Níveis de vitamina D e o risco de hipertensão: um estudo de randomização mendeliana

Baixos níveis de vitamina D estão associados com pressão arterial elevada em diversos estudos anteriores.  Um novo ensaio, blood-pressurepublicado na Lancet Diabetes and Endocrinology, teve como objetivo constatar se altos níveis de vitamina D causam uma diminuição do risco para a hipertensão, utilizando de uma nova abordagem.

Apesar das estudos controlados randomizados serem considerados “padrão ouro”, muitas pesquisas apontam resultados variados. Acredita-se que isso se deva, em parte, à dificuldades em se estudar o tema controlando os diversos fatores envolvidos. Por isso, os pesquisadores optaram por utilizar uma metodologia chamada de randomização mendeliana, que analisa as variações genética de funções conhecidas, correlacionando com os desfechos da doença.

Eles criaram uma base com dados de genes que afetam os níveis séricos de vitamina D, com 146.581 pessoas e puderam constatar que  cada aumento de 10% na concentração sanguínea de vitamina D foi associado com uma mudança de −0·29 mm Hg na pressão arterial diastólica, uma mudança de −0·37 mm Hg na pressão arterial sistólica e uma diminuição de 8,1% das chances de hipertensão.

Os autores concluíram dizendo:

“As concentrações plasmáticas aumentadas de 25(OH)D podem reduzir o risco de hipertensão. Esta constatação justifica uma investigação mais aprofundada em um estudo independente, similarmente desenvolvido.”

Fonte

 Association of vitamin D status with arterial blood pressure and hypertension risk: a mendelian randomisation study. Jun 2014.

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O risco de hipercalcemia em negros tomando hidroclorotiazida e vitamina D

A hidroclorotiazida (HCTZ), um medicamento anti-hipertensivo eficaz frequentemente bulaprescrito para negros, reduz a excreção urinária do cálcio. Os negros têm taxas significativamente maiores de hipertensão e menores níveis de vitamina D. Assim, eles são mais propensos a serem expostos a suplementação de vitamina D e a diuréticos tiazídicos. O risco de hipercalcemia entre os negros que usam a vitamina D e a hidroclorotiazida ainda é indefinido. Um estudo recém publicado no American Journal of Medicine avaliou o risco de hipercalcemia em negros tomando hidroclorotiazida e vitamina D.

Os pesquisadores avaliaram a freqüência da hipercalcemia em usuários de HCTZ em uma análise post-hoc de um estudo duplo-cego, randomizado, de determinação de dose em 328 negros (idade média, 51 anos) atribuídos ao placebo ou a 1.000, 2.000 ou 4.000 UI de colecalciferol (vitamina D3) por dia, por 3 meses, durante o inverno. Dos 328 participantes, 84 relataram o uso de hidroclorotiazida e tiveram os níveis séricos de cálcio avaliados. Além disso, um grupo de comparação de 44 participantes inscritos que não estavam tomando hidroclorotiazida tiveram as medidas de cálcio sérico em 3 meses, mas não no início do estudo. Aos 3 meses, os participantes da hidroclorotiazida tiveram níveis mais elevados de cálcio que os participantes não hidroclorotiazida, mas apenas um participante no grupo hidroclorotiazida teve hipercalcemia. Em contrapartida, nenhum dos participantes não hidroclorotiazida teve hipercalcemia. No modelo de regressão linear, ajustada para idade, sexo, 25-hidroxivitamina D, em 3 meses e outras variáveis, somente uso de hidroclorotiazida previu níveis séricos de cálcio em 3 meses.

Os autores concluíram:

“Em resumo, a suplementação de vitamina D3 até 4.000 UI em usuários de hidroclorotiazida está associada a um aumento do cálcio sérico, mas uma baixa freqüência de hipercalcemia. Estes resultados sugerem que os participantes desta população podem usar HCTZ com até 4.000 UI de vitamina D3 por dia e experimentar uma baixa freqüência de hipercalcemia”.

Este e outros estudos demonstram que a hidrocloritiazida interfere com a excreção do cálcio e que as pessoas nesta situação devem ser cuidadosas quando à suplementação com vitamina D, pois estão em maior risco de contrair hipercalcemia. Assim se você está nesta condição, fazendo uso da hidroclorotiazida, não tome doses elevadas de vitamina D. Isso não deve desanimá-lo de tomar a vitamina D, mas sim encorajá-lo a consultar seu médico antes de fazer isso.

Fonte

Risk of Hypercalcemia in Blacks Taking Hydrochlorothiazide and Vitamin D. Fev 2014.

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Deficiência de vitamina D pode levar ao endurecimento dos vasos sanguíneos

A radiação UV-B na luz solar é o fator mais importante para a produção de vitamina D e é Cardiovascularpor isso que muitas pessoas sofrem de baixos níveis de vitamina D durante os meses de inverno. Embora certos alimentos contenham vitamina D, geralmente não é possível obter um fornecimento adequado da vitamina dos alimentos. Muitos estudos clínicos indicaram que os níveis baixos de vitamina D estão relacionados com doenças cardiovasculares, tais como pressão arterial elevada, mas também outras doenças, como diabetes mellitus, doenças auto-imunes e até mesmo o câncer. No entanto, os mecanismos moleculares subjacentes não estavam claros.

A deficiência de vitamina D leva ao endurecimento dos vasos sanguíneos

Os dois autores principais, a bióloga molecular Olena Andrukhova e a médica Svetlana Slavic, do Instituto de Fisiologia, Fisiopatologia e Biofísica da Vetmeduni Viena, constataram que a deficiência prolongada de vitamina D pode endurecer os vasos sanguíneos. Examinando a aorta, um vaso sanguíneo elástico que se expande a cada pulso de sangue e, em seguida, se contrai novamente, os pesquisadores mostraram que a deficiência de vitamina D torna o vaso menos flexível. Andrukhova explica em detalhes: “A vitamina D aumenta a produção da enzima eNOS (endothelial nitric oxide synthase) na camada interior dos vasos sanguíneos, o endotélio. Isto é crítico para a regulação da pressão sanguínea. A enzima produz uma molécula de óxido nítrico chamada (NO), um fator importante para o relaxamento da musculatura lisa dos vasos sanguíneos. Quando muito pouco NO é formado, os vasos se tornam menos flexíveis. Esta última análise, leva a um aumento da pressão arterial, que pode dar origem a outras doenças do aparelho circulatório. Então, indiretamente, vitamina D controla a pressão arterial.”

A coautora Slavic continua: “A rigidez dos vasos sanguíneos, geralmente aumenta com a idade. A amplitude da pressão arterial tende, assim, a aumentar com a idade levando a mudanças estruturais na aorta. A elasticidade se deteriora e a deficiência prolongada de vitamina D pode acelerar este processo…”

Simulação da deficiência de vitamina D em ratos

Os cientistas trabalharam com ratos geneticamente modificados para explorar os detalhes do mecanismo. Os receptores de vitaminas D nos animais foram alteradas de modo a que nenhuma sinalização de vitamina D era possível. A vitamina D também regula o equilíbrio de cálcio e fosfato do corpo, de modo que aos roedores foram dados uma dieta especial para assegurar que eles tinham cálcio e de fósforo suficiente. A falta de vitamina D foi, portanto, a única deficiência que poderia ter afetado a fisiologia dos animais.

Após cerca de um ano, sem sinalização da vitamina D, os ratos tiveram um aumento da amplitude da pressão arterial. Os pesquisares realizaram uma série de estudos sobre vários tecidos dos animais. Para entender o que estava por trás do aumento da amplitude da pressão arterial, eles se concentraram principalmente na aorta e encontraram uma diminuição da expressão de eNOS, um aumento da deposição de colágeno e diminuição das fibras elásticas. Ao longo do tempo, os vasos sanguíneos haviam se tornado mais rígidos e menos capazes de se adaptar de forma flexível para o volume de fluxo sanguíneo através deles. A consequência foi o aumento da amplitude da pressão arterial e alterações na estrutura e na função cardíaca. Em estudos futuros, os pesquisadores querem examinar se a vitamina D afeta diferentes tipos de células nos vasos sanguíneos de diferentes maneiras.

Abastecimento de luz para o coração e circulação

Na Europa, tem sido frequentemente considerado o enriquecimento de certos alimentos com vitamina D, como é habitual nos Estados Unidos, por exemplo. No entanto, uma fonte externa de vitamina D também traz riscos uma vez que qualquer excesso de vitamina D não pode ser excretado pelo organismo. Quando utilizado em doses muito altas podem levar a depósitos de cálcio nos vasos sanguíneos, nos rins, nos pulmões e no coração. No entanto, a falta de vitamina D também pode ter consequências dramáticas. O professor Reinhold Erben do conselho do Instituto afirma: “Não é que a deficiência de vitamina D irá levar imediatamente a um aumento na amplitude da pressão arterial ou da pressão arterial, mas a longo prazo pode levar a danos cardiovasculares. A vitamina D é a tradução química do sol em nossos corpos e devemos estocar em uma base regular, especialmente no inverno. Nós temos que nos lembrar que, na Europa Central, a síntese de vitamina D na pele é fisicamente impossível de novembro a fevereiro ao nível do mar. Níveis de radiação UV-B são simplesmente muito baixos. As alternativas são os suplementos de vitamina D ou uma estadia nas montanhas.”

Referências

Vitamin D Is a Regulator of Endothelial Nitric Oxide Synthase and Arterial Stiffness in Mice. Jan 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: NewsMedical.net

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Trate a hipertensão naturalmente com vitamina D: estudo

Parece que a vitamina mais estudada e testada nos dias de hoje é a vitamina D. Não Hands-Holding-Plant-Leaves-Sky-Sun-Vitamin-Dimporta se ela seja considerada por muitos como não sendo uma verdadeira vitamina. Alguns a consideram mais como um pró-hormônio, o qual é um precursor hormonal interglandular.

Outros a consideram um pré-hormônio que pode ser convertido em um hormônio. Alguns a chamam de um hormônio enquanto maioria a chama simplesmente de uma vitamina porque é retirada de fontes externas e sua deficiência resulta em doenças. [1]

O processo de metabolização dos raios solares UVB ou até mesmo de suplementos no produto final, vitamina D, parece passar por fases que simulam todos aqueles rótulos argumentados.

Por hora, compreende-se que a vitamina D da luz do sol e/ou de suplementos de vitamina D3 seja necessária para manter níveis sanguíneos suficientes de D3 para prevenir e até mesmo reverter a maioria das doenças.

Estudo sobre os níveis de vitamina D e a saúde do coração de hipertensos

Este estudo foi realizado na Turquia por dois departamentos de cardiologia distintos em duas instituições cooperantes e publicado pela PubMed  em 24 de junho de 2013. Duas fontes para o mesmo estudo tem diferentes relatos sobre como foi realizado o estudo.

A fonte [2] mostra 33 indivíduos utilizados no estudo enquanto a fonte [3] mostra 133. Ambas concordam em outros itens. Os indivíduos foram recentemente diagnosticados com hipertensão ou pressão arterial elevada. A idade média de todos os participantes era em torno de 63 ano em um período de 10 anos.

Eles foram divididos em dois grupos, a fim de comparar aqueles cujos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D ou 25(OH)D estavam acima do normal com aqueles abaixo do normal. O padrão utilizado para normal foi de 20 ng/ml (nanogramas por mililitro) que é um padrão ultrapassado, até mesmo para o atual padrão médico americano convencional de 30 ng/ml.

Depois de medir os marcadores individuais entre ambos os sujeitos, com altos e baixos níveis séricos D, eles determinaram que a vitamina D desempenha um papel importante na redução da inflamação cardiovascular, rigidez  arterial e do ventrículo esquerdo do coração entre os pacientes recentemente diagnosticados hipertensos.

Linha de fundo: Se sua pressão arterial está elevada, obter plena vitamina D através da exposição ao sol ou de suplementação pode preservar a integridade cardiovascular ajudando a evitar um ataque cardíaco.

Altos e baixos níveis séricos de vitamina D

Especialistas em vitamina D da medicina alternativa aberta acreditam que níveis normais devam ser em ou em torno de 50 ng/ml. Eles também consideram 50 ng/ml a 80 ng/ml como intervalo ideal para garantir a proteção de saúde geral e resistência à doenças.

Muito do quão bem seu colesterol epidérmico, fígado e rins podem fornecer vitamina D, do sol, depende de diferentes fatores. Um é a cor da pele. Quanto mais escura a pele, mais tempo demora para que esse processo ocorra a partir do sol.

Onde você vive é outro fator. Quanto mais próximo ao Equador, melhores as chances de que uma boa quantidade de luz solar tenha acesso à pele nua. Alguns defendem as camas de bronzeamento que emitem raios UVB como um substituto do sol para aqueles em climas mais frios ou áreas  cronicamente nubladas.

A quantidade de suplementação em lugar da  luz solar direta para a pele exposta deve ser muito maior do que a RDA recomendada oficialmente (ingestão diária recomendada) de 600 UI (unidades internacionais). Ingestões de 2 mil a 10 mil UI são frequentemente recomendadas. [4]

Não se atraia por pílulas sintéticas de D2. Opte preferivelmente por D3 em cápsulas de gel ou líquidas que contenham colecalciferol da lã de ovelhas. Ela é da matéria gordurosa da lanolina que já iniciou o processo UVB da vitamina D. Em outras palavras, é um preparado de luz do sol para o colesterol epidérmico empacotado em uma pílula.

A dosagem e até mesmo a exposição à luz do sol podem ser influenciadas pela idade. Nos mais velhos o fígado e os rins podem ser menos eficientes em concluir a síntese de colecalciferol em vitamina d.

Você pode ajustar a sua ingestão de vitamina D para os níveis ótimos com o exame de níveis séricos de 25(OH)D recomendado. Se você não tiver acesso à um profissional de saúde de mente aberta ou à um laboratório local, o Vitamin D Council irá analisar amostras de sangue dos kits que eles enviam à você. [4]

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Estudo diz: vitamina D melhora a saúde de mulheres com diabetes tipo 2 de várias maneiras

Em mulheres com diabetes tipo 2, mostrando sinais de depressão, os suplementos de health-boostervitamina D reduziram significativamente a pressão arterial e promoveram a melhora do humor, de acordo com um estudo piloto da Loyola University Chicago Niehoff School of Nursing.

A vitamina D ainda ajudaram as mulheres a perderem alguns quilos.

O estudo foi apresentado no 73º American Diabetes Association Scientific Sessions em Chicago.

“A suplementação de vitamina D é potencialmente uma terapia fácil e de baixo custo, com efeitos colaterais mínimos”, disse Sue M. Penckofer, PhD, RN, principal autora do estudo e professora na Escola de Enfermagem de Niehoff. “Maiores estudos randomizados e controlados são necessários para determinar o impacto da suplementação de vitamina D sobre a depressão e os principais fatores de risco cardiovasculares entre mulheres com diabetes tipo 2.”

Penckofer recebeu recentemente, uma concessão de 4 anos de 1.490 mil dólares do Instituto Nacional de Pesquisa em Enfermagem no National Institutes of Health para fazer tal estudo. Penckofer e seus co-pesquisadors de Loyola pretendem inscrever 180 mulheres com diabetes tipo 2, sintomas de depressão e níveis insuficientes de vitamina D. As mulheres serão distribuídas aleatoriamente para receberem uma suplementação semanal de vitamina D (50.000 Unidades Internacionais) ou uma dose semanal correspondência de placebo durante seis meses. O estudo foi intitulado “Pode a vitamina do sol melhorar o humor e a auto-gestão em mulheres com diabetes?”

Cerca de uma em cada dez pessoas nos Estados Unidos têm diabetes e a incidência está estimada para aumentar para uma em cada quatro pessoas em 2050. Mulheres com diabetes tipo 2 têm consequências piores do que os homens. O motivo pode ser devido à depressão, que afeta mais de 25 por cento das mulheres com diabetes. A depressão prejudica a habilidade do paciente de gerenciar sua doença ao comer direito, fazer exercícios, tomar medicamentos, etc.

Muitos americanos não recebem o suficiente de vitamina D e as pessoas com diabetes têm um risco especialmente elevado para insuficiência ou deficiência de vitamina D. As razões incluem a ingestão limitada de alimentos ricos em vitamina D,  obesidade, falta de exposição ao sol e variações genéticas.

O estudo piloto incluiu 46 mulheres que estavam com idade média de 55 anos, tinham diabetes há uma média de 8 anos e níveis sanguíneos insuficientes de vitamina D (18 ng/ml). Elas tomaram uma dose semanal (50.000 Unidades Internacionais) de vitamina D. (Em comparação, a ingestão diária recomendada para as mulheres 51 a 70 anos é de 600 UI por dia.)

Após seis meses, os níveis sanguíneos de vitamina D atingiram níveis suficientes (média de 38 ng/ml) e os seus humores melhoraram significativamente. Por exemplo, numa pesquisa de 20 questões dos sintomas da depressão, a pontuação diminuiu de 26,8 no início do estudo (indicando depressão moderada) para 12,2 em seis meses (indicando que não há depressão. (A escala de depressão varia de 0 a 60, com os números mais elevados indicando mais sintomas de depressão.)

A pressão arterial também foi melhorada, com o número superior diminuindo de 140,4 mmHg para 132,5 mmHg. E seus pesos cairam de uma média de 226,1 libras para 223,6 libras.

Penckofer é conhecida internacionalmente por suas pesquisas sobre vitamina D, diabetes e depressão. Em outubro, ela será empossada como membro da Academia Americana de Enfermagem, por suas contribuições científicas para a melhoria da saúde e qualidade de vida de mulheres com doenças crônicas. E ela recentemente foi nomeada como a primeira pesquisadora enfermeira do Centro de Diabetes para Pesquisas Translacionais de Chicago.

Os co-autores do estudo são Todd Doyle, PhD, Patricia Mumby, PhD, Byrn Mary, Mary Ann Emanuele, MD e Diane Wallis, MD.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte EurekAlert.com

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A vitamina D e o risco de hipertensão futura

Uma meta-análise publicada no European Journal of Epidemiology relata que, se você pressao-altaestá suficiente em vitamina D, você pode ter uma diminuição do risco de pressão alta. Hipertensão arterial não controlada pode levar a um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, síndrome metabólica e até mesmo insuficiência cardíaca.

Pesquisadores incluíram oito publicações discutindo onze estudos em suas análises. Sete dos estudos relataram níveis de vitamina D como níveis séricos e quatro relataram a ingestão de vitamina D na dieta. Os participantes foram acompanhados por um intervalo de 1 a 14 anos.

De 283.500 indivíduos, 33.800 relataram hipertensão, ou pressão alta, durante o acompanhamento. Os autores descobriram que ter níveis de vitamina D entre o topo e um terço nos participantes diminuiu o risco de hipertensão em 30%. Para cada aumento de 10ng/ml no status de vitamina D houve uma diminuição de 12% do risco de hipertensão.

Os autores não encontraram nenhum efeito significativo em estudos que avaliaram os níveis de vitamina D com a ingestão de fontes alimentares.

Os autores solicitam pesquisas adicionais para “determinar se a terapia de vitamina D pode ser benéfica na prevenção ou no tratamento da hipertensão.”

Referências

Kunutsor SK, Apekey TA, Steur M. Vitamin D and risk of future hypertension: meta-analysis of 283,537 participants. European Journal of Epidemiology. March 2013.

High blood pressure (hypertension). Complications. Mayo Clinic. August 2012.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Suplementos de vitamina D podem ajudar na pressão arterial de afro-americanos

Suplementos de vitamina D reduziram significativamente a pressão sanguínea no primeiro african-americangrande estudo controlado de afro-americanos, relatam os pesquisadores no American Heart Association journal Hypertension .

No ensaio prospectivo, um regime de três meses de vitamina D por dia aumentou os níveis sanguíneos circulantes  de vitamina D e resultou numa diminuição na pressão arterial sistólica variando de 0,7 a 4 mmHg (dependendo da dose administrada), em comparação com nenhuma alteração nos participantes que receberam placebo.

A pressão arterial sistólica, o número superior mais alto em uma leitura, é a pressão nas artérias quando o coração bate. A pressão arterial diastólica, o número menor da parte inferior, a pressão nas artérias entre os batimentos cardíacos.

“Embora isso precise ser mais estudado, a maior prevalência de deficiência de vitamina D entre afro-americanos pode explicar, em parte algumas das disparidades raciais na pressão arterial “, disse John P. Forman, MD, M.Sc., principal autor do estudo e professor assistente na Divisão Renal de Medicina do Hospital Brigham and Women, em Boston, Massachusetts

Afro-americanos têm maiores taxas de hipertensão e menores níveis circulantes de 25-hidroxivitamina D ( vitamina D3 ou colecalciferol) que o restante da população dos EUA. Poucos estudos têm incluído quantidade suficiente de afro-americanos para determinar se suplementos de vitamina D podem reduzir esta disparidade racial.

Para explorar isto, pesquisadores de sete grandes hospitais de ensino conduziram um estudo de qutro braços, randomizado, duplo-cego, de 250 adultos negros. Eles testaram pressão arterial após um regime de três meses de suplementação diária de vitamina D em uma das três doses e compararam os resultados com um grupo tomando placebo:

A ingestão de 1.000 unidades de vitamina D por dia durante três meses, foi associada com uma diminuição de 0,7 mm Hg na pressão sanguínea sistólica.
A ingestão de 2.000 unidades foi associada com uma diminuição de 3,4 mm Hg.
A ingestão de 4.000 unidades marcou uma queda de 4 mm Hg.
Os participantes que tomaram suplementos de vitamina placebo tiveram um aumento médio de 1,7 mm Hg.

“Os ganhos que vimos foram modestos, mas significativos”, disse Forman.

Além disso, a pressão arterial diastólica não se alterou em qualquer um dos quatro grupos. Em estudos prospectivos, os baixos níveis sanguíneos de 25-hidroxivitamina D foram independentemente associados a um risco aumentado de desenvolver hipertensão.

“Se a suplementação de vitamina D reduziu a pressão arterial entre afro-americanos, seu uso generalizado poderia ter grandes benefícios para a saúde pública”, disse Andrew T. Chan, MD, MPH, co-autor do estudo e professor assistente na Divisão Renal de Medicina do Hospital Brigham and Women, em Boston, Massachusetts.

Fonte: MedicalXpress.com

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