A vitamina D via oral é uma opção viável de tratamento para a psoríase: pesquisa

A psoríase é uma doença crônica, auto-imune que surge na pele. Ela ocorre quando inverse_psoriasis_1401_xo sistema imunológico envia sinais defeituosos que aceleram o ciclo de crescimento das células da pele. A psoríase não é contagiosa. Existem cinco tipos de psoríase. A forma mais comum, a psoríase em placas, aparece como manchas vermelhas sobrelevadas, cobertas com uma formação branca prateada das células mortas da pele. A psoríase pode ocorrer em qualquer parte do corpo e está associada a outros problemas de saúde graves, como o diabetes, doenças cardíacas e a depressão. A psoríase é a doença auto-imune mais comum nos EUA com um número de cerca de 7,5 milhões de americanos afetados pela doença.

A vitamina D como um tratamento tópico tornou-se um dos pilares para o tratamento da psoríase vulgar. A vitamina D por via oral, por outro lado, tem se tornado na maior parte uma opção esquecida. Em um novo estudo publicado em 01 de agosto de 2013, por pesquisadores do Departamento de Dermatologia da Universidade da Califórnia, EUA, no Journal of Dermatological Treatment, uma revisão da literatura sobre a vitamina D oral como um tratamento para a psoríase revela que este tratamento pode ser de grande eficácia.

Segundo os pesquisadores o principal efeito colateral desta terapia é a hipercalcemia, que parece ser facilmente monitorada e evitada com a dosagem e acompanhamentos adequados. A literatura também sugere uma correlação entre baixos níveis séricos de vitamina D nesta população de pacientes associada com o aumento da gravidade do comprometimento da doença. Adicionalmente, a vitamina D oral melhora a artropatia psoriática. Além disso, a vitamina D tem sido comprovada ter muitos benefícios para a saúde, como a prevenção do câncer, melhoria da saúde cardiovascular, entre muitos outros. Pacientes com psoríase, como uma população, estão em maior risco de desenvolverem complicações adversas para a saúde tais como as doenças cardiovasculares e a vitamina D oral pode provar ser benéfica para esta população.

“A vitamina D oral é barata e facilmente disponível. É ainda uma opção viável e não deve ser esquecida como um possível tratamento para a psoríase.”

Também recentemente pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conduzidos pelo Dr. Danilo C. Finamor, publicaram na revista Dermato Endocrinology um estudo pioneiro ainda mais impressionante, utilizando altas doses de vitamina d3 no tratamento da psoríase e do vitiligo.  Os pesquisadores recrutaram nove pacientes com psoríase e dezesseis pacientes com vitiligo, que receberam 35.000 UI de vitamina D3 uma vez por dia durante seis meses, em associação à uma dieta pobre em cálcio (evitando produtos lácteos e alimentos enriquecidos com cálcio, como aveia, arroz ou “leite” de soja) e hidratação com um mínimo de 2,5 L por dia.  Os resultados podem ser conferidos nas imagens (clique para ampliar):

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Os autores concluem:

“A terapia com altas doses de vitamina D3 pode ser segura e eficaz para pacientes com psoríase e vitiligo”.

Fontes

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A avaliação dos efeitos de altas doses de vitamina D em pacientes com psoríase e vitiligo: um estudo brasileiro

A autoimunidade tem sido associada com a deficiência e a resistência à vitamina D. Altas shutterstock_71957524-e1361470707727-620x342doses de vitamina D3 podem concebivelmente compensar esta resistência hereditária quanto aos seus efeitos biológicos. Um estudo recente conduzido por pesquisadores do Brasil, publicado online na revista Dermato Endocrinology teve como objetivo avaliar a eficácia e segurança do tratamento prolongado com altas doses de vitamina D3 em pacientes com psoríase e vitiligo.

O pesquisador Danilo Finamor da Universidade Federal de São Paulo e colegas, recrutaram nove pacientes com psoríase e dezesseis pacientes com vitiligo, que receberam 35.000 UI de vitamina D3 uma vez por dia durante seis meses, em associação à uma dieta pobre em cálcio (evitando produtos lácteos e alimentos enriquecidos com cálcio, como aveia, arroz ou “leite” de soja) e hidratação com um mínimo de 2,5 L por dia.

Todos os pacientes com psoríase foram marcados de acordo com o Psoriasis Area Severity Index (PASI) no início do estudo e após o tratamento. Todos os pacientes apresentaram baixos níveis de vitamina D (≤ 30 ng/mL) no início do estudo. Após o tratamento os níveis de 25(OH)D3 aumentaram significativamente e os níveis de PTH diminuiram significativamente. A pontuação PASI melhorou significativamente em todos os nove pacientes com psoríase. Quatorze dos dezesseis pacientes com vitiligo tiveram de 25 a 75% de repigmentação. A uréia sérica, creatinina e o cálcio (total e ionizado) não se alteraram e a excreção do cálcio urinário aumentou dentro do intervalo de normalidade.

Os autores concluiram:

“A terapia com altas doses de vitamina D3 pode ser segura e eficaz para pacientes com psoríase e vitiligo”.

Fonte

“A pilot study assessing the effect of prolonged administration of high daily doses of vitamin D on the clinical course of vitiligo and psoriasis”. Autores: Danilo C Finamor, Rita Sinigaglia-Coimbra, Luiz C. M. Neves, Marcia Gutierrez, Jeferson J. Silva, Lucas D. Torres, Fernanda Surano, Domingos J. Neto, Neil F. Novo, Yara Juliano, Antonio C. Lopes e Cicero Galli Coimbra.

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