A vitamina D e a memória de longo prazo na esclerose múltipla

Os distúrbios de memórias são uma queixa cognitiva freqüente entre os pacientes com memory-1024x1024esclerose múltipla (EM). Uma pesquisa recente sobre a demência sugeriu um papel benéfico para a vitamina D no funcionamento da memória de longo prazo. Embora dados sugiram efeitos benéficos da vitamina D para as deficiências físicas da EM, não se sabia até o momento se a vitamina D poderia beneficiar sequelas cognitivas.

Pesquisadores do programa de neurociência do Bates College, em Lewiston e do Central Maine Medical Center Neurology, em Auburn, examinaram a relação entre os níveis séricos de vitamina D e o desempenho em testes verbais e não verbais de memória de longo prazo, em pacientes com EM.

Uma amostra de 35 adultos com EM remitente-recorrente completou testes cognitivos e análises dos níveis séricos de vitamina D (25[OH]D). A avaliação da memória utilizou testes neuropsicológicos clinicamente estabelecidos com vários formatos para determinar se os níveis de vitamina D foram associados com a memória durante as diferentes condições de demandas de recuperação. O funcionamento intelectual e o humor também foram avaliados para controle de potenciais fatores de confusão.

Como resultado, os níveis de vitamina D foram associados positivamente com o desempenho em testes de recordação imediata e tardia do teste de Figuras Complexas de Rey, efeitos que se mantiveram após o controle de inteligência e de duração da doença. Os níveis de vitamina D não foram associados com o humor, inteligência ou com o desempenho da memória verbal no Califórnia Verbal Learning Test, segunda edição.

“Maiores níveis de vitamina D foram associados com um melhor desempenho não-verbal da memória de longo prazo na EM, particularmente em condições quando nenhuma ajuda foi dada para a recuperação. Estes resultados complementam a literatura sobre os efeitos neuro-protetores da vitamina D e sugerem que a vitamina D seja um adjuvante útil para o tratamento da esclerose múltipla”, concluíram os autores.

Fonte

Vitamin D and long-term memory in multiple sclerosis. Set 2013.

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Níveis de vitamina D associados com a atividade e a progressão da esclerose múltipla

Níveis de vitamina D parecem estar associados com a atividade da doença em Brain-Puzzle-e1380223543738-620x375pacientes com esclerose múltipla (EM) e uma taxa mais lenta da progressão da doença, de acordo com um estudo realizado por Alberto Ascherio, MD, Dr.PH, da Harvard School of Public Health, Boston, e colegas.

A EM é uma causa comum de incapacidade neurológica e o status da vitamina D pode estar relacionado com o processo da doença, de acordo com a plano de fundo do estudo.

Os pesquisadores examinaram se a concentração sanguínea de 25-hidroxivitamina D (25[OH]D), um marcador do status da vitamina D, foi associada com a atividade e a progressão da doença EM em pacientes com um primeiro episódio sugestivo de EM.

Os níveis sanguíneos de 25[OH]D foram medidos como parte de um ensaio clínico randomizado originalmente concebido para estudar pacientes que receberam tratamento de interferon beta-1b. Um total de 465 pacientes (dos 468 inscritos) tiveram ao menos uma medição de 25[OH]D. Os pacientes foram acompanhados por até cinco anos, com ressonância magnética.

Aumentos de 20 ng/mL nos níveis sanguíneos médios de 25[OH]D dentro dos primeiros 12 meses parecem estar associados com um risco 57 por cento menor de novas lesões cerebrais ativas, 57 por cento menor risco de recaídas, 25 por cento menor crescimento anual do volume das lesões T2 e 0,41 por cento menor perda anual no volume cerebral dos 12 aos 60 meses.

“Entre os pacientes com EM tratados principalmente com interferon beta-1b, os baixos níveis de 25[OH]D no início do curso da doença é um forte fator de risco para a atividade e progressão da EM no longo prazo”, conclui o estudo.

Referências

“Vitamin D as an Early Predictor of Multiple Sclerosis Activity and Progression”. Jan 2014

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte EurekAlert

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A exposição solar e o risco de esclerose múltipla na Noruega e na Itália: estudo

Um novo estudo multinacional, publicado online este mês na revista Multiple Sclerosis 201301251020Journal, teve o objetivo de estimar a associação entre a esclerose múltipla (EM) e as medidas de exposição ao sol em períodos etários específicos na Noruega e na Itália.

Um total de 1.660 pacientes com esclerose múltipla e 3.050 controles da Itália e da Noruega, que participaram do estudo caso-controle (EnvIMS) informaram hábitos solares durante a infância e a adolescência.

Como resultado os autores constataram uma associação significativa entre atividades ao ar livre no verão menos frequentes e um aumento no risco de EM na Noruega e na Itália. A associação foi mais forte entre as idades de 16 e 18 anos na Noruega  e entre o nascimento e 5 anos de idade na Itália. Na Itália, uma associação significativa também foi encontrada durante o inverno. O uso freqüente de filtros solares entre o nascimento e a idade de 6 anos foi associado com a EM na Noruega após ajuste para atividades ao ar livre, durante o mesmo período. Cabelos ruivos e loiros também foram associados com a EM após o ajuste para atividades ao ar livre e uso de protetores solares.

Em conclusão os autores afirmaram:

“A convergência  de evidências de diferentes medidas ressalta os efeitos benéficos da exposição solar sobre o risco da esclerose múltipla”.

Fonte

“Sun exposure and multiple sclerosis risk in Norway and Italy: The EnvIMS study”. Jan 2014.

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Vitamina D e distúrbios cerebrais

Em um editorial publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores flat-tire-e1380066411244-620x413afirmam que há evidências convincentes que a deficiência de vitamina D afeta negativamente o desenvolvimento do cérebro do feto e agrava a progressão de distúrbios cerebrais em adultos.

A última década assistiu a uma onda de pesquisa que investiga o papel da vitamina D na função cerebral. A evidência empírica é constituída por:

  • Uma ligação clara entre a vitamina D e função do cérebro a partir de estudos in vitro e em animais
  • Resultados de estudos populacionais
  • Resultados de um pequeno número de ensaios clínicos randomizados ( ECR )

A partir deste conjunto de pesquisas, os autores concluem que há evidências de que a deficiência de vitamina D no útero seja um fator causal em desordens do desenvolvimento neurológico, como a esquizofrenia. “A ausência de vitamina D priva o cérebro em desenvolvimento de um sinal esperado”.

Em contraste, a deficiência de vitamina D em adultos é pouco provável de causar uma desordem cerebral em si, mas sim agrava-la uma vez que ela comece. A esclerose múltipla, a demência e a depressão são doenças complexas provenientes de uma combinação de fatores de risco, incluindo a deficiência de vitamina D, mas depois de terem começado há evidências emergentes de que a suplementação de vitamina D possa interromper ou limitar a sua progressão.

Um estudo emocionante, recentemente publicado no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que a suplementação de vitamina D ajudou a retardar a progressão da doença de Parkinson (DP). Embora a vitamina D não cure o Parkinson, os integrantes do grupo de placebo viram um constante agravamento dos seus sintomas em comparação com os do grupo de tratamento. Nós blogamos sobre o estudo aqui.

Parkinson é uma desordem neurológica que afeta o controle muscular e o equilíbrio. Ela está associada com a perda de células nervosas produtoras de dopamina. Recentemente, os cientistas descobriram que o receptor de vitamina D é mais fortemente expresso em áreas ricas em dopamina do cérebro, o que poderia explicar os efeitos neuroprotetores da vitamina D na progressão do Parkinson.

Em conclusão, mais e mais pesquisas continuam a mostrar um efeito neuroprotetor da vitamina D no desenvolvimento e na progressão de uma variedade de desordens do cérebro. Embora a investigação nesta área da neurologia esteja em sua infância, ela oferece ainda uma outra razão para otimizar o seu nível de vitamina D, especialmente se você estiver grávida ou diagnosticado com um distúrbio cerebral.

Tradução Ana Claudia Domene Ortiz

Fonte Vitamin D Council

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Novo estudo animal descobre como a vitamina D pode funcionar na esclerose múltipla

Pesquisadores da Johns Hopkins Medicine descobriram que a vitamina D impede as lab-researchers-e1386721905316-620x418células imunológicas prejudiciais de chegarem ao sistema nervoso central, possivelmente explicando como a vitamina D poderia ser benéfica na esclerose múltipla.

Pesquisas têm demonstrado uma associação entre a vitamina D e esclerose múltipla (EM) já há algum tempo. Os cientistas originalmente viram a conexão quando notaram um aumento da prevalência da EM mais longe do equador. Nós temos um blog visual cobrindo este tópico. Mais recentemente, tem havido algumas pesquisas clínicas mostrando que a  vitamina D pode ajudar a prevenir ou a tratar alguns aspectos da EM.

No presente estudo, os pesquisadores queriam dar uma olhada mais de perto nos  possíveis mecanismos de como a vitamina D poderia funcionar na EM. Então, eles deram a roedores com uma forma animal de EM altas doses de vitamina D.

Pessoas e animais com esclerose múltipla têm células T que deficientemente afetam o sistema nervoso central. Neste estudo, após os pesquisadores darem aos roedores quantidades elevadas de vitamina D, eles ainda notaram grandes quantidades de células T no sangue. No entanto, curiosamente, estas células T não estavam acessando o sistema nervoso central em grande número como elas geralmente o fazem na EM. Os pesquisadores observaram que os roedores na vitamina D tiveram menos células T em seus cérebros ou medula espinhal.

“A vitamina D pode retardar um processo de produção de uma substância pegajosa que permite que as células T se agarrarem às paredes dos vasos sanguíneos, o que permite que as células T permaneçam na circulação e as impeçam de migrarem para o cérebro”, disse a líder do estudo Dra. Anne Gocke.

Além disso, os pesquisadores constataram que, após a retirada da vitamina D, a chance de uma recaída da EM aumentou nos roedores.

“A coisa mais importante é que a forma como a vitamina D funciona nas células T nos camundongos é a mesma maneira de como ela funciona nas pessoas,” afirmou a Dra. Gocke.

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Exposição solar melhora tremendamente os sintomas da EM – pesquisa

O aumento da exposição à luz solar pode ajudar a aliviar a depressão e a fadiga associadas Asian-Woman-Suncom a esclerose múltipla (EM) e até mesmo reduzir o nível geral de incapacidade causada pela doença, sugere pesquisa.

Pesquisas anteriores tem associado tanto a deficiência de vitamina D quanto níveis mais baixos de exposição desprotegida ao sol à um risco maior de desenvolver EM. Da mesma forma, outros estudos têm associado níveis mais baixos de vitamina D à taxas mais elevadas de depressão. Pelo motivo da depressão, juntamente com ansiedade, a fadiga e o comprometimento cognitivo serem sintomas comuns e potencialmente incapacitantes da EM, pesquisadores do Maastricht University Medical Center na Holanda realizaram recentemente um estudo para examinar a relação entre estes fatores distintos. O estudo foi publicado recentemente na revista Acta Neurologica Scandinavica.

Os pesquisadores acompanharam 198 pacientes de EM por uma média de 2,3 anos. Duas vezes por ano os participantes relataram em seus níveis de exposição ao sol e os pesquisadores mediram níveis sanguíneos de vitamina D dos participantes e avaliaram os participantes em relação à depressão, ansiedade e fadiga. Uma vez por ano, os participantes foram avaliados em relação ao comprometimento cognitivo.

Os pesquisadores descobriram que níveis mais elevados de exposição ao sol foram significativamente associados com baixos níveis de depressão e fadiga. Notavelmente, embora também tenham encontrado uma associação entre níveis mais elevados de vitamina D e menores níveis de fadiga e depressão, esta associação desapareceu após o ajuste para a influência da luz solar. Assim, os pesquisadores concluíram que é a exposição a níveis de luz solar e não vitamina D que levam à melhora nos sintomas de depressão e fadiga entre os pacientes de EM.

Devido aos dos níveis de vitamina D encontrados no estudo serem todos relativamente baixos, os pesquisadores não descartaram o fato de que níveis mais elevados possam levar a melhorias na depressão e na fadiga.

Nenhuma associação foi encontrada entre os níveis de exposição solar ou de vitamina D e os níveis de ansiedade ou de transtornos cognitivos.

A luz do sol melhora mais que o humor

Outro estudo recente sugere que, para alguns pacientes de EM, a exposição à luz solar também pode reduzir o risco de incapacidades. O estudo foi baseado em uma pesquisa determinada à 1.372 pessoas cadastradas pela Flemish MS Society na Bélgica. Os participantes relataram sua exposição ao sol, tipo de pele e sintomas de incapacidades relacionados com a EM. Os pesquisadores atribuíram à cada participante uma pontuação na Escala Expandida do Estado de Incapacidade, com uma pontuação de 6.0 ou superior indicando incapacidade. Uma pontuação de 6.0 indica uma incapacidade de andar sem ao menos algum apoio.

Os pesquisadores descobriram que entre pessoas com EM surto-remissão (EMSR), aquelas que “sempre” usavam protetores solares foram 1,8 vezes mais propensas a sofrerem de incapacidades que aquelas que “às vezes” ou “nunca” usavam protetores solares. Da mesma forma, pacientes EMSR cujas exposições ao sol eram iguais ou maiores que a população sem EM foram 30 por cento menos propensos a sofrerem de incapacidades.

Os pesquisadores também descobriram que, entre os participantes com EM primária  progressiva (EMPP), aqueles que relataram “sensibilidade ao sol”, desde o nascimento eram 1,8 vezes mais propensos a sofrerem de incapacidades que aqueles que não tiveram sensibilidade ao longo da vida. Sensibilidade ao sol foi definida como sendo capaz de passar apenas 30 minutos ou menos ao sol sem se queimar.

É claro que tais pesquisas não provam que a exposição ao sol seja uma causa direta de menor incapacidade relacionada à EM, ou que a tal exposição seria igualmente benéfica à todos os pacientes de EM. No entanto, dada a prevalência generalizada de deficiência e insuficiência de vitamina D, um número crescente de médicos está recomendando agora que as pessoas tentem aumentar a quantidade de tempo que elas passam expondo sua pele desprotegida à luz solar. Para as pessoas de pele clara, um mínimo de 15 a 30 minutos por dia de sol no rosto e nas mãos são recomendados, enquanto as pessoas com peles mais escuras podem precisar de muito mais exposição.

Referências:

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Novo estudo: O papel da vitamina D na saúde e nas doenças do sistema nervoso

A vitamina D e os seus metabólitos têm numerosos papéis em matéria de saúde e de kopfschmerz / migränedoenças do sistema nervoso. Modelos animais têm sido fundamentais na contribuição para nosso conhecimento e entendimento das consequências da deficiência de vitamina D no desenvolvimento do cérebro e suas implicações para as doenças psiquiátricas e neurológicas adultas.

A execução in vitro  e dados de modelo animais fornecem evidências convincentes de que a vitamina D tenha um papel crucial na proliferação, diferenciação, neurotropismo, neuroproteção, neurotransmissão e na neuroplasticidade. A vitamina D exerce a suas funções biológicas não somente pelos processos celulares diretamente influenciados, mas também influenciando a expressão gênica através de elementos responsivos à vitamina D.

Neste estudo, publicado este mês na revista Neuropathology and Applied Neurobiology, os pesquisadores do Departamento de Neurociências Clínicas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, liderados por Gabriele De Luca, PHD, MD, fizeram uma revisão destacando as evidências epidemiológicas, neuropatológicas, experimentais e genéticas moleculares implicando a vitamina D como uma candidata para influenciar a susceptibilidade a uma série de doenças neurológicas e psiquiátricas.

Os autores resumem:

“A força das evidências varia entre esquizofrenia, autismo, doença de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica, doença de Alzheimer e é especialmente forte para a esclerose múltipla.”

Fonte

Review: The role of vitamin D in nervous system health and disease. Agosto de 2013.

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Estudo constata que tratamento para EM aumenta a produção de vitamina D

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Menzies na Tasmânia descobriram que um dos 1862_paper_sun_and_cloudsprincipais tratamentos para a esclerose múltipla (EM) pode aumentar a quantidade de vitamina D que os pacientes  produzem quando expostos ao sol.

O estudo publicado no Neurology descobriu que os pacientes que tomam interferon beta (IFN-β) para o tratamento da EM apresentaram maiores níveis de vitamina D em relação àqueles que não utilizam nenhum tratamento ou de outras formas de tratamento.

Os pesquisadores incluíram dados de 178 pessoas com EM vivendo no sul da Tasmânia que participaram do Estudo Longitudinal de EM (2002 a 2005). Os níveis de vitamina D dos participantes foram medidos duas vezes por ano, juntamente com questionários abordando o status do tratamento do IFN-β.

Os pesquisadores constataram que os pacientes com IFN-β produziam quase três vezes 25(OH)D por hora de exposição ao sol em comparação com pacientes sem IFN-β.

“O aumento da vitamina D foi devido a um aprimoramento da associação entre o sol e a vitamina D, em quantidades similares de exposição ao sol sobre aqueles que não tomaram o interferon beta”, disse o autor Dr. Niall Stewart.

Os autores também descobriram que os participantes com níveis suficientes de vitamina D em tratamento com IFN-β  tiveram um risco menor de reincidência, quando comparados a pacientes com níveis insuficientes de vitamina D.

Os autores concluem,

“A terapia do IFN-β  está associada a uma maior produção de vitamina D pela exposição solar, o que sugere que parte dos efeitos terapêuticos do IFN-β em recaídas da EM pode ser por meio da modulação do metabolismo da vitamina D. Estes achados sugerem que pessoas sendo tratadas com IFN-β deveriam ter o status de vitamina D monitorados e mantidos na faixa de suficiência. “

Referências

Stewart N, et al. Interferon-β and serum 25-hydroxyvitamin D interact to modulate relapse risk in MS. Neurology. June 2012.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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O uso da vitamina D para tratamento da esclerose múltipla

Que a vitamina D é de grande importância para o organismo todos nós já sabemos. cicero-coimbraDevido ao seu poder para combater a pressão alta, controlar o peso e afastar o risco de tumores, além de ser essencial para prevenir e tratar osteoporose, por estimular a absorção de cálcio, a vitamina D já se tornou um dos nutrientes da longevidade saudável. Mas ela também vem sendo usada – e com sucesso – para tratar pacientes com o diagnóstico de esclerose múltipla, doença autoimune e degenerativa. A proposta da terapia é do neurologista e professor doutor Cícero Galli Coimbra (Cremesp 55714), do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com ele, mais de 800 portadores da doença estão recebendo doses do composto.

“Os efeitos positivos da vitamina D no tratamento de doenças autoimunes, incluindo a esclerose múltipla, são inegáveis. Mas as doses de suplementação devem ser definidas individualmente, levando em consideração diversos fatores. Portanto, o tratamento deve ser realiza do sempre sob supervisão médica, com o devido acompanhamento laboratorial”, alerta Coimbra, que ressalta que, hoje, vários especialistas já trabalham com essa terapia.

O médico criou, em 2011, com pacientes, a ONG Instituto de Autoimunidade, cujos objetivos principais são difundir as bases científicas do atendimento e viabilizar, mediante futuro apoio de órgãos públicos e entidades privadas, o atendimento médico gratuito aos portadores de baixa renda. Coimbra lembra que os pacientes tratados com a suplementação de vitamina D apresentam um nível normal de qualidade de vida, mantendo-se livres das agressões do sistema imunológico, podendo ser considerados ex-portadores da doença.

A vitamina D, ou colecalciferol, é, na realidade, considerada um pré-hormônio no meio científico, pois é transformada em diversas células no hormônio calcitriol, capaz de modificar 229 funções biológicas no organismo. “O tratamento, por via oral, desde que em doses fisiologicamente realistas, próximas daquelas obtidas pela exposição solar abundante, tem baixo custo e alta efetividade; mostra-se capaz de manter os pacientes sem os prejuízos físicos, psíquicos e sociais relacionados às doenças autoimunes, além de promover a regressão potencialmente completa de sequelas recentemente adquiridas, o bem-estar e a autoconfiança do paciente”, comenta o médico.

Coimbra enfatiza que não se trata de um tratamento alternativo, mas de reconstituir o mecanismo desenvolvido pela própria natureza, com o objetivo de evitar a agressão autoimunitária contra o próprio organismo. Segundo ele, cerca de 70% dos portadores de esclerose múltipla apresentam níveis muito baixos de vitamina D e, muito provavelmente por isso, apresentam mais surtos neurológicos. Em seu entender, essa estatística deveria servir para orientar os médicos a prescreverem a substância.

O especialista também aconselha aos pacientes a exposição pelo menos 10 minutos por dia, à luz solar, para ajudar o organismo a obter a vitamina. A vitamina D é produzida pelo próprio organismo, com o auxilio da luz solar. Quando a pessoa se expõe ao sol, os raios ultravioleta são absorvidos e atuam com o colesterol, transformando-o num precursor da vitamina D, que atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue, por meio do aumento ou da diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A substância viabiliza a deposição de cálcio nos ossos. Também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio, evitando a ocorrência de problemas comportamentais e psiquiátricos graves, como o autismo.

Coimbra explica que hoje já se sabe cientificamente que a deficiência de vitamina D está associada à possível ocorrência e gravidade de virtualmente todas as doenças ou manifestações autoimunitárias, incluindo, além da esclerose múltipla, a neurite óptica, a doença de Devic e a doença de Guillain-Barré, entre outras. Também estão associadas à deficiência da vitamina outras doenças, como câncer, hipertensão, diabete da maturidade e infertilidade, entre outras.

“Existem hoje inúmeras fontes científicas que evidenciam a necessidade ética de não permitir que pessoas, portadoras ou não dessas doenças ou distúrbios, sejam mantidas com deficiência de vitamina D. Isso porque milhares de pessoas jovens, portadoras de esclerose múltipla, ficam cegas e paraplégicas apenas por falta de uma substância que poderia ser administrada sob a forma de gotas, em uma única dose diária, o que lhes devolveria a perspectiva certa de uma vida normal”, resume.

Fonte: Revista Longevidade em Foco

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Revertendo a esclerose múltipla com a paleodieta, aumentando a vitamina D e evitando aditivos artificiais

A esclerose múltipla é uma doença crônica, degenerativa dos nervos no cérebro e na coluna paleovertebral. A doença faz com que o corpo ataque uma substância isolante em torno das células nervosas chamada mielina. Quando a mielina é danificada, a função dos nervos se deteriora, resultando em desequilíbrio muscular, fraqueza ou perda de coordenação, perda de visão e tremores. As pesquisas agora mostram que a doença pode ser revertida através da adoção da paleodieta (principalmente carne, vegetais e nozes), otimizando os níveis de vitamina D e evitando ingredientes artificiais, especialmente o aspartame.

Compreende-se agora que os fatores ambientais, nomeadamente a dieta, desempenham um papel importante no desenvolvimento da doença degenerativa. A paleodieta, consistindo de orgânicos, carnes alimentadas com capim, legumes, alimentos fermentados e nozes, é repleta de nutrientes que protegem o sistema nervoso e imunológico. A paleodieta é rica em vitaminas do complexo B, iodo e ômega-3 os ácidos graxos (EPA e DHA com base animal) que suportam a função mitocondrial e o crescimento e reparação da mielina.

O que acrescentar

Outro nutriente vital, a vitamina D, é fundamental não só para prevenir doenças do coração, câncer e outras doenças do estilo de vida, mas também para prevenção e cuidados da EM. Uma nova pesquisa mostrou que o mês do nascimento de um bebê, assim como os níveis de vitamina D da mãe estão envolvidos nos riscos futuros de EM na criança. O estudo demonstra que aqueles que nasceram após os meses de inverno, em abril ou maio foram significativamente mais propensos a terem a doença em relação àqueles que nasceram após os meses ensolarados do verão, em outubro ou novembro.

Este estudo, em conjunto com muitos outros estudos que confirmam o risco de EM diminui quanto mais próximo você viver do equador (e vice-versa), demonstram uma ligação entre os níveis de vitamina D e os riscos de desenvolvimento de esclerose múltipla. O mecanismo por trás dos efeitos protetores da vitamina D  estão relacionados com a sua regulação dos mensageiros químicos, citocinas, que modulam o sistema imunitário e inflamação no corpo.

O que remover

Enquanto suporta o corpo com todos os nutrientes benéficos, é igualmente importante se remover da dieta os aditivos artificiais, em especial o aspartame. O aspartame é constituído por ácido aspártico e uma molécula sintética fenilalanina ligada a um grupo metilo. O metanol é o que faz o gosto doce do aspartame. A ligação que mantém o grupo metilo à fenilalanina se rompe facilmente a temperaturas superiores a 85 graus. Uma vez separados, o metanol pode viajar dentro de qualquer célula do corpo. Em algumas células (como as células do coração e do fígado) ele pode, posteriormente, ser dividido em formaldeído, uma toxina que pode atravessar as barreiras sangue-cérebro e placentárias.

Álcool-desidrogenase é uma enzima que converte o metanol em formaldeído no citoplasma da célula. Isto pode acontecer até mesmo próximo ao núcleo, onde o formaldeído pode facilmente danificar o DNA. Cada animal tem estruturas celulares chamadas peroxissomos que quebram as moléculas tóxicas, como formaldeído, exceto para os seres humanos. Na verdade, apenas o álcool pode impedir a metabolização de metanol, sendo potencialmente correlacionado com estudos que demonstram o consumo moderado de álcool tem efeitos benéficos para a saúde. No entanto, ingestão de aspartame resulta em metanol e formaldeído tóxico no interior das células do cérebro e em todo o corpo, causando a destruição do sistema nervoso, tecido do cérebro e do sistema imunológico.

Todos os aditivos, edulcorantes, aromatizantes, conservantes e corantes têm sido associados com distúrbios de saúde mental e do sistema nervoso, como a esclerose múltipla. Evitar alimentos processados ​​vai ajudar a reduzir os riscos da doença. Para aqueles com EM, evitando estes alimentos tóxicos, enquanto se alimenta com alimentos do tipo paleolítico e obtendo mais vitamina D ajudará a prevenir o desenvolvimento da doença e permitir que o corpo se cure naturalmente.

Referências

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/11/121127154215.htm
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19667017
http://www.thelancet.com
http://www.foodconsumer.org

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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