Vitamina D pode proteger contra a obesidade, segundo nova pesquisa

Estudos prospectivos relatam uma correlação inversa entre os níveis de  vitamina D e a prevalência da obesidade e do diabetes tipo 2. Alémobesidade disso, o seu status pode ser um determinante do início da obesidade. No entanto, pouco ainda se conhece sobre a causalidade entre estas observações. Em um novo estudo publicado no The Journal of Nutritional Biochemistry, pesquisadores da França estudaram o efeito preventivo da suplementação de vitamina D no início da obesidade em um modelo de obesidade induzida pela dieta, em ratos.

O estudo demonstrou que a suplementação  de vitamina D (15.000 UI/kg de alimentos, por 10 semanas) limitou o ganho de peso induzido pela dieta rica em gordura, justamente com uma melhoria da homeostase da glicose. A limitação do ganho de peso pode ser ainda explicada por um aumento da oxidação de lípidos, possivelmente devido a um aumento da regulação de genes envolvidos na oxidação dos ácidos graxos e no metabolismo mitocondrial, que leva a um aumento dos gastos energéticos.

Os pesquisadores resumem as observações:

“De forma geral, estes dados demonstram que a vitamina D3 regula o gasto da energia e sugerem que a sua suplementação possa representar uma estratégia de nutrição preventiva para combater o surgimento da obesidade e dos distúrbios metabólicos associados.”

Fonte

Vitamin D protects against diet-induced obesity by enhancing fatty acid oxidation. Jun 2014.

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Deficiência de vitamina D: aumentando o risco de obesidade anos mais tarde?

Um novo estudo publicado no European Journal of Nutrition relata que a deficiência de shutterstock_2723559-620x413vitamina D pode aumentar suas chances de se tornar obeso anos mais tarde.

O estudo analisou 1.226 pessoas inscritas no estudo Pizarra, um coorte criado em 1996. Os participantes foram seguidos ao longo dos 12 anos seguintes, com três avaliações abrangendo o total dos 12 anos. Avaliações iniciais ocorreram entre 1996 e 1998, a segunda avaliação ocorreu entre 2002 e 04 e avaliação final ocorreu entre 2005 e 07.

O que os pesquisadores descobriram é que aqueles que tinham baixos níveis de vitamina D na segunda avaliação foram muito mais propensos a se tornarem obesos na avaliação final, em comparação com aqueles com níveis mais altos de vitamina D. Especialmente, aqueles com níveis mais baixos que 17 ng/ml tinham um risco 2,35 vezes maior de se tornarem obesos que aqueles com níveis superiores a 17 ng/ml.

A obesidade é um conhecido fator de risco para a deficiência de vitamina D, porque quanto mais você pesa mais vitamina D você necessita. Isso nos faz entender a relação exata entre a obesidade e vitamina D difícil de estudar e compreender. Os pesquisadores estão tentando descobrir se a falta de vitamina D o torna suscetível a se tornar obeso, ou se a obesidade faz você se tornar deficiente ou uma combinação de ambos.

A vantagem deste estudo é que os pesquisadores tiveram o benefício de ver os níveis de vitamina D em uma avaliação inicial, e, então, avaliar se pessoas com diferentes níveis de vitamina D ganharam de peso, perderam de peso ou permaneceu o mesmo. Eles foram capazes de se aprimorar sobre a questão, a vitamina D o torna mais suscetível a se tornar obeso?

Os pesquisadores concluíram: “Os resultados do presente estudo sugerem que valores menores de 25(OH)D em indivíduos obesos podem não terem sido secundários à obesidade, mas podem de fato preceder a obesidade.”

Referências

Molero IG et al. Hypovitaminosis D and incidence of obesity; a prospective study. Eur J of Clin Nutr, 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Mulheres obesas dão à luz a bebês com níveis mais baixos de vitamina D

Mulheres obesas têm maior probabilidade de dar à luz a crianças com baixos níveispregnant-woman-9.18 sanguíneos de vitamina D que mulheres de peso saudável, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Northwestern University e publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

A vitamina D é naturalmente produzida pelo organismo após a exposição à radiação ultravioleta do sol. Ela desempenha um papel importante na síntese e manutenção óssea e estudos recentes têm sugerido que também ajuda a manter um sistema imunológico saudável. Os níveis insuficientes de vitamina D têm sido associados a um maior risco de obesidade, inflamação e doenças auto-imunes em adultos, mas permanece desconhecido o efeito que baixos níveis de vitamina D podem ter em lactentes.

Pelo fato da vitamina D ser solúvel em gordura, tende a acumular-se na gordura corporal. Como conseqüência, pessoas obesas podem estar consumindo ou produzindo a mesma quantidade de vitamina D que as pessoas mais magras, mas ainda terem níveis mais baixos no sangue.

Este novo estudo foi realizado como parte de um estudo de longo prazo para saber se a gordura corporal ao nascer é preditiva de gordura corporal na vida futura. Como parte do estudo, os pesquisadores também coletaram e analisaram dados sobre os níveis de vitamina D no nascimento. A análise de vitamina D foi realizada em 61 mulheres que deram à luz no Hospital da Mulher do Northwestern Memorial Hospital em Chicago. Todas as mulheres participantes tinham índices de massa corporal classificados como normais ou obesos. Seus níveis de vitamina D foram medidos a partir de sangue colhido em algum momento entre as semanas 36 e 38 da gravidez. A vitamina D dos bebês foi medida a partir de uma amostra de sangue umbilical tiradas logo após o nascimento. A gordura corporal, peso e volume nos bebês  também foram medidos.

Menos vitamina D transferida para bebês

Os pesquisadores descobriram que, independentemente do peso, as mulheres tenderam a ter níveis semelhantes (saudáveis) de vitamina D no sangue. No entanto, as crianças nascidas de mulheres mais magras tiveram um terço a mais de vitamina D no sangue que recém-nascidos de mulheres obesas. Isto sugere que as mulheres obesas transferem menos vitamina D para seus bebês. “Quase todas as mães neste estudo relataram tomar vitaminas pré-natais, que pode ser a razão pela qual os seus próprios níveis de vitamina D estarem suficientes, mas os bebês nascidos das mães obesas tinham níveis reduzidos de vitamina D “, o pesquisador Jami L. Josefson disse. “É possível que a vitamina D possa ficar seqüestrada no excesso de gordura e não ser transferida suficientemente de uma mulher grávida obesa para seu bebê.”

Surpreendentemente, no entanto, os bebês com mais gordura corporal também apresentaram os maiores níveis de vitamina D.

“A quantidade de gordura corporal dos bebês neste estudo foi semelhante a de outros estudos que relatam a gordura corporal neonatal “, disse Josefson. “O que foi fora do cumum sobre este estudo foi que encontramos que bebês nascidos com níveis mais altos de vitamina D tinham mais gordura corporal. Isso está em contraste com estudos em crianças e adultos que têm uma relação inversa entre os níveis de vitamina D e gordura corporal, onde quanto maior sua vitamina D, menor a sua gordura”.

Referências

http://www.northwestern.edu

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Vitamina D pode ajudar os níveis de insulina em obesos

Suplementos de vitamina D podem ajudar crianças e adolescentes obesos a controlar seus 1844_man_belly2níveis de açúcar no sangue, o que pode ajudar a evitar diabetes, dizem pesquisadores americanos.

Catherine Peterson, da Universidade de Missouri e colegas estudaram 35 crianças e adolescentes obesos e pré-diabéticos que estavam em tratamento no programa de obesidade e diabetes em adolescentes da universidade.

Todos tinham níveis de vitamina D insuficientes ou deficientes e tinham dietas e níveis de atividade semelhantes.

Metade dos participantes do estudo foram divididos aleatoriamente em uma alta dose de suplemento de vitamina D ou placebo diariamente durante seis meses, disse Peterson.

O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, constatou que aqueles que tomaram o suplemento desenvolveram níveis suficientes de vitamina D e reduziram a quantidade de insulina no sangue.

“Ao aumentar a ingestão de vitamina D isolada, temos uma resposta que era quase tão poderosa quanto a que vimos utilizando um medicamento de prescrição”, disse Peterson em um comunicado. “Nós vimos uma diminuição nos níveis de insulina, o que significa melhor controle glicêmico, apesar de não ter havido mudança no peso corporal, ingestão ou atividade física.”

A dose de vitamina D dada aos adolescentes obesos no estudo não era recomendada a todos, disse Peterson.

“Para os médicos, a mensagem principal da pesquisa é verificar o status da vitamina D de seus pacientes obesos, porque eles são propensos a ter quantidades insuficientes”, disse Peterson. “Adição de suplementos de vitamina D para as suas dietas podem ser um complemento eficaz para o tratamento da obesidade e da resistência à insulina associada.”

Referências

“Correcting vitamin D insufficiency improves insulin sensitivity in obese adolescents: a randomized controlled trial”. Autores: Anthony M Belenchia, Aneesh K Tosh, Laura S Hillman e Catherine A Peterson

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte UPI.com

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Seus filhos estão acima do peso ou obesos? Eles podem estar deficientes em vitamina D

O peso extra em seu filho pode significar um risco ainda maior para as complicações de overweight childrensaúde do que se pensava inicialmente. De acordo com um estudo recente que surge no Jornal Pediatrics, pode significar também seu filho esteja deficiente em uma das mais importantes “vitaminas” para a saúde humana e para o funcionamento geral vital — a vitamina D, um contribuinte necessário para o desenvolvimento do esqueleto saudável em crianças, entre outras coisas.

Pesquisadores da University of Texas Southwestern Medical Center em Dallas fizeram um estudo transversal de crianças afro-americanas, latinas e caucasianas, com idades entre seis e dezoito anos e dividiram-nas, por altura e peso, em quatro grupos distintos: peso saudável, com excesso de peso, obesas e com obesidade grave. Eles descobriram que a deficiência de vitamina D é “altamente prevalente em crianças com sobrepeso e com obesidade.” Especificamente, níveis insuficientes de vitamina D foram encontrados em 21 por cento das crianças com peso saudável, 29 por cento das crianças com excesso de peso e 34 por cento de crianças obesas e 49 por cento com obesidade grave.

Entre as crianças que estavam severamente obesas, crianças afro-americanas e latinas foram constatadas terem maiores taxas de deficiência de vitamina D, em 87 por cento e 52 por cento respectivamente. A título de comparação, os níveis de deficiência foram muito mais baixos em crianças brancas, em 27 por cento. De acordo com os autores do estudo, “A prevalência particularmente alta em crianças severamente obesas e de minorias sugere que a triagem alvo e direcionamento terapêutico sejam necessários.”

Os resultados deste estudo surgem seguindo resultados publicados no ano passado na revista Pediatrics, que constatou que 70 por cento de todas as crianças dos EUA têm baixos níveis de vitamina D. Na época, o Dr. Juhi Kumar, do Hospital Infantil de Montefiore Medical Center, descreveu essas descobertas como “chocantes”. E de fato é, especialmente lembrando que a deficiência de vitamina D tem sido associada com aparentemente inumeráveis complicações de saúde ​​em adultos, incluindo, mas não limitado a doenças cardíacas, doenças auto-imunes, infertilidade, defeitos congênitos, diabetes, depressão, dores crônicas, insônia e até mesmo a vários tipos de câncer.

Mais informações sobre a ausente “vitamina” D

A manutenção de níveis adequados de vitamina D é fundamental pois influencia cerca de 3.000 dos cerca de 25.000 genes no corpo humano. De acordo com o Dr. Larry Wilson, saudáveis níveis de vitamina D ajudam o corpo em uma multiplicidade de atividades essenciais de reparação e manutenção, assim como equilibra as funções do sistema imunitário, proteção contra infecções e inflamações e contribui para a produção de mais de 200 peptídeos anti-microbianos, para nomear algumas.

Embora a exposição direta ao sol possa ser a forma ideal mais natural de obtenção dos níveis diários recomendados de vitamina D, Dr. Wilson acredita que as pessoas não podem obter o suficiente somente da luz solar. E os fabricantes de produtos de cuidados com o sol não estão nos fazendo nenhum favor, diz ele, quando seus produtos bloqueiam os raios de luz que ajudam nosso corpo a produzir vitamina D na pele.

“Sair ao sol parece não importar muito, a não ser, talvez, você estiver fora o dia todo”, diz Wilson, e “camas de bronzeamento podem ser usadas para obter mais vitamina D, mas podem não ser seguras.”

E os alimentos, por si só, podem não oferecer o suporte suficiente. “A vitamina D não é alta o suficiente em óleo de fígado de bacalhau, ou apenas em produtos lácteos e carnes alimentadas com pasto… Se alguém come três ou quatro latas de sardinha por semana, não vai precisar de suplementos vitamina D na maioria dos casos.” Ele não recomenda comer salmão, atum, bacalhau preto (que contêm alguma vitamina D) ou qualquer outro peixe ou frutos do mar em geral, por causa de seu alto teor de mercúrio tóxico.

Por estas razões e sobretudo porque os níveis adequados de vitamina D são tão essenciais para a saúde do organismo humano, Wilson recomenda tomar suplemento de vitamina D3 por via oral. Especialistas, diz ele, geralmente consideram 5.000 UI de vitamina D por dia como o ideal para a maioria dos adultos, incluindo mulheres grávidas. Que funciona em cerca de 35 UI por libra de peso corporal, muito mais do que a dose diária recomendada (RDA). E as crianças requerem uma dosagem menor que os adultos. Então, se você não tiver certeza de quanto dar ao seu filho, consulte um profissional de saúde confiável, porque uma overdose é possível.

Referências

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte NaturalNews.com

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Deficiência de vitamina D comum em crianças obesas

Uma pesquisa recente publicada na revista Pediatrics relata que a deficiência de vitamina D é extremamente prevalente em crianças com sobrepeso e obesidade.
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Pesquisadores liderados por Christy Turner, MD, MHS, e seus colegas da Universidade do Texas Southwestern Medical Center, em Dallas, analisaram os dados de mais de 12.000 crianças americanas e adolescentes de 6 a 18 anos no National Health and Nutrition Examination Survey.

A altura, o peso corporal, e os níveis de vitamina D das crianças foram medidos. Os participantes foram classificados como peso saudável, sobrepeso, obesidade ou obesidade grave. Após o ajuste para fatores de confusão, os pesquisadores examinaram a associação entre IMC e deficiência de vitamina D. Eles descobriram que 21% dos jovens com peso saudável estavam deficientes em vitamina D, 29% das crianças com sobrepeso, 34% das obesas, e 49% das crianças gravemente obesas estavam deficientes em vitamina D.

Após a contabilização de suplementação de vitamina D e ingestão de leite fortificado, a deficiência de vitamina D foi mais prevalente entre os latinos severamente obesos (53%) e afro-americanos (87%), em comparação com 27% de crianças caucasianas.

A autora principal Christy, MD, MHS, afirmou que ela e seus colegas rotineiramente verificam os níveis de vitamina D em crianças em clínicas de controle de peso. Para as crianças deficientes são prescritas doses elevadas de suplementos de vitamina D tomadas semanalmente. Após 8 semanas, os níveis são reavaliados e, se normais, as crianças são colocadas em uma dose de manutenção mensal. As doses não foram especificadas.

Os autores concluem,

“Mais estudos são necessários para determinar a relevância clínica de baixos níveis de vitamina D em crianças com excesso de peso / obesidade, incluindo se há uma relação causal entre a deficiência de vitamina D e obesidade associadas condições cardio-metabólicas, bem como as condições esqueléticas … A prevalência particularmente alta em crianças gravemente obesas e de minoria sugere que a triagem orientada e direcionamento terapêutico sejam necessários. “

Referências

Turer CB, Lin H, Flores G. Prevalence of vitamin D deficiency among overweight and obese US children. Pediatrics. December 24, 2012.

Rubin R. Children’s Health. Low vitamin D more common in overweight kids. WebMD. Dec 2012.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: Vitamin D Council