Níveis maternos de vitamina D e resultados adversos da gestação: uma revisão sistemática e meta-análise

Pesquisadores chineses e canadenses recentemente conduziram uma uma nova revisão sistemática e pregnant-stethoscope-120118meta-análise com objetivo de avaliar as associações entre o estado materno de vitamina D e resultados adversos da gravidez. O estudo foi publicado online em junho de 2013 no Journal of Maternal-Fetal and Neonatal Medicine.

Eles pesquisaram ​​bancos de dados eletrônicos por literaturas humanas na PubMed, EMBASE e na Cochrane Library até outubro de 2012 com as seguintes palavras-chave: “vitamina D” e “Status” ou “deficiência” ou “insuficiência” e “gravidez”. Uma revisão foi realizada em estudos observacionais que relataram a associação entre os níveis séricos maternos de vitamina D e resultados adversos da gravidez, incluindo pré-eclâmpsia, diabetes mellitus gestacional (DMG), nascimento prematuro ou pequeno para a idade gestacional (PIG).

Ao todo eles encontraram vinte e quatro estudos que preencheram os critérios de inclusão. Mulheres com níveis circulantes de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] inferiores a 20 ng/mL,  durante a gravidez experimentaram um aumento do risco de pré-eclâmpsia, DMG, nascimento prematuro e PIG.

Os autores concluíram:

Baixos níveis maternos de vitamina D durante a gestação podem estar associados à um aumento do risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e PIG.

Fonte

Maternal vitamin D status and adverse pregnancy outcomes: a systematic review and meta-analysis. Junho de 2013

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Estudo: níveis de vitamina D predizem a gravidez após a fertilização in vitro

Mulheres submetidas à fertilização in vitro podem desejar aumentar os seus níveis de shutterstock_119293960-e1372784359436-620x374vitamina D para elevar suas chances de engravidar, de acordo com uma nova pesquisa publicada no Canadian Medical Association Journal .

O estudo publicado na última semana relata que mulheres com níveis suficientes de vitamina D foram significativamente mais propensas a engravidarem após a fertilização in vitro (FIV) em comparação com aquelas com níveis insuficientes ou deficientes. A FIV é o principal tratamento para problemas de fertilidade em que óvulo de uma mulher é fertilizado por um espermatozóide fora do corpo.

Pesquisadores do Hospital Mounte Sinai, em Toronto examinaram 173 mulheres canadenses submetidas à tratamento de fertilização in vitro com idades entre 18 e 41 anos. O status da vitamina D foi avaliado em todas as participantes no prazo de uma semana da remoção dos óvulos dos ovários das mulheres.

Os pesquisadores descobriram que 55% das mulheres tinham níveis suficientes de vitamina D (>30 ng/ml), enquanto 45% tinham níveis insuficientes (<30 ng/ml). Eles relataram também que as mulheres com níveis suficientes tiveram uma taxa de gravidez significativamente mais elevada (53%) que as mulheres com níveis insuficientes de D (35%). Além disso, a taxa de implantação – ocorre quando o embrião se prende à parede do útero – foi mais elevada no grupo suficiente (35%) que no grupo insuficiente (26%), embora este resultado não tenha sido significativo.

Os autores concluem que são necessárias mais pesquisas, pelo mecanismo no qual a vitamina D afeta a fertilidade ser ainda incerto. Por enquanto, os autores acreditam que a suplementação de vitamina D possa ser uma alternativa eficiente e barata para melhorar a fertilidade. Eles acrescentam que examinar os níveis de vitamina D, como parte da rotina de avaliação da fertilidade possa ser benéfico.

Referências

Garbedian K, et al. Effect of vitamin D status on clinical pregnancy rates following in vitro fertilization. Canadian Medical Association Journal Open, 2013

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Mulheres obesas dão à luz a bebês com níveis mais baixos de vitamina D

Mulheres obesas têm maior probabilidade de dar à luz a crianças com baixos níveispregnant-woman-9.18 sanguíneos de vitamina D que mulheres de peso saudável, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Northwestern University e publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

A vitamina D é naturalmente produzida pelo organismo após a exposição à radiação ultravioleta do sol. Ela desempenha um papel importante na síntese e manutenção óssea e estudos recentes têm sugerido que também ajuda a manter um sistema imunológico saudável. Os níveis insuficientes de vitamina D têm sido associados a um maior risco de obesidade, inflamação e doenças auto-imunes em adultos, mas permanece desconhecido o efeito que baixos níveis de vitamina D podem ter em lactentes.

Pelo fato da vitamina D ser solúvel em gordura, tende a acumular-se na gordura corporal. Como conseqüência, pessoas obesas podem estar consumindo ou produzindo a mesma quantidade de vitamina D que as pessoas mais magras, mas ainda terem níveis mais baixos no sangue.

Este novo estudo foi realizado como parte de um estudo de longo prazo para saber se a gordura corporal ao nascer é preditiva de gordura corporal na vida futura. Como parte do estudo, os pesquisadores também coletaram e analisaram dados sobre os níveis de vitamina D no nascimento. A análise de vitamina D foi realizada em 61 mulheres que deram à luz no Hospital da Mulher do Northwestern Memorial Hospital em Chicago. Todas as mulheres participantes tinham índices de massa corporal classificados como normais ou obesos. Seus níveis de vitamina D foram medidos a partir de sangue colhido em algum momento entre as semanas 36 e 38 da gravidez. A vitamina D dos bebês foi medida a partir de uma amostra de sangue umbilical tiradas logo após o nascimento. A gordura corporal, peso e volume nos bebês  também foram medidos.

Menos vitamina D transferida para bebês

Os pesquisadores descobriram que, independentemente do peso, as mulheres tenderam a ter níveis semelhantes (saudáveis) de vitamina D no sangue. No entanto, as crianças nascidas de mulheres mais magras tiveram um terço a mais de vitamina D no sangue que recém-nascidos de mulheres obesas. Isto sugere que as mulheres obesas transferem menos vitamina D para seus bebês. “Quase todas as mães neste estudo relataram tomar vitaminas pré-natais, que pode ser a razão pela qual os seus próprios níveis de vitamina D estarem suficientes, mas os bebês nascidos das mães obesas tinham níveis reduzidos de vitamina D “, o pesquisador Jami L. Josefson disse. “É possível que a vitamina D possa ficar seqüestrada no excesso de gordura e não ser transferida suficientemente de uma mulher grávida obesa para seu bebê.”

Surpreendentemente, no entanto, os bebês com mais gordura corporal também apresentaram os maiores níveis de vitamina D.

“A quantidade de gordura corporal dos bebês neste estudo foi semelhante a de outros estudos que relatam a gordura corporal neonatal “, disse Josefson. “O que foi fora do cumum sobre este estudo foi que encontramos que bebês nascidos com níveis mais altos de vitamina D tinham mais gordura corporal. Isso está em contraste com estudos em crianças e adultos que têm uma relação inversa entre os níveis de vitamina D e gordura corporal, onde quanto maior sua vitamina D, menor a sua gordura”.

Referências

http://www.northwestern.edu

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Os efeitos da vitamina D sobre a saúde músculo-esquelética, imunidade, auto-imunidade, doenças cardiovasculares, câncer, fertilidade, gravidez, demência e mortalidade: Uma revisão de evidências recentes

Uma ótima ingestão de vitamina D e seu status são importantes não somente para os ossos e no 66048-2-walking-trailsmetabolismo do cálcio/fosfato, mas também para a saúde e bem-estar geral. A deficiência e a insuficiência de vitamina D como um problema geral de saúde tendem a ser um risco para um amplo espectro de doenças agudas e crônicas.

Em um  estudo publicado em 28 de março na revista  Autoimmunity Reviews, os pesquisadores Pawel Pludowski, Michael F. Holick, Stefan Pilz e colegas fizeram uma revisão de estudos randomizados controlados, meta-análises e outras evidências da ação da vitamina D em vários desfechos de saúde.

Eles relatam que o status adequado de vitamina D se mostra protetor contra doenças músculo-esqueléticas (fraqueza muscular, quedas, fraturas), doenças infecciosas, doenças auto-imunes, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2, vários tipos de câncer, disfunções neurocognitivas, doenças mentais e outras doenças, bem como na infertilidade e resultados adversos da gravidez e do parto. A deficiência/insuficiência de vitamina D foi associada à todas as causas de mortalidade.

Os autores concluem:

“A suplementação adequada de vitamina D e exposição solar sensata para alcançar um status ideal de vitamina D estão entre os fatores de linha de frente na profilaxia para uma gama de transtornos. Orientações de suplementação e estratégias populacionais para a erradicação da deficiência de vitamina D devem estar incluídas nas prioridades dos médicos, profissionais da área médica e decisores políticos de saúde”.

Fonte

Vitamin D effects on musculoskeletal health, immunity, autoimmunity, cardiovascular disease, cancer, fertility, pregnancy, dementia and mortality – A review of recent evidence, 2013.

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Insuficiência de vitamina D na gravidez associada a uma série de resultados adversos de saúde, de acordo com uma nova revisão sistemática e meta-análise

Fariba Aghajafari, MD, PCC e seus colegas da Universidade de Calgary, em Alberta, no gravidezCanadá, publicaram online suas descobertas, em 26 março no BMJ.

“Os dados observacionais sugerem uma ligação entre baixos níveis de 25-hidroxivitamina D (25-OHD) – a melhor medida do status da vitamina D nos seres humanos – a um aumento do risco de resultados adversos da gravidez”, escrevem os autores. “Apesar destes resultados, o conhecimento e a compreensão da importância clínica e implicações dessas associações são limitadas.”

Assim, os autores pesquisaram a base de dados da ​​MEDLINE, PubMed, Embase, CINAHL, o banco de dados Cochrane de revisões sistemáticas e o banco de dados Cochrane de ensaios clínicos registrados, para identificar estudos que investigam a associação entre os níveis séricos de 25-OHD na gravidez e resultados diversos de saúde. Eles identificaram 31 estudos para inclusão na análise sistemática.

Os pesquisadores incluíram estudos originais que tiveram desfechos de interesse e que avaliaram os níveis séricos de 25-OHD. Eles excluíram estudos que utilizaram medições não sanguíneas de 25-OHD, que mediram outros metabolitos de vitamina D, que pesquisaram mecanismos biológicos de metabolitos da vitamina D ou que incluíram indivíduos não humanos.

Baixos níveis de 25-OHD durante a gravidez foram associados a um risco aumentado de diabetes gestacional, que aumentou após os pesquisadores ajustaram para outros fatores, incluindo a etnia, cor da pele e índice de massa corporal. A meta-análise também identificou uma associação entre baixos níveis de 25-OHD na gravidez e pré-eclâmpsia e do risco de bebês pequenos para a idade gestacional.

“Nossas constatações de uma associação significativa entre insuficiência de 25-OHD e desfechos adversos da gravidez e em variáveis de natalidade são preocupantes”, escrevem os autores. “Existe ainda a necessidade de grandes e bem desenhados estudos randomizados controlados para determinar se as estratégias para otimizar os níveis maternos de 25-OHD são eficazes para melhorar os desfechos de gravidez e neonatais”.

Em um comentário vinculado, Robyn Lucas, MBChB, MPH e TM, PhD, MHE, FAFPHM, da Universidade Nacional Australiana, em Canberra e colegas observaram que os resultados confirmam a importância dos níveis de vitamina D durante a gravidez. “As conclusões desta meta-análise suportam a meta de suficiência de vitamina D para todas as mulheres grávidas”, comentam.

Referências

“Association between maternal serum 25-hydroxyvitamin D level and pregnancy and neonatal outcomes: systematic review and meta-analysis of observational studies”. Autores: Fariba Aghajafari, Tharsiya Nagulesapillai, Paul E Ronksley, Suzanne C Tough, Maeve O’Beirne, Doreen M Rabi.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Medscape

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Falta de vitamina D materna é associada com distúrbios de linguagem

A insuficiência de vitamina D materna durante a gravidez é significativamente associada Causes-of-language-disorderscom distúrbios de linguagem da prole

Pesquisadores da University of Western Australia buscaram determinar a associação entre a concentração sérica de 25 (OH)-vitamina D materna durante uma janela crítica de neurodesenvolvimento fetal e os resultados comportamentais, emocionais e de linguagem dos filhos.

A concentração sérica de 25 (OH)-vitamina D de 743 mulheres caucasianas em Perth, Austrália Ocidental, foi medida em 18 semanas de gravidez e os resultados foram agrupados em quartis. Não foram encontradas associações significativas entre os quartis de 25 (OH)-vitamina D materna e os problemas comportamentais / emocionais dos descendentes em qualquer idade.

Em contraste, houve significativa tendência linear entre os quartis de vitamina D materna e o prejuízo da linguagem em 5 e 10 anos de idade. O risco de mulheres com insuficiência de vitamina D (≤ 46 nmol / L) durante a gravidez ter uma criança com dificuldades de linguagem clinicamente significativas foi aumentado próximo ao dobro em comparação com as mulheres com níveis de vitamina D > 70 nmol / L.

Os dados mostraram que a insuficiência de vitamina D materna durante a gravidez é significativamente associada com distúrbio de linguagem da prole. A suplementação materna de vitamina D durante a gravidez pode reduzir o risco de problemas no desenvolvimento da linguagem entre os seus filhos.

Referências

Maternal Serum Vitamin D Levels During Pregnancy and Offspring Neurocognitive Development

Fonte Bibliomed

Exposição à poluição na gravidez causa deficiência de vitamina D nos bebês

Pesquisa sugere que poluição do ar pode levar ao desenvolvimento de doenças nessas poluicao-do-ar-pode-causar-deficiencia-d.jpgcrianças mais tarde na vida

Gestantes expostas à poluição, principalmente no fim da gravidez, são mais propensas a ter filhos com deficiência de vitamina D, segundo pesquisa do Intitut National de la Santé et de la Recherche Médicale (INSERM), em Paris.

A pesquisa sugere que a poluição do ar poderia levar ao desenvolvimento de doenças nessas crianças mais tarde na vida.
O trabalho contou com a análise de amostras de sangue de 375 mulheres e de seus respectivos filhos no momento do nascimento.

O objetivo foi investigar as associações entre a exposição a poluentes do ar no período gestacional e o nível de moléculas no soro sanguíneo que indicam presença d evitamina D.

Os resultados mostraram que as voluntárias analisadas que apresentaram maiores índices de dióxido de nitrogênio nas amostras, gerados principalmente a partir de motores de combustão, tiveram bebês com deficiência do nutriente.

Pesquisas anteriores mostraram que a exposição à poluição reduz a quantidade de vitaminas no organismo materno, além de causar outros fatores que precisam ser analisados individualmente.

Segundo os pesquisadores, a exposição à poluição do ar pode causar falta de vitamina D, que está associada ao aparecimento de asma e outras alergias mais tarde na vida.

O trabalho foi publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

Fonte: Isaude.net

Vitamina D e gravidez

O estudo da Dra. Wagner avaliou doses de 400, 2.000 e 4.000 UI de vitamina D, e descobriu que favorece a saúde durante a gravidez, as doses são seguras e mostra que a vitamina D reduz em 50% os aspectos desfavoráveis ​​da gravidez: trabalho de parto prematuro, parto prematuro, diabetes, pré-eclâmpsia, hipertensão. Avaliação dos níveis séricos de 25 (OH) D e a dose recomendada.

Níveis de vitamina D maternos relacionados ao peso de nascimento de bebês

Os níveis de vitamina D de mães em uma gestação de 26 semanas ou menos foram Foto: Níveis de vitamina D maternos relacionados ao peso de nascimento de bebêsOs níveis de vitamina D de mães em uma gestação de 26 semanas ou menos foram positivamente relacionados com o peso da criança ao nascer bem como a circunferência da cabeça, também no primeiro trimestre foram negativamente associados com o risco do bebê nascer menor para a idade gestacional, de acordo com um recente estudo aceito para publicação na Sociedade de Endocrinologia, Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism ( JCEM ).A principal fonte de vitamina D para crianças e adultos é a exposição à luz solar natural. Muito poucos alimentos contém naturalmente ou são enriquecidos com vitamina D. Assim, a principal causa da deficiência de vitamina D é a exposição inadequada à luz solar. A deficiência de vitamina D pode resultar em anormalidades no cálcio, fósforo e no metabolismo ósseo e tem havido um interesse recente na compreensão do papel da vitamina D em outras condições de saúde. Estudos anteriores demonstraram associações inconsistentes entre vitamina D da mãe e o tamanho fetal."Descobrimos que os níveis de vitamina D materno, no primeiro ou segundo trimestre de gravidez, estão relacionados ao crescimento normal dos bebês dentro do prazo", disse Alison Gernand, PhD, RD MPH, da Universidade de Pittsburgh e principal autor do estudo. "Se a mãe estiver deficiente de vitamina D o peso de seu bebê ao nascimento pode ser 46 g menor após contabilização de outras características da mãe. Além disso, mães que eram deficientes em vitamina D no primeiro trimestre, tiveram o dobro do risco de terbebê que sofria de restrição de crescimento durante a gravidez. "Neste estudo, os pesquisadores examinaram 2.146 mulheres com níveis de vitamina D medidos em uma gestação de 26 semanas ou menos. O peso ao nascer foi medido logo após o nascimento e a circunferência da cabeça e peso da placenta foram medidos dentro de 24 horas após o nascimento."Nosso estudo é uma contribuição importante para a evidência epidemiológica que níveis de vitamina D maternos, especialmente no início da gravidez, podem contribuir tanto na patológia quanto na fisiológia do crescimento fetal", observou Lisa Bodnar, PhD da Universidade de Pittsburgh e autor principal do estudo. "Ensaios clínicos randomizados são necessários para complementar estas descobertas."Outros pesquisadores que trabalham no estudo incluem: Hyagriv Simhan da Universidade de Pittsburgh e Mark Klebanoff da Ohio State University.Fonte: SCIENCE DAILYpositivamente relacionados com o peso da criança ao nascer bem como a circunferência da cabeça, também no primeiro trimestre foram negativamente associados com o risco do bebê nascer menor para a idade gestacional, de acordo com um recente estudo aceito para publicação na Sociedade de Endocrinologia, Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism ( JCEM ).

A principal fonte de vitamina D para crianças e adultos é a exposição à luz solar natural. Muito poucos alimentos contém naturalmente ou são enriquecidos com vitamina D. Assim, a principal causa da deficiência de vitamina D é a exposição inadequada à luz solar. A deficiência de vitamina D pode resultar em anormalidades no cálcio, fósforo e no metabolismo ósseo e tem havido um interesse recente na compreensão do papel da vitamina D em outras condições de saúde. Estudos anteriores demonstraram associações inconsistentes entre vitamina D da mãe e o tamanho fetal.

“Descobrimos que os níveis de vitamina D materno, no primeiro ou segundo trimestre de gravidez, estão relacionados ao crescimento normal dos bebês dentro do prazo”, disse Alison Gernand, PhD, RD MPH, da Universidade de Pittsburgh e principal autor do estudo. “Se a mãe estiver deficiente de vitamina D o peso de seu bebê ao nascimento pode ser 46 g menor após contabilização de outras características da mãe. Além disso, mães que eram deficientes em vitamina D no primeiro trimestre, tiveram o dobro do risco de terbebê que sofria de restrição de crescimento durante a gravidez. ”

Neste estudo, os pesquisadores examinaram 2.146 mulheres com níveis de vitamina D medidos em uma gestação de 26 semanas ou menos. O peso ao nascer foi medido logo após o nascimento e a circunferência da cabeça e peso da placenta foram medidos dentro de 24 horas após o nascimento.

“Nosso estudo é uma contribuição importante para a evidência epidemiológica que níveis de vitamina D maternos, especialmente no início da gravidez, podem contribuir tanto na patológia quanto na fisiológia do crescimento fetal”, observou Lisa Bodnar, PhD da Universidade de Pittsburgh e autor principal do estudo. “Ensaios clínicos randomizados são necessários para complementar estas descobertas.”

Outros pesquisadores que trabalham no estudo incluem: Hyagriv Simhan da Universidade de Pittsburgh e Mark Klebanoff da Ohio State University.

Fonte: SCIENCE DAILY

Níveis de vitamina D durante a gravidez e o desenvolvimento cerebral infantil

Em um estudo de referência, a Dra. Eva Morales, do Centro de Investigação em 536849_351227344973316_1062811334_nEpidemiologia Ambiental na Espanha e numerosos colegas queriam saber se deficiência maternal de vitamina D tem um efeito sobre o desenvolvimento do cérebro humano. Como você deve saber, um estudo recente em Pediatria encontrou uma forte associação entre a deficiência de vitamina D materna e alterações no desenvolvimento da linguagem na criança.

Whitehouse AJ, Holt BJ, Serralha M, Holt PG, Kusel MM, Hart PH. Maternal serum vitamin D levels during pregnancy and offspring neurocognitive development. Pediatrics. 2012 Mar;129(3):485-93.

Dr. Morales e seus colegas mediram os níveis de vitamina D em 1820 mulheres grávidas . Quando a criança atingiu 14 meses de idade, testes neurocognitivos e psicomotores revelaram que mães com níveis acima de 40 ng / ml tinham bebês com os cérebros melhores. A curva de benefício parece melhorar ligeiramente com um nível maternal de 50 ng / ml, mas a diferença não parece ser importante, dado que a curva se achata em torno desses dois níveis.

Morales E, Guxens M, Llop S, Rodríguez-Bernal CL, Tardón A, Riaño I, Ibarluzea J, Lertxundi N, Espada M, Rodriguez A, Sunyer J; on behalf of the INMA Project. Circulating 25-Hydroxyvitamin D3 in Pregnancy and Infant Neuropsychological Development. Pediatrics. 2012 Sep 17.

Cada vez mais parece que baixos níveis maternos de vitamina D tem efeitos nocivos e duradouros sobre a função do cérebro da criança.

Fonte: Vitamin D Council