a todos por meros tostões ao dia.

Com o tempo, ela será reconhecida como superior às vacinas para a gripe sazonal, mas por agora, todos temos que sofrer sob a tola propaganda de uma indústria que abandonou a ciência e agora cultua uma agulha.

Referências

“Randomized trial of vitamin D supplementation to prevent seasonal influenza A in schoolchildren” Autores: Mitsuyoshi Urashima, Takaaki Segawa, Minoru Okazaki, Mana Kurihara, Yasuyuki Wada e Hiroyuki Ida

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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