Prevenção de fraturas de quadril com vitamina D: uma análise de impacto no curto prazo

A deficiência de vitamina D, como uma condição comum no mundo todo, tem ocorrido devido às altas latitudes, estilo de vida emHip-fractures
ambientes fechados, cor da pele, uso indiscriminado de protetores solares ou pela falta de fortificação com vitamina D em alimentos na maioria dos países.  Por outro lado ela tem benefícios importantes na redução do risco de muitas doenças e condições.

A vitamina D é um suplemento relativamente barato, no entanto um hormônio importante sob diversos aspectos, como na homeostase do cálcio e dos ossos.  As relações doses-resposta à doenças específicas foram estimadas em estudos observacionais e em ensaios clínicos randomizados. Estas doenças para as quais os benefícios são bem suportados têm grandes efeitos econômicos, incluindo muitos tipos de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, várias infecções bacterianas e virais, doenças auto-imunes como a esclerose múltipla, assim como nas quedas e fraturas, este último em especial na população idosa.

Em um estudo recém publicado no Journal of Endocrinological Investigation, pesquisadores do setor de cuidados primários e de saúde pública da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, avaliaram o impacto orçamental da prescrição médica de rotina de 800 UI de diárias de vitamina D, em fraturas de quadril em idosos. Utilizando resultados de meta-análises para efeitos de tratamentos e estimativas de incidências no Reino Unido, eles realizaram uma avaliação econômica do tratamento de saúde na população do Reino Unido, com 65 anos ou mais, avaliando o impacto sobre os custos de fraturas de quadril.

Como resultado os pesquisadores declaram que, em uma estimativa de apenas penas um ano, considerando apenas a redução das fraturas de quadril, a prescrição de 800 UI de vitamina D por dia para todos os adultos com 65 anos ou mais poderia reduzir o número de incidências de 65.400 para 45.700, evitando quase 1.700 mortes associadas e ao mesmo tempo economizando 22 milhões de libras aos contribuintes do Reino Unido.

Em conclusão eles afirmam:

À medida em que o governo do Reino Unido pretende reduzir as despesas públicas em todos os setores, o investimento na terapia profilática prescrita, de 800 UI de colecalciferol para adultos com idade acima de 65 anos, é susceptível de produzir uma redução de custos, somente pela redução de fraturas de quadril no primeiro ano.”

Fontes

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Vitamina D e a doença de Parkinson: uma nova revisão sistemática e meta-análise

A vitamina D é um importante regulador de um grande número de genes. Os suplementos parkinson-1de vitamina D são comumente recomendados para os idosos para prevenir doenças ósseas. Novas evidências, no entanto, indicaram que a vitamina D desempenha um papel crucial no desenvolvimento do cérebro, na regulação da função cerebral e na neuroproteção. A doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa comum em idosos, caracterizada por desordens dos movimentos, incluindo tremores, acinesia e perda dos reflexos posturais.

Os sintomas motores resultam em grande parte da morte contínua de neurônios, apesar do uso das intervenções terapêuticas atuais. A causa e o mecanismo da morte dos neurônios ainda são desconhecidos. A deficiência de vitamina D é comum em pacientes com DP sugerindo seu potencial preventivo e terapêutico. A vitamina D pode exercer efeitos protetores e neurotrópicos diretamente ao nível celular, por exemplo, na proteção do sistema da dopamina e/ou pela regulação da expressão genética. Esta nova revisão, recém publicada na revista Neurological Sciences, resume as evidências observacionais implicando vitamina D como uma candidata para a prevenção e para o tratamento da DP.

Para estimar a associação entre o status de vitamina D e a doença de Parkinson, os pesquisadores buscaram por estudos n​​os bancos de dados PubMed, EMBASE e Cochrane Library, até fevereiro de 2014, com as seguintes palavras-chave: “vitamina D” ou “25(OH)D” e “status” ou “deficiência” ou “insuficiência” e “doença de Parkinson”. Uma análise foi então realizada em estudos observacionais que relataram uma associação entre os níveis sanguíneos de vitamina D com a doença. Sete estudos preencheram os critérios de inclusão, com 1.008 pacientes e 4.536 controles.

Os resultados demonstraram que os pacientes tiveram níveis médios mais baixos de vitamina D que os controles saudáveis. Os pacientes com insuficiência de vitamina D tiveram um risco aumentado para a DP e os pacientes com a deficiência de vitamina D experimentaram um risco duas vezes maior. 

Os pesquisadores resumem:

Baixos níveis de vitamina D estão associados a um risco aumentado para a doença de Parkinson.

Fontes:

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A vitamina D deixa você mais inteligente?

A suplementação de vitamina D – ou apenas ficar mais tempo no sol – pode ajudar a evitar Woman-Sunlight-Face-Happyo declínio cognitivo em adultos mais velhos, de acordo com um estudo recentemente publicado no Journal of the American Geriatrics Society.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Wake Forest Baptist Medical Center, da Universidade de Alabama-Birmingham, da Universidade da Califórnia-San Francisco, da Universidade de Pittsburgh e do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento (NIA). Ele recebeu financiamento da NIA e do Instituto Nacional de Pesquisas em Enfermagem.

Pesquisadores já sabem há algum tempo que tanto o comprometimento cognitivo quanto a deficiência de vitamina D são comuns em idosos. “Este estudo se soma às evidências crescentes que sugerem que haja uma associação entre baixos níveis de vitamina D e o declínio cognitivo ao longo do tempo”, disse o autor Valerie Wilson, MD.

Baixa vitamina D, pior desempenho cognitivo

Os pesquisadores analisaram dados de 2.777 adultos em bom funcionamento entre as idades de 70 e 79 anos que foram inscritos no estudo Dynamics of Health, Aging and Body Composition (Health ABC). Os participantes eram todos beneficiados do Medicare, adultos brancos ou negros de Pittsburgh, Pensilvânia e Memphis, Tennessee, que se juntaram ao estudo entre Abril de 1997 e Junho de 1998.

Os participantes foram submetidos a testes de função cognitiva no início do estudo e tiveram seus níveis de vitamina D medidos 12 meses mais tarde. Três anos depois, os participantes foram submetidos outro teste cognitivo.

“Somente com os dados observacionais de base, não se pode concluir que baixos níveis de vitamina D provoquem declínio cognitivo”, disse Wilson. Mas “Quando analisamos quatro anos percorridos, baixos níveis de vitamina D foram associados com pior desempenho cognitivo em um dos dois testes cognitivos utilizados”. “É interessante que exista esta associação e, finalmente, a próxima questão é se suplementar ou não vitamina D poderia melhorar a função cognitiva ao longo do tempo”, disse ele.

Seriam necessários estudos randomizados e controlados para determinar com certeza se suplementação de vitamina D pode evitar o declínio cognitivo, no entanto.

“Embora este estudo não possa estabelecer uma relação direta de causa e efeito, ele teria uma enorme implicação na saúde pública se a suplementação de vitamina D puder ser demonstrada melhorar o desempenho cognitivo ao longo do tempo, porque a deficiência é muito comum na população”, disse Wilson.

Ela observou que mais pesquisas poderiam também determinar se as habilidades cognitivas específicas são mais ou menos afetadas pela deficiência de vitamina D. “Os médicos precisam destas informações para fazer recomendações bem suportadas para seus pacientes”, disse ela. “Mais pesquisas também são necessárias para avaliar se domínios cognitivos específicos, tais como a memória versus a concentração, são especialmente sensíveis aos baixos níveis de vitamina D”.

A luz solar para a saúde do cérebro

Um corpo crescente de pesquisas estão associando a vitamina D com a função cognitiva. Em um estudo realizado por pesquisadores da Peninsula Medical School, em Exeter, da Universidade de Cambridge e da Universidade de Michigan e publicado no Journal of Geriatric Psychology em 2009, idosos com baixos níveis séricos de vitamina D também obtiveram menores pontuações em testes de memória, atenção e orientação no espaço e no tempo. Estudos também têm demonstrado que pacientes com demência tendem a ter níveis mais baixos de vitamina D que seus pares cognitivamente saudáveis.

Cientistas já sabiam que a vitamina D constrói e mantém ossos e dentes saudáveis, mas só recentemente começaram a explorar o papel que ela desempenha na saúde cognitiva. Pesquisas demonstraram também que a vitamina desempenha um papel importante na função imunológica e na prevenção de doenças auto-imunes, no câncer e em outras doenças crônicas. A vitamina D, apelidada de “vitamina do sol”, é produzida naturalmente pela pele após a exposição à luz solar. São necessários apenas 15 a 30 minutos de sol no rosto e nas mãos desprotegidos, para uma pessoa média de pele clara, para obter os níveis ideais; peles mais escuras exigem um maior tempo ao sol.

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: NaturalNews.com

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Baixos níveis de vitamina D associados à força de aperto ruim em centenários

De acordo com um novo estudo publicado no Journal of Nutrition em Gerontologia e Geriatria, elderly-woman-walking-in-sun-e1394749602186-620x412baixos níveis de vitamina D estão associados com a força de aperto ruim em centenários.

Há uma ligação bem estabelecida entre a vitamina D e força muscular. Os pesquisadores descobriram que os níveis consistentemente baixos de vitamina D estão associados à fragilidade e a força de aperto ruim de adultos para as populações mais velhas. Além disso, alguns estudos constataram que a suplementação de vitamina D melhora a força de aperto se comparada com placebo.

No entanto, até à data, ninguém observou se a vitamina D ainda está associada com a força de aperto nos “mais antigos de idade.” No presente estudo, pesquisadores da Universidade da Geórgia examinaram centenários (idosos com idade superior a 100 anos) e quase centenários (com mais de 98 anos de idade).

Os pesquisadores analisaram uma coorte de 244 centenários e quase centenários inscritos no Estudo dos Centenários de Geórgia. Eles observaram seus níveis de vitamina D e suas força de aperto, medida por um dinamômetro de aperto manual.

O que eles descobriram é que as pessoas com um nível de vitamina D acima de 20 ng/ml apresentaram uma força de aperto maior que os que estavam abaixo. Quando eles elevaram este limite, esta relação ainda se manteve verdadeira. Aqueles com um nível maiores que 32 ng/ml apresentaram força de aperto maior que os que estavam abaixo.

“Baixo status da vitamina D foi associado com a força de de aperto ruim, um indicador da função física, em centenários”, afirmaram os pesquisadores. “Em uma população onde o estado funcional é uma preocupação, é importante entender os fatores associados à má função física, a fim de implementar programas que possam ajudar a prevenir ou minimizar o declínio da função física entre os mais velhos.”

Referências

Haslam A et al. Vitamin D Status Is Associated With Grip Strength in Centenarians. Journal of Nutrition in Gerontology and Geriatrics, 2014.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Novo estudo constata prevalência de deficiência de vitamina D durante o verão em idosos de Recife

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de idosoPernambuco avaliou a prevalência de deficiência de vitamina D entre homens idosos e sua associação com a exposição ao sol e fototipos de pele. O estudo transversal analítico envolveu 284 homens com idades entre 60 anos ou mais, recrutados aleatoriamente de uma unidade de cuidados básicos na cidade de Recife.

A maioria dos indivíduos (66,7%) tinha fototipo de pele IV, V e VI segundo a escala de Fitzpatrick. A prevalência da deficiência de vitamina D foi de 31,5% e de 66,7% quando foram utilizados os pontos de corte inferiores a 20 e 30 ng/mL, respectivamente. O baixo consumo de cálcio também foi observado em 72% dos participantes e apenas 2,5% utilizaram suplementos vitamínicos.

“Esperávamos que a prevalência de deficiência seria muito menor em nossa região, uma vez que os indivíduos estudados vivem em uma área com luz solar abundante e a coleta de sangue foi realizada nos meses mais ensolarados do verão”.

Os tipos de pele mais escuros e também a idade podem influenciar na capacidade da pele de produzir vitamina D, assim como a dificuldade dos idosos em buscar exposição solar suficiente. Em conclusão os autores afirmam:

Idosos com baixos níveis de vitamina D têm um pior desempenho cerebral

Um estudo publicado na última edição do periódico Archives of Internal Medicine aponta que a46255_347555205340530_1541770301_n vitamina D é um nutriente que faz diferença para o funcionamento do cérebro ao longo do envelhecimento.

Cerca de 850 italianos com mais de 65 anos de idade foram acompanhados por um período de seis anos e foram submetidos a medidas da concentração de vitamina D no sangue, além de testes cognitivos, especialmente de atenção e funções executivas. Aqueles que tinham acentuada deficiência de vitamina D tinham uma chance 60% maior de apresentarem declínio da capacidade cognitiva quando comparados aos idosos com níveis normais da vitamina. Sabe-se que a vitamina D está associada à expressão de diferentes proteínas e células essenciais para a função cerebral e seu efeito de proteção cerebral pode ser explicado também pelo seu papel no metabolismo do cálcio e pela sua capacidade de inibir depósitos de substâncias que estão associadas à doença de Alzheimer. Esse melhor desempenho cerebral com níveis maiores de vitamina D também foi recentemente demonstrado em homens de meia-idade.

Fonte: idmed.terra.com.br