Vitamina D: um agente anti-infeccioso universal

Antes da era dos antibióticos, o tratamento de pacientes com tuberculose era restrito à gripeexposição solar em sanatórios. Anos mais tarde, verificou-se que a vitamina D estimula a produção de catelicidinas, uma família de polipéptidos encontrados nos lisossomos de macrófagos e leucócitos. As catelicidinas desempenham um papel crítico na defesa imunitária inata, a qual cumpre uma função importante na supressão de infecções.

Pesquisadores acreditam que o aumento da incidência do resfriado comum e da pneumonia durante o inverno esteja relacionado a diminuição da exposição à luz solar, a qual resulta em uma diminuição da síntese de vitamina D. Um estudo conduzido por pesquisadores da Itália e de Israel, publicado este mês no Annals of the New York Academy of Sciences, destaca o papel da vitamina D como um novo agente anti-infeccioso para uma ampla gama de doenças.

“Uma associação foi estabelecida entre baixos níveis de vitamina D e infecções entéricas e das vias respiratórias superiores, pneumonia, otite média, infecções por Clostridium, vaginoses, infecções do trato urinário, sepse, gripe, dengue, hepatite B, hepatite C e infecções por HIV. Acumulando evidências que sugerem que vitamina D exerça efeitos protetores durante as infecções pela regulação positiva da expressão de catelicidinas e β-defensinas 2 nos fagócitos e nas células epiteliais. A vitamina D pode atuar como um agente antibiótico panaceal e, assim, ser útil como uma terapia adjuvante em diversas infecções”, resumem os autores.

Fonte

Vitamin D: a new anti-infective agent? Mar 2014.

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Redução dos níveis de vitamina D associada à pneumonia

Um breve relatório publicado online em 17 de abril de 2013 do Journal of Epidemiology older-couple-siaand Community Health, revela um efeito protetor para os níveis mais elevados de vitamina D contra o risco de desenvolvimento de pneumonia.

O estudo incluiu 723 homens e 698 mulheres com idades entre 53 e 73 anos, inscritos no Estudo dos Fatores de Risco das Doenças Isquêmicas do Coração em Kuopio. Os indivíduos estavam livres de pneumonia e outras doenças pulmonares no início da pesquisa. As amostras de soro sanguíneo obtidas no momento da inscrição foram analisadas quanto aos níveis de 25-hidroxivitamina D3, cuja média foi de 17,43 ng/mL. Os participantes foram acompanhados por uma média de 9,8 anos, em que 73 pessoas foram hospitalizadas pelo menos uma vez, devido à pneumonia.

Um maior risco de pneumonia foi observado em associação com aumento da idade. Os pesquisadores Alex Aregbesola e colegas da Universidade do Leste da Finlândia do Instituto de Saúde Pública e Nutrição Clínica descobriram que homens e mulheres cujos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D3 estavam no menor tercil entre os participantes tiveram 2,6 vezes o risco de contrair pneumonia, em comparação com aqueles cujos níveis eram mais elevados. Os homens foram mais propensos a desenvolverem pneumonia que as mulheres e os fumantes mais propensos que os não-fumantes. O ajuste dos dados para vários fatores não modificou os resultados.

O presente estudo é o primeiro a demonstrar uma associação entre os níveis insuficientes de vitamina D e um maior risco de pneumonia entre indivíduos que estão envelhecendo, na população geral. Os resultados corroboram com os da pesquisa anterior, que indicaram que a redução dos níveis de vitamina D está associada a um maior risco de infecções. Nos países do norte, como a Finlândia, a exposição ao sol durante o inverno é insuficiente, necessitando de suplementação de vitamina D. Os autores sugerem que a deficiência de vitamina D seja um problema de saúde pública e recomendam novas pesquisas.

Referências

“Serum 25-hydroxyvitamin D3 and the risk of pneumonia in an ageing general population”. Autores: Alex Aregbesola, Sari Voutilainen, Tarja Nurmi, Jyrki K Virtanen, Kimmo Ronkainen, Tomi-Pekka Tuomainen.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte LifeExtension

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Falta de vitamina D em pessoas com pneumonia aumenta risco de morte

Um estudo publicado na revista Respirology revela que os pacientes adultos internados com pneumonia estão mais propensos a morrer se eles tiverem deficiência de vitamina D. A vitamina D é conhecida por estar envolvida na resposta imune inata à infecção. A equipe de pesquisadores do Waikato Hospital e da Universidade de Waikato e de Otago, mediram a vitamina D em amostras de sangue de 112 pacientes adultos internados com pneumonia adquirida na comunidade durante o inverno no único hospital de cuidados agudos, em Hamilton, Nova Zelândia. Os pesquisadores descobriram que a deficiência da vitamina D estava associada com maior mortalidade nos primeiros 30 dias após a internação por pneumonia. A associação feita com a deficiência de vitamina D não foi explicada pela idade do paciente, sexo, comorbidades, a severidade da resposta inflamatória sistêmica ou outros fatores prognósticos conhecidos. Os autores concluem que “uma melhor compreensão da vitamina D e de seu papel na imunidade pode levar a melhores maneiras de prevenir e /ou tratar a pneumonia. Precisamos agora de investigar se suplementos de vitamina D podem ser uma adição útil no tratamento de pneumonia e se o uso de suplementos pode ajudar a prevenir ou reduzir a gravidade da pneumonia em populações de alto risco” Fonte: R7