Vitamina D inibe o crescimento do câncer bucal

A associação inversa entre a vitamina D e o risco de câncer é bem estabelecida, mas a sorrisorelação com o câncer oral é menos bem compreendida. Para promover a compreensão destas relações, uma nova pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos inibidores do crescimento, da vitamina D, no câncer oral.

O estudo in vitro, conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, recém publicado no Journal of Dietary Supplements, utilizou a vitamina D em sua forma ativa para avaliar as alterações no crescimento usando as linhas celulares CAL27, SCC15 e SCC25 de cânceres orais, em concentrações fisiológicas e suprafisiológicas.

Os resultados revelaram que o crescimento de todas as três linhas celulares de câncer foram significativamente reduzidas pela administração de vitamina D, com uma inibição máxima no SCC15 de 6,8% a 50 nmol, 19,7% no CAL27 e 43,6% no SCC25 a 100 nmol. Além disso, as quedas observadas no crescimento foram associadas a reduções significativas na viabilidade, bem como na ativação de duas vias apoptóticas chaves (caspase e bcl: bax).

Os autores concluem:

“Os resultados deste estudo demonstram os efeitos inibidores do crescimento da administração de vitamina D em linhas celulares de cânceres orais específicas, que irão melhorar a compreensão dos oncologistas orais e pesquisadores de saúde bucal no desenvolvimento de padrões para a generalização dos efeitos da dieta e dos suplementos dietéticos sobre a proteção da saúde, como opções de tratamento para pacientes com câncer bucal.”

Fonte

Differential effects of 1,25-dihydroxyvitamin D₃ on oral squamous cell carcinomas in vitro. Jun 2014.

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

Níveis baixos de vitamina D durante a gestação associados ao desenvolvimento de cáries infantis

Mulheres com baixos níveis de vitamina D durante a gravidez foram associadas a um maior dentinho_01
risco de cáries dentárias em suas crianças. Os níveis maternos inadequados podem afetar a calcificação dos dentes, predispondo a hipoplasia do esmalte e à cárie precoce da infância (CPI), segundo um novo estudo realizado por pesquisadores canadenses e publicado online esta semana na revista Pediatrics.

Com objetivo de determinar a relação entre as concentrações pré-natais de vitamina D e das cáries dentárias entre os filhos, durante o primeiro ano de vida, os pesquisadores conduziram um estudo coorte prospectivo recrutando mulheres grávidas de uma área urbana economicamente desfavorecida. Um questionário pré-natal foi aplicado e uma amostra de vitamina D sérica foi retirada.

Os exames odontológicos foram concluídos com um ano de idade e como resultado, os pesquisadores puderam constatar que:

No total 207 mulheres foram inscritas, com uma média de idade de 19 anos. O nível médio de vitamina D sérica foi de 19,2 ng/mL e 33% tiveram níveis deficientes. A hipoplasia do esmalte foi identificada em 22% dos recém-nascidos, 23% tiveram cavitações CPI e 36% tiveram CPI quando as lesões de manchas brancas foram incluídas na avaliação. As mães de crianças com CPI tiveram níveis de vitamina D significativamente mais baixos que aquelas cujas crianças estavam livres de cáries, revelando uma relação inversa.

Os autores concluíram:

“Este estudo concluiu que os níveis maternos pré-natais de 25(OH)D podem ter uma influência sobre a dentição decídua e com o desenvolvimento de CPI”.

Fonte

Prenatal Vitamin D and Dental Caries in Infants. Abr 2014.

** Se você gostou deste post, por favor considere “curtir” a página Vitamina D – Brasil no Facebook.

Leia também:

A vitamina D pode ajudar a prevenir a periodontite

Um novo estudo liga a vitamina com uma redução da incidência de doença periodontal.374502_353952644700786_742725611_n

Periodontite, ou inflamação e infecção do tecido que envolve os dentes, é a principal causa da perda dentaria em adultos. Uma vez ocorrendo isso, o dano é irreversível, mas um novo estudo descobriu que a vitamina D pode ajudar a prevenir a periodontite, particularmente em pacientes com diabetes mellitus.

A periodontite é uma doença extremamente comum, perdendo apenas para o resfriado comum em sua frequência. Ele é encontrado em mais de um terço dos americanos com mais de 30 anos de idade e é particularmente comum em pessoas com diabetes. (Os diabéticos são mais propensos a infecções).

A doença é provocada quando a placa permanece nos dentes por um número de dias e endurece formando o tártaro, que, em seguida, atrai bactérias e leva ao inchaço, infecção ou gengivite. Inicialmente, estes sintomas causariam apenas pequenos desconfortos e podem ser aliviados com uma limpeza dental para remover o tártaro. Mas a inflamação contínua pode formar bolsas entre os dentes e gengivas, que, em seguida, atrair mais bactérias podendo levar à perda de tecido e do osso. Este dano é chamada periodontite e não pode ser revertido com a limpeza. Eventualmente, o dano pode resultar na perda denatária.

Em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Chengdu, na China, os pesquisadores descobriram que a vitamina D pode ajudar a proteger contra a periodontite em pessoas com diabetes mellitus. O estudo, publicado na Steroids, descobriu que ratos diabéticos que foram dadas doses suplementares de vitamina D demonstraram menor perda óssea e inflamação relacionada à periodontite do que aqueles que receberam placebo.

Referências

“25-hydroxyvitamin D3 ameliorates periodontitis by modulating the expression of inflammation-associated factors in diabetic mice”. Autores: Hao Li, Honghui Xie, Min Fu, Wei Li, Bin Guo, Yi Ding, Qi Wang.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte: Mother Nature Network

Leia também: