Vitamina D: um agente anti-infeccioso universal

Antes da era dos antibióticos, o tratamento de pacientes com tuberculose era restrito à gripeexposição solar em sanatórios. Anos mais tarde, verificou-se que a vitamina D estimula a produção de catelicidinas, uma família de polipéptidos encontrados nos lisossomos de macrófagos e leucócitos. As catelicidinas desempenham um papel crítico na defesa imunitária inata, a qual cumpre uma função importante na supressão de infecções.

Pesquisadores acreditam que o aumento da incidência do resfriado comum e da pneumonia durante o inverno esteja relacionado a diminuição da exposição à luz solar, a qual resulta em uma diminuição da síntese de vitamina D. Um estudo conduzido por pesquisadores da Itália e de Israel, publicado este mês no Annals of the New York Academy of Sciences, destaca o papel da vitamina D como um novo agente anti-infeccioso para uma ampla gama de doenças.

“Uma associação foi estabelecida entre baixos níveis de vitamina D e infecções entéricas e das vias respiratórias superiores, pneumonia, otite média, infecções por Clostridium, vaginoses, infecções do trato urinário, sepse, gripe, dengue, hepatite B, hepatite C e infecções por HIV. Acumulando evidências que sugerem que vitamina D exerça efeitos protetores durante as infecções pela regulação positiva da expressão de catelicidinas e β-defensinas 2 nos fagócitos e nas células epiteliais. A vitamina D pode atuar como um agente antibiótico panaceal e, assim, ser útil como uma terapia adjuvante em diversas infecções”, resumem os autores.

Fonte

Vitamin D: a new anti-infective agent? Mar 2014.

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Novo estudo revela status de vitamina D um preditor da mortalidade em pessoas com HIV

Pesquisadores descobriram que a deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de 1505479_10151870358865633_2092662005_nmorte entre os pacientes com HIV.

A deficiência de vitamina D é comum entre pessoas com HIV e estudos anteriores mostraram várias relações entre a vitamina D e o HIV. Por exemplo, pesquisas anteriores sugerem que a obtenção de quantidades suficientes de vitamina D pode ajudar a impulsionar a resposta  ao tratamento do HIV.

No entanto, poucos estudos analisaram a vitamina D como um marcador de mortalidade em pacientes com HIV.

Assim, os pesquisadores liderados pelo Dr. Leah Shepard da Faculdade de Medicina da Universidade College London analisaram 250 pacientes com AIDS dentro da coorte EuroSIDA. A EuroSIDA é um estudo de coorte observacional prospectivo de mais de 9.700 pacientes acompanhados em 72 hospitais em 26 países europeus. Este foi um estudo caso-controle, de modo que combinavam esses pacientes de AIDS com 250 controles saudáveis ​​também da coorte EuroSIDA.

Nesta coorte, as pessoas tem exames de sangue frequentes. Para esses pacientes particulares neste estudo caso-controle, os pacientes foram acompanhados por uma média de 44,6 meses. Eles queriam saber se a vitamina D estaria associada com risco de morte.

O que eles descobriram é que, para cada aumento de duas vezes no último nível de vitamina D tirado, houve uma redução de 46% no risco de morte. O tempo médio entre a última coleta de sangue e caso de morte foi de 3,1 meses.

Os pesquisadores concluíram, “Baixa vitamina D prevê a mortalidade a curto prazo em pessoas HIV-positivas.”

Eles recomendaram um estudo mais aprofundado para analisar se a suplementação de vitamina D pode ajudar a pacientes com HIV e reduzir seu risco de mortalidade.

Referências

Shepherd, L. et al. Prognostic value of vitamin D level for all-cause mortality, and association with inflammatory markers, in HIV-infected persons. Journal of Infectious Diseases, 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Baixos níveis de vitamina D associados à pior resposta ao tratamento em pessoas com HIV e Hepatite C

Uma pesquisa recente diz, as pessoas infectadas com o vírus da hepatite C (VHC) e HIV são 1936_flat_tiremenos propensas a responder à interferon peguilado e ribavirina (PEG/RBV) – um tratamento para VHC – se tiverem baixos níveis de vitamina D.

A deficiência de vitamina D é comum em pessoas com HIV e VHC. A correlação entre os níveis de vitamina D e a resposta ao tratamento PEG/RBV em pessoas co-infectadas não havia sido avaliada até o presente estudo, pelo Vienna HIV & Liver Study Group.

Este grupo de pesquisadores recrutou 65 pessoas com HCV e HIV que tinham registro de biópsia do fígado e dados de resposta virológica. Eles determinaram o status da vitamina D a partir de amostras de sangue armazenadas recolhidas no prazo de 1 mês antes de iniciar a terapia HCV.

Os autores constataram que 20% dos participantes tinham níveis normais de vitamina D (>30 ng/ml), enquanto que 57% estavam insuficientes de vitamina D (10-30 ng/ml) e 23% estavam deficientes em vitamina D (<10 ng/ml ).

Eles relatam que as taxas de resposta virológicas precoces – significando que o VHC não é detectável no sangue após 12 semanas de tratamento – foram significativamente mais freqüentes em pacientes com níveis suficientes de vitamina D (92%) do que naqueles com níveis (insuficientes (68%) ou deficientes 47 %). Os pacientes também foram mais propensos a ter uma resposta virológica sustentada – O VHC não é detectado no sangue 6 meses após a conclusão do tratamento – se estavam suficientes em vitamina D (85%) em comparação com aqueles com insuficiência (60%) ou a deficiência (40% ).

Os autores concluíram,

“Baixos níveis de 25(OH)D podem prejudicar resposta virológica à terapia PEGIFN+RBV, especialmente em pacientes de tratamento dificultado. A suplementação de vitamina D deve ser considerada e avaliada prospectivamente em pacientes HIV-VHC co-infectados que recebem tratamento CHC.”

Referências

Mandorfer M, Reiberger T, Payer B, Ferlitsch A, Breitenecker F, Aichelburg M, Obermayer-Pietsch B, Rieger Am Trauner M, Peck-Radosavljevic M. Low vitamin D levels are associated with impaired virologic response to PEGIFN+RBV therapy in HIV-hepatitis C virus coinfected patients. AIDS. January 2013.

Nascolini M. Low vitamin D tied to poor PEG-RBV response in people with HCV/HIV. International AIDS Society. Jan 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

Vitamina D pode aumentar a capacidade de mulheres em combater o HIV

Uma pesquisa publicada online sobre AIDS relata que mulheres que iniciam o tratamento de Foto: Vitamina D pode aumentar a capacidade de mulheres em combater o HIVUma pesquisa publicada online sobre AIDS relata que mulheres que iniciam o tratamento de HIV tardiamente no decorrer de sua infecção obtém significativamente menos células CD4  do sistema imunológico se tiverem com níveis insuficientes de vitamina D.As células CD4 são um tipo de glóbulo branco que combate a infecção. A contagem de células CD4 indica o estágio em que o vírus HIV ou AIDS está no paciente. Consideram-se pessoas com  a a contagem de CD4 abaixo de 200 como tendo desenvolvido AIDS.Os pesquisadores avaliaram 204 mulheres HIV-positivas que começaram o tratamento com anti-retrovirais mais tarde do que o habitual no decorrer de sua infecção. Oitenta e nove por cento das mulheres no estudo estavam deficientes de vitamina D. Os pesquisadores descobriram que, após 2 anos de terapia do HIV, as mulheres com níveis insuficientes de vitamina D obtiveram uma média de 134 CD4s, enquanto aqueles que foram consideradas suficientes em vitamina D obtiveram 188 células de CD4.Os autores concluem, "Podem haver mecanismos biológicos que explicam o efeito da insuficiência de vitamina D na recuperação de células CD4 final após a iniciação do HAART [terapia antiretroviral altamente ativa]."http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23095316http://www.webmd.com/hiv-aids/cd4-count-what-does-it-meanFonte: Vitamin D CouncilHIV tardiamente no decorrer de sua infecção obtém significativamente menos células CD4 do sistema imunológico se tiverem com níveis insuficientes de vitamina D.

As células CD4 são um tipo de glóbulo branco que combate a infecção. A contagem de células CD4 indica o estágio em que o vírus HIV ou AIDS está no paciente. Consideram-se pessoas com a a contagem de CD4 abaixo de 200 como tendo desenvolvido AIDS.

Os pesquisadores avaliaram 204 mulheres HIV-positivas que começaram o tratamento com anti-retrovirais mais tarde do que o habitual no decorrer de sua infecção. Oitenta e nove por cento das mulheres no estudo estavam deficientes de vitamina D. Os pesquisadores descobriram que, após 2 anos de terapia do HIV, as mulheres com níveis insuficientes de vitamina D obtiveram uma média de 134 CD4s, enquanto aqueles que foram consideradas suficientes em vitamina D obtiveram 188 células de CD4.

Os autores concluem, “Podem haver mecanismos biológicos que explicam o efeito da insuficiência de vitamina D na recuperação de células CD4 final após a iniciação do HAART [terapia antiretroviral altamente ativa].”

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23095316
http://www.webmd.com/hiv-aids/cd4-count-what-does-it-mean

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: Vitamin D Council